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Posts Tagged ‘Família’

Olá! Tendo compartilhado meus aprendizados sobre a família com vocês, em cinco textos, hoje terminamos essa série (que na verdade é um tema que nunca se esgota) falando um pouco algumas considerações importantes sobre a família.

Destaco saber que, muitos leitores discordam do que penso nessa questão, mas gostaria que você não apenas rotulasse as filosofias ditas aqui como equivocadas, mas que se sinta desafiado (a) a re-estudar o assunto e então, formar concepções mais sólidas nessa questão (eu costumo fazer assim e dá certo).

Outra observação que gostaria de deixar clara é que eu, particularmente falando, não nasci acreditando nessas concepções. Sofri bastante para entendê-las, contudo, sempre debaixo de muita oração e leitura da Escritura.

Ah, é muito importante frisar que neste post, especificamente, vou considerar que estamos tratando de famílias cristãs, famílias que não vivem na dureza do coração. Para entender um pouco sobre dureza de coração, estude Ezequiel 36.16-38. Então, vamos às últimas considerações:

1 – Qual o prazo de validade da família?

A família é uma instituição dada por Deus para a convivência dos homens, na terra. Embora Jesus estivesse tratando, especificamente, de ressurreição (com os saduceus), o texto de Marcos 12.18-27 nos esclarece que no céu não haverá graus de parentescos.

Não sabemos como será, de fato, lá: se os membros de família se conhecerão ou não, isto não é exposto na Palavra de Deus. Até porque, o foco no céu é glorificar a Deus eternamente, como vemos em muitos exemplos de Apocalipse. A glória e louvor que serão dados a Deus revelará o maior júbilo do coração de suas criaturas. João relata: “Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo que neles há, estava dizendo: Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 5.13) – note que é ‘pelos séculos dos séculos’.

Aqui na terra, enquanto vivem os membros de uma família, ela existe e deve ser mantida com todo esforço, dedicação e amor. A família é presente de Deus para a raça humana. Não se deve rejeitar presentes, não é mesmo?! rsrsrs

2 – Indissolubilidade

Acho essa palavra linda: indissolubilidade! hehe Eu creio na indissolubilidade do casamento. E, consequentemente, na indissolubilidade da família. Quem leu meu post “Um com você” verá claramente que eu estaria sendo incoerente ao escrever lá: “um não se separa, não se divide, não se discorda… um é um, é único, é ímpar, não se dissocia” e aqui eu desse alguma brecha para destruição familiar.

O casamento dura até que a morte os separe. Claro que ele vem cheio de delícias e agruras, mas também vem transbordante de amor e perdão. Se o casamento for sólido, for vivido intensamente e de forma cristã (firmado em Cristo), a família será forte. Passará momentos difíceis (é claro), mas estará mantida na Rocha, que é Jesus.

3 – Mas, e o divórcio?!

Eu diria de forma bem direta: “que é que tem o divórcio? O divórcio não tem vez no meu blog. Eu me divorcio do divórcio, rsrsrs”.

De forma bem rápida e sucinta eu diria a você que:

O casamento é o mais digno de todos os contratos (Hebreus 13.4). Ele é a representação da união de Cristo (noivo) com a sua noiva (Igreja). Imagina se Jesus se divorciasse da gente?! Seria uma catástrofe, todos nós iríamos ‘arder no mármore do inferno’, rsrsrs!

Hum, você está pensando em Jeremias 3, não é?! Você me diria: ‘ali, Deus se divorciou de Israel por causa de adultério, nesse caso (e só neste caso) o divórcio é permitido. Certo?!’. Errado! Em Jeremias 3, Israel adultera, se prostitui com muitos amantes (v.1); não se arrepende (v.7); Deus dá carta de divórcio (v.8); mesmo tendo sido ‘traído’, Deus perdoa Israel (v. 12); Deus exorta com grande amor para que Israel se arrependa do seu pecado e volte (v.12,13) – aliás, que lindo Deus chamando Israel de volta; Deus declara de Israel que “não andarão segundo a dureza do seu coração maligno” (v. 17), dando-nos certeza que vão se arrepender; e, por fim, quem estuda a história do povo de Deus sabe que ele restabeleceu o casamento, não é mesmo? Do contrário, não seríamos povo seu.

