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Archive for outubro \25\UTC 2011

Oi, pessoal, como vamos todos?

Hoje estou aqui para contar um pouco a vocês de tudo quanto aprendi no VI Encontro da Fé Reformada, promovido pela Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória e cujos preletores foram os pastores: Ageu Magalhães, Héber Campos Junior e Davi Charles Gomes. O tema proposto pela conferência foi “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” e o objetivo era a exposição dos capítulos de 1 a 8 da carta de Paulo aos Romanos.

O pastor Ageu pregou sobre a depravação na antiga vida do apóstolo Paulo narrando as perseguições que ele fazia contra o povo de Deus. Paulo tinha prazer em trabalhar na extinção do povo santo. Porém, quando o Evangelho transforma a vida de Paulo e a nossa, deixamos de ser escravos do pecado e passamos a ser escravos (servos – Romanos 1.1) de Cristo.

Vimos também sobre a depravação no coração humano, tendo a exposição de Romanos 1.18-23. Este sermão foi interessante porque mostrou que embora esse texto fale especificamente do homossexualismo, podemos trabalhá-lo enxergando a idolatria que há no coração dos homens de forma geral. O pastor Ageu pediu-nos que, mentalmente, completássemos a sentença: “Para ser feliz hoje, eu…” e ao longo do sermão, em que foi apresentando exemplos bíblicos (ex. Raquel querendo um filho), fez-nos compreender que quando completamos a frase com qualquer outra coisa que não fosse Deus, então estamos criando falsos ídolos em nossa vida, e isso é fruto de um coração depravado e que carece desesperadamente de arrependimento.

Um ídolo comum em nossa sociedade é a ‘informação’. Diz-se que quem tem informação, tem tudo. A tecnologia está aí, produzindo milhares de artefatos a tal ponto de hoje sermos capazes de carregar informação dentro do nosso bolso. Partem do pressuposto de que a solução para problemas sociais está em informação, quando na verdade sabemos que está em Cristo, porque Ele é nosso refúgio e fortaleza. Só assim é possível sobreviver, quando a razão da nossa existência é Cristo.

Por fim, vimos que Romanos 1.24-32 trata de três pontos essenciais: teologia, liturgia e vida, mostrando que teologia errada gera culto errado que gera vida errada. Não há como viver ouvindo heresias com uma vida correta. Quando o erro se espalha na teologia, liturgia e na vida, Deus abandona a sociedade e então vemos como temos visto em nossos dias: aumento progressivo da imoralidade, aumento do homossexualismo e aumento de uma disposição mental reprovável (pecaminosidade).

Ainda dando continuidade à série de pregações, o Pr. Héber Campos Jr. falou-nos sobre a justiça de Deus no sentido de Justificação, que é a providência usada por Deus para a nossa redenção. Vimos que nunca compreenderemos a grandeza da nossa salvação (justificação) se não tivermos noção da podridão dos nossos pecados, que é horrível, principalmente por causa das consequências verticais, isto é, da nossa comunhão com Deus, que fica interrompida. O pecado é essencialmente uma ofensa contra a santidade de Deus.

Assim sendo, passamos a discutir 7 características da Justiça de Deus em Romanos 3:

Justiça sem lei – a falsa concepção de que os irmãos do Antigo Testamento eram salvos pela Lei e os do Novo Testamento pela graça, cai por terra, ainda mais quando Paulo cita o exemplo de Abraão.

Justiça mediante a fé – a fé é o modo de apropriação para obter-se a justiça de Deus. O valor da fé não está naquilo que ela é, mas naquilo que recebemos por meio dela.

Justiça para todos – Justiça inclusiva. Isto é, é capaz de alcançar qualquer tipo de pecador, porque todos são carentes da graça de Deus. Um exemplo claro é que Jesus Cristo alcançou desprezados: publicano, bom samaritano, mulher adúltera…

Justiça gratuita – não tem ônus para o pecador. Para nós é de graça. Não caminhamos em busca de justificação, mas começamos a caminhada justificados.

