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Archive for fevereiro \26\UTC 2011

Que será?!

Olá! Agora que você já sabe que é morto diante de Deus e que carece desesperadamente da sua graça, precisa saber que essa história que muitos cantam por aí com uma melodia até bonitinha dizendo “eu venho como estou” é tudo conversa fiada. A obra do Espírito Santo na vida daqueles que são chamados para a manifestação da graça de Deus (eleitos) consiste em duas coisas importantíssimas:

1 – Arrependimento (metanóia)

A palavra em parêntese é a correta para nos referirmos ao arrependimento genuíno. Compreende essencialmente a ‘mudança de mente’. O Espírito Santo age na vida dos eleitos de Deus causando-lhes arrependimento do estado em que estão e mudança de atitude. Se antes o morto amava as coisas do mundo e odiava as coisas de Deus, agora ele passa a detestar os valores e conceitos mundanos e passa a amar singularmente àquilo que remete a Deus, ama fazer a vontade do Pai.

II Crônicas 7.11-22 mostra atitudes de arrependimento – humilhação, oração, busca e conversão -, sendo esta última a que mais define a metanóia. Conversão é mudança de um estado para outro. Em física, por exemplo, quando fazemos gelo, convertemos o líquido em sólido. Assim tem de haver com os eleitos. Eles mudam da condição de perdidos e passam à condição de salvos.

O que você precisa saber é que essa ação é do Espírito Santo em sua vida, porque por seu próprio esforço, você não moveria uma palha sequer. Já que na condição de perdido você ama o mundo e odeia de Deus, pra que mudar, não é mesmo?! Então se você está na condição de perdido, entenda que não pode fazer nada… Corra desesperadamente para a cruz de Cristo, grite “que faremos, irmãos?” (Atos 2.37)… Clame, “talvez haja esperança” (Lamentações 3.29).

 

2 – Perseverança

Agora com um coração arrependido e contrito, tudo são mares de rosas, certo? Errado! Enquanto você viver aqui na terra, Paulo diz que há uma guerra dentro do seu coração como havia no dele: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5.17; Estudar também Romanos 7.7-25).

Essa guerra foi vencida em Cristo Jesus, é verdade. Então você precisa crescer em vida cristã, para que a natureza do Espírito sobreponha a natureza da carne. É por isso que falamos tanto em zelo cristão: estudo da Palavra, oração, comunhão, evangelização, cumprimento da Lei do Senhor (sim… agora com a natureza espiritual você tem prazer em seguir os mandamentos do Senhor Deus – os Dez Mandamentos)…

Isso é perseverança. Isso é confirmar com diligência cada vez maior a vocação e eleição (2 Pedro 1.10). Isso é fazer a vontade do Pai e agradá-lo. Essa obra também é do Espírito Santo em sua vida. É Ele quem opera em seu coração um desejo incansável pelas coisas de Deus. É Ele quem te leva para as reuniões solenes na Casa de Oração. É Ele quem te sustenta pela Palavra. Tudo é por Ele, para Ele e para a glória dEle.

Glória a Deus por sua ação gloriosa. O Pai agiu predestinando uns para a perdição, outros para a salvação. Agiu na eleição. O Filho agiu na redenção, agiu no cumprimento da Lei em lugar do Seu povo, agiu pregando a Palavra para que uns fossem salvos e outros condenados (exalando fragrância de vida para uns, de morte para outros), o Espírito agiu e age na efetivação dessa maravilhosa obra de Deus em nosso coração. Que triunidade perfeita! Que Deus maravilhoso e gracioso temos!

E no final de tudo, podemos, sinceramente, proferir palavras como as de Calebe:  “Eu, porém, perseverei em seguir o SENHOR, meu Deus” (Josué 14.8b).