Tá, então você me mostra Mateus 5.27-32. Este é fácil. A expressão “relações sexuais ilícitas” é explicada nos originais com a palavra ‘fornicação’, que é usada para pessoas solteiras. A expressão também se refere à Levítico 18.

E, por fim (eu acho), você me mostraria Marcos 10. Esse é mais simples ainda: Jesus diz que Moisés “permitiu” carta de divórcio “por causa da dureza do coração” do povo. Lembra que sugeri leitura de Ezequiel 36 no começo desse post? É, leia mesmo! E termine seu estudo com Hebreus 3.15 e 4.7 e Salmo 95.7,8: “(…) Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (…)”.

Minha explicação pareceu confusa? Então assista a este vídeo do John Piper, ele explica bem direitinho o que tentei expor aqui.

4 – Brecha para pecar?

Não, nunca! Esse negócio de pensar ‘já que não pode separar, então vou viver a vida traindo e sendo traído e ta tudo certo, afinal a família ta lá, inteira’. Vê-se que você precisa crescer muito na fé por pensar uma coisa absurda dessa, hein?!

A pureza do casamento, da família, precisa ser mantida porque você é servo (a) de Deus e ama a prática da Lei. Afinal, “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 João 3.9).

5 – Perseverança

Como boa reformada que sou, creio na Perseverança dos Santos. Uma vez salvos por Deus, temos agora de viver uma vida de intensa busca pela santificação dos nossos pensamentos, palavras e ações (Levítico 19.2 e 1 Pedro 1.16).

Comandar, cuidar, honrar, viver em família não é uma tarefa fácil. Mas há um padrão de Deus que precisamos seguir, buscar com afinco, para que obtenhamos felicidade. Se buscarmos na prática esses pontos estudados nessa série, teremos uma família forte, uma igreja forte e uma sociedade forte.

Detalhe: A sociedade, hoje, está esfacelada! O pecado é moda e ‘triste de você se não está na moda’. Mas, Deus nos dá sábio conselho: “Não andeis nos costumes da gente que eu lanço de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; por isso me aborreci deles” (Levítico 20.23); “e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

“…É melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (1 Pedro 3.17).

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Estamos quase chegando ao fim da nossa pequena série sobre a família. Hoje eu queria falar um pouco do papel dos filhos na vida familiar. Este post serve não só para aqueles que têm filhos, mas também para aqueles que terão e, principalmente, que são filhos. Espero que os ensinamentos contribuam para sua vida pessoal, tanto quanto serviram para a minha.

A Bíblia diz mui claramente que os filhos são herança do Senhor (Salmo 127). Vimos isto no post passado que tratou do papel dos pais na vida dos filhos. Neste caso, fica evidente que os pais que nós temos foram designados por Deus para este mister. Ora, Deus não falha em seus desígnios, os pais que Ele nos deu são resultado da perfeição de Deus para a nossa vida.

Aos nossos pais devemos uma série de deveres. Todos estes deveres estão expressamente determinados na Palavra de Deus, mas hoje eu queria falar sobre três, especificamente.

1 – A Honra

Sempre que pensamos em falar sobre o papel dos filhos na família, remetemos a nossa mente ao 5º mandamento da Lei de Deus, que diz: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra, que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êxodo 20.12). Esse versículo é maravilhoso e traz uma promessa muito especial. A medida da honra que prestamos aos nossos pais é a mesma medida dos dias de vida que teremos. Se honramos, vivemos, porém, se desonramos, cedo morremos.

Mas o que é honrar? O minidicionário Luft diz que é dignificar, enobrecer, respeitar, lisonjear… Sâo, sem dúvidas, atitudes que demonstram grande amor para com os pais. Bem diferente da falta de respeito e atitudes grosseiras que temos visto nos filhos por aí.