Justiça libertadora – um conceito forense. Só obtém liberdade quem paga pelo resgate. Redenção libertadora porque vivíamos em uma condição de servidão, escravidão do pecado. Cristo foi o preço do nosso resgate. Sob este foco, podemos compreender que a justificação é pelas obras, mas não qualquer obra. Não as nossas obras, mas as de Cristo. A obra de Cristo na cruz pelo Seu povo.

Justiça apaziguadora – a justiça de Deus em nós produz paz. Mas a paz de Cristo não é ausência de problemas, mas é conforto em meio às tribulações. Também não é uma paz individualista, mas é paz com Deus.

Justiça que honra ao Senhor – Deus não absolve o culpado. A santidade de Deus é ferida pelo nosso pecado, por isso que é preciso pagar um preço. É preciso derramamento de sangue para haver remissão de pecados. Ao nos justificar, Deus precisou manifestar a Sua Justiça em Cristo, por isso dizer que o que levou Cristo à cruz não foi, somente, o amor de Deus, mas foi também a sua Justiça. Isto é, Ele depositou toda nossa culpa em Cristo.

A doutrina da justificação é fonte de nossa alegria, não porque sejamos justos, mas porque somos declarados justos. Porque a nossa justiça é alheia, de outro… de Cristo por nós.

O Pastor Davi Charles encerrou a lógica da conferência com o tema da santificação. Foi interessante notar como Romanos de 1 a 8 faz essa trilogia (com o empréstimo do termo): depravação – justificação – santificação.

Embora a justificação seja um ato, a santificação é um processo. Significa dizer que como fui justificado pela vida de outro, é certo que a santidade deste outro tem de ser formada em mim. Este é o processo da santificação. É imitar Cristo cada dia. Torná-lo à sua imagem e semelhança, fazer a Sua vontade. Pensar, falar e viver como Ele viveu aqui na terra. Glorificá-lo com toda nossa vida.

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A conferência foi um bálsamo na vida espiritual de todos quantos estiveram ali. Ainda permaneci em Vitória no domingo e segunda, compartilhando da fé comum aos batistas e presbiterianos. A fé que é dos eleitos de Deus, como diz Paulo em Tito 1.1. Ainda há muito que contar, mas isso fica pra outro post, enquanto isso, vão experimentando um pouco do que vivi ali. 🙂

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Entre os dias 08 e 13 de outubro estive na tranqüila cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, visitando a minha querida prima Agnes. Foram dias tranqüilos, eu descansei… revi alguns seriados que nunca mais tinha visto, passeei… Além de, é claro, curtir a minha prima, de quem tava com muitas saudades!

Na segunda-feira, quanto estávamos no centro de BH, caiu uma chuva gigantesca… tudo bem, talvez não tenha sido tão grande, mas deu pra formar uma cratera em uma avenida e pra derrubar um pedaço do teto de um shopping, segundo o jornal local informou naquela noite.

Enquanto esperávamos a chuva passar numa galeria, fiquei prestando atenção nas pessoas. É verdade que muitas conversavam, mas a maioria parou e ficou olhando pro céu, como que contemplando aquela chuvarada toda.

Fiquei pensando que muito frequentemente a nossa vida é tão agitada e cheia de ocupações que raramente nos lembramos de contemplar a criação. Parece que é necessário que os fenômenos da criação nos peguem desprevenidos para que paremos e prestemos atenção neles.

Mas não é assim que devia ser. Nesse momento, ao observar as pessoas, eu lembrei do Salmo 8, em que Davi manifesta a ação de contemplar os céus, obra dos dedos de Deus. Esta deveria ser uma atitude constante nossa, não? Há tanta beleza no céu… e quando olhamos, sempre nos lembramos de como somos pequenininhos diante da Majestade de Deus, e, mesmo como pontos no meio de toda criação, aprouve a Ele nos amar, nos tirar das trevas e nos transportar para o reino da Luz. Maravilha!

Foi um bom passeio. Deixou saudades!

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