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Chegamos ao final da nossa série “Ide por todo mundo”, mas você sabe que, na verdade, a pregação da Palavra de Deus aos incrédulos nunca se esgota. Há sempre algo a mais para ensiná-los pelas Escrituras. Sempre que bem-vindo, deseje a Paz (Lucas 10.5) e quando rejeitado, sacuda o pó de onde passar (Lucas 10.11). Lembre-se de que a pregação do Evangelho é como pôr a mão no arado, você não pode mais voltar atrás (Lucas 9.62). Ore sempre pelas almas que ouvem o Evangelho através de você e nunca cesse de rogar para que o Senhor da seara envie mais trabalhadores (Lucas 10.2). Por fim, saiba que sua função é plantar a semente (Pregar a Palavra), mas quem dá o crescimento é Deus. Soli Deo Gloria!

 

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Marionetes?!

Ontem um leitor querido puxou minha orelha. Disse que o blog estava abandonado, hahaha! Fui dormir e já acordei pensando nisso. Perdoem… às vezes eu até elaborava um bom post mentalmente, mas não conseguia um momento bom para sentar e escrevê-lo. Mas agora, cá estou para falar com vocês sobre marionetes!

– Ué… que tem marionetes a ver com pregação do genuíno evangelho do Filho de Deus? Será que Anninha bateu com a cabeça na parede enquanto dormia essa madrugada? – Não gente! Não bati com a cabeça e marionetes têm tudo a ver com a pregação do evangelho.

Quando dizemos aos homens que eles estão mortos em seus delitos e pecados e nada podem fazer para alcançarem a salvação eterna. Que tudo está no controle e soberania totais de Deus. Então a primeira coisa que alguns costumam dizer é: “claro que você está equivocado (a)! Nós não somos marionetes nas mãos de Deus”.

Qual problema em sermos marionetes? Esse brinquedo é simples, único, feito artesanalmente (na maioria das vezes). Veste-se sem muitos enfeites (simplicidade). São feitos com todo esmero do seu artífice. Possuem cordinhas quase imperceptíveis a olho humano que estão conectadas aos dedos do historiador, tal qual nós, seres humanos, estamos conectados à vontade de Deus.

A Bíblia diz que a eleição de Deus foi total. Não podíamos fazer nada. Não podíamos escolher nada. Tudo foi resultado da soberania infinita de Deus: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros…” (João 15.16) e “Assim, pois, não depende de quem quer [vontade humana] ou de quem corre [obras humanas – geralmente boazinhas], mas de usar Deus a sua misericórdia. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Romanos 9.16,18).

Nós somos assim: vasos na mão do oleiro (ou marionetes). E, esse artista, faz tudo como Lhe apraz. Ainda bem! Pois, considerando como somos imperfeitos e como Ele é perfeito, já pensou se tentássemos resolver da nossa maneira (inclusive a salvação)? Só faríamos besteiras, com certeza! Glória a Deus por Sua infinita soberania. Abaixo todo e qualquer orgulho humano e vontade de querer ser como Deus, que é capaz de determinar todas as coisas da vida de modo perfeito.

E, no final de tudo, só nos resta louvá-Lo eternamente por Sua maravilha, por Sua graça, por Sua misericórdia. Buscando fazer a Vontade do Pai, crescendo em “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12.14).

Quando a gente pensa na soberania de Deus com toda humildade e reverência, vemos que não há mal nenhum em sermos bonequinhos nas mãos de Deus. Há até satisfação em nosso coração por saber que, estando nas mãos de Deus, tudo vai bem.

Portanto, se você é um daqueles que mui arrogantemente quis colocar o dedo na nossa cara, dizendo que estamos mentindo porque ‘não somos marionetes nas mãos de Deus’, reveja seus conceitos à luz das Escrituras e, caso lhe seja dada a capacidade de reconhecer a sua pequenez humana e a grandeza real de Deus, então “ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança” (Lamentações 3.29) e, se ela (esperança) for concedida, então louve a Deus com todo entusiasmo e, como João, afirme todos os dias da tua vida: “convém que Ele cresça e que eu diminua” (João 3.30).

 

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