Para escrever aqui, hoje, fiz uma leitura rápida do livro “Pastoreando o Coração da Criança” (Tedd Tripp – Ed. Fiel), já citado aqui no blog e, achei interessante que sua definição de honra diz: “honrar os pais significa tratá-los com respeito e estima por causa da sua posição de autoridade” (Pg 150). São autoridades instituídas por Deus e é interessante notar que se honramos os nossos pais, estamos honrando a Deus. Se reconhecemos a autoridade dos nossos pais, é porque reconhecemos a autoridade de Deus sobre as nossas vidas.

É lamentável pensar nos filhos que estão alheios a este padrão que Deus estabeleceu para a atuação na família. É por isso que temos visto tão nitidamente o distúrbio familiar em nossos dias.

2 – A Obediência

Quando falamos em obediência, logo vem à mente fazer o que nos manda. Mas há uma lição que aprendi, também com Tedd Tripp, sobre a obediência que, certamente, não é algo muito enfatizado na vida dos filhos. “A obediência é a submissão voluntária de uma pessoa à autoridade de outra. Isso significa que mais do que um filho fazer o que lhe mandam. Significa fazer o que lhe mandam SEM DESAFIO, SEM DESCULPA E SEM DEMORA” (Pg 152 – grifos do autor).

Quantos de nós muitas vezes ‘obedecemos’ os nossos pais de cara feia? Obediência não é fazer o que nos mandam de cara feia. É fazer o que nos ordenam com toda boa vontade, mansidão, prazer em servir, ou, como lemos na definição, de forma voluntária!

Quando falo de obediência aos pais, automaticamente vem à memória o Salmo 119. Tudo bem, não vou transcrever o salmo todo aqui (é o maior capítulo da Bíblia, contendo apenas 176 versículos, rsrs). Mas você já parou pra pensar o tão grande amor que o salmista expressou pela Lei de Deus? Ora, ninguém ama uma lei se não obedece. Logo se infere que o salmista amava obedecer a Lei do Senhor, veja como ele se deleita na Lei de Deus, vou citar alguns versículos:

“De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” (v.9)

“Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra.” (v. 16)

“Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros.” (v. 24)

“Aos teus testemunhos me apego; não permitas, SENHOR, seja eu envergonhado.” (v. 31)

“Eis que tenho suspirado pelos teus preceitos; vivifica-me por tua justiça.” (v. 40)

“Assim, observarei de contínuo a tua Lei, para todo sempre.” (V. 44)

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia.” (v. 97)

“Amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado.” (v. 127)

“Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra.” (v. 158)

“Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo meu prazer.” (v. 174)

Estes são alguns dos muitos versículos que resultam de um coração que ama verdadeiramente a Lei, e, portanto, obedece com todo prazer. É assim que os filhos devem proceder: amar a obediência aos pais, porque isto é fruto de um coração humilde, de um coração regenerado pelo SENHOR Deus. É fruto de um coração que viverá anos de delícias no Senhor.

3 – Não se esqueça!

Há uma lista imensa de coisas que os filhos não devem esquecer com relação aos pais. Mas a mais importante delas é a instrução. Provérbios 1.8 diz: “Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe”.

Filhos bem sucedidos são aqueles que ouvem e guardam no coração todos os ensinamentos (pautados na Palavra de Deus) que receberam dos seus pais. Quando lemos Provérbios 22.6, vemos que os filhos que são instruídos pelos pais chegam à velhice e não se desviam de tais ensinamentos. Isto se dá porque eles não só ouvem como seguem. Que maravilha será quando você chegar à velhice e se recordar com alegria de cada ensinamento que recebeu e que o levou até ali.

Deus tem todo zelo que os seus filhos ouçam a instrução e guardem no coração. Ele nos deixou mandamento explícito quanto a isto: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos.” (Provérbios 3.1). Não despreze os ensinamentos que você recebe dos seus pais e que são compatíveis com a Palavra de Deus, guarde no coração, medite-os e, principalmente, coloque-os em prática,

E, finalmente, não poderia deixar de lembrar os nobres leitores sobre a responsabilidade de cuidar dos pais. Há um momento na vida em que os papéis se invertem no sentido do cuidado. Os pais não mais dispõem da força e vigor de outrora e cabe aos filhos ter sensibilidade e amor para com eles, respeitando-os na velhice e providenciando que tenham anos do melhor conforto possível. Isto é honra, obediência, amor, gratidão a Deus no coração pelos pais que Ele lhe deu.

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No mundo do individualismo, manifestar respeito e honra para com os pais é ser careta. Que os pais não fiquem de longe assistindo a desonra dos seus filhos, mas que possa encaminhá-los a uma vida de prazer pela Lei do Senhor, de deleite na obediência, de presteza com toda alegria e singeleza de coração. Façam isso acompanhados de muita oração, pois um coração obstinado e rebelde, só o Senhor é capaz de transformar.

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Olá, pessoal! Hoje nós vamos abordar mais um tema relativo à família. Dessa vez, destacaremos o papel dos pais na vida dos filhos. E como boa pedagoga que sou, vou focar os temas no que diz respeito à educação dos filhos, até porque, esta é a principal tarefa de responsabilidade dos pais para com os filhos que Deus lhes dá. Mas antes, há um primeiro aspecto que vou tratar no que tange à identidade dos filhos.

1. Identidade

O salmo 127.3 diz que “herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre, seu galardão”. Então é fácil notar que os filhos não pertencem aos pais, mas a Deus. Todo ser humano pertence a Deus. Os filhos são dados aos casais para que estes os eduquem, mantenham, instruam, ajudem, façam prosperar, administrem a herança que é do próprio Deus.

Estive lembrando agora da parábola dos 10 talentos (Mateus 25.14-30), em que o senhor volta para tomar contas dos seus servos e a cada prestação de contas vai determinando os servos bons e os servos maus. Assim acontece também com os pais. Os filhos são talentos dados pelo Senhor e, um dia, todos os pais e todas as mães hão de prestar contas a Deus de tudo quanto fizeram, isto é, se os talentos renderam ou se foram escondidos com medo de que o ladrão viesse para roubá-los. (Dica: Leia a parábola dos talentos tendo sob a seguinte ótica: Deus é o dono dos talentos, os trabalhadores são os pais e os talentos são os filhos)

Dá pra se ter uma noção do alto número de servos maus que o mundo viu e vê ao longo da história, não é mesmo?! Pais relapsos que não educam, não instruem… jogam seus filhos à mercê da babá eletrônica (TV), delegam a tarefa que lhes foi confiada para terceiros (escolas, creches, avós, tios, babás…). Pensam que tudo se acaba com a morte e se esquecem de que hão de comparecer perante o tribunal do Senhor para prestar contas de todos os seus atos.

Que seja de alerta para todos nós. Os filhos fazem parte da herança de Deus, são talentos que Ele colocou nas mãos dos homens para reavê-los posteriormente. Não deve ser uma tarefa banal ou relaxada, mas algo prazeroso, que deve ser vivido com afinco e perspectiva de glorificar a Deus.

2. A hora de Educar

Em Deuteronômio 6.6 diz assim: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração”. Aqui temos um fator muito importante: é que a Bíblia deixa bem claro que o ditado ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’ é totalmente alheio à vontade de Deus. Teoria e prática não são dissociadas, são entrelaçadas. Isto é, se você quer que a educação que você dá aos seus filhos tenha grande impacto sobre a vida deles, então viva.

Se você vive, é porque tais ensinamentos estão em seu coração, e aí, você poderá cumprir o que consta em Deuteronômio 6 e tantos outros textos da Bíblia que tratam da educação. Você só poderá educar seus filhos se, antes, encher o seu coração e a sua prática de tais ensinamentos. É um bom começo!

Recentemente estava lendo na internet algumas reportagens relativas à educação. Em uma delas, a psicopedagoga entrevistada comentou da importância de deixar a criança crescer e desenvolver-se por si só. Fico pensando nessas abobrinhas e perplexa em ver como a mente humana é limitada de comparar crianças com vegetais, que crescem ali… Por si só. E olhe lá, que, se formos vê direitinho, nenhum vegetal cresce assim, por si só. Ele precisa de sol, de água, de terra fértil, de ser cultivado, enfim…

É óbvio que a criança precisa de instrução, de orientação… E quanto mais cedo, melhor. Nada de deixar a criança à vontade ou esperar pra educar quando ela crescer. Aliás, psicologicamente falando, seria bem mais complicado fazer isso, já que a criança começa a discernir e formar opiniões a partir dos 7 (sete) anos de idade, sendo esta a fase em que os pais começam a ter mais dificuldades de instruí-las pelo caminho correto.

Mas um principiante poderia continuar com a mesma indagação: ‘Sim, mas qual a hora de educar?’.  A hora de educar é desde o ventre e se dá por toda vida do filho.

Deuteronômio 6 fala que os pais devem inculcar os ensinamentos nos filhos “assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”. O tempo todo se deve instruir os filhos.

3. Um pouco mais de teoria e prática

Esse assunto de mistura de teoria e prática nunca se esgota pra mim. Eu estava lembrando há pouco que certa vez um amigo meu estava revoltado porque seus pais estavam reclamando muito com ele em um dado momento da vida (aquele momento adolescente que as pessoas costumam mais chamar de ‘aborrecente’) e ele estava muito triste com isso.

Na época ele olhou pra mim e disse assim: ‘abriram a Bíblia e vieram logo falar de Efésios 6.1. Pronto! Encerraram a conversa ali mesmo. Daí eu pedi pra lerem Efésios 6.4 e foi tudo que eu consegui falar’.

Efésios 6.4 diz uma coisa muito interessante: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.

Como filha, posso atestar com clareza que o que a maioria dos comentadores dizem desse versículo é realmente o que acontece no coração dos filhos: eles ficam profundamente entristecidos quando seus pais desviam a prática do discurso, isto é, quando vivem de uma forma e falam de outra forma. Isso provoca a ira nos filhos!

Embora o versículo tenha sido dirigido ao pai (pl. pais), este princípio atende, também, às mães. Se elas forem incoerentes entre o discurso e a prática, também provocarão seus filhos à ira.

O mundo costuma diferenciar a teoria da prática, mas os cristãos não se regem segundo as filosofias do mundo, mas segundo Cristo, e Ele foi o maior exemplo de que teoria e vida prática andam juntas, não pode e não deve ser dividida, mas simplesmente, vivida.

4. A Vara

Quando estava pensando nos tópicos deste post, achei estranho que a maioria dos itens fossem ‘leves’, e eu, dificilmente seria muito criticada. Agora que o tema da ‘vara’ me veio à mente, eu ri e pensei: ‘agora sim, um tema polêmico, hehe’.

Estamos aí, vendo no cenário educacional brasileiro os pais serem massacrados por leis totalmente invertidas da Palavra de Deus. Eu nunca deixo de pensar nesse tema sem lembrar algumas histórias interessantes que tenho ouvido a respeito. Gostaria de contar aqui:

‘Certa vez fui a um congresso da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e num dos momentos, houve a palestra de uma psicóloga. Num dado momento de sua fala ela entrou nesse assunto da psicotapa, como fala o congresso nacional e perguntou aos ouvintes – quem aqui já levou uma tapa (pisa) quando criança? – e todos levantaram as mãos. Em seguida, ela olhou muito gentilmente para a platéia e fez a segunda pergunta – quem aqui é traumatizado, frustrado ou incapaz pelas palmadas que levou?’. Nem preciso dizer a reação da platéia, hein?!

Outra vez mamãe me contou que uma mulher em São Paulo tinha um filho muito peralta e ao instruí-lo de que não fizesse algo, ele desobedeceu e precisou levar palmada. A vizinha ligou pra polícia quando ouviu e os policiais foram, imediatamente, naquela residência. Ao abrir a porta, a mãe já estava pronta para defesa: ‘estou batendo nele hoje para amanhã vocês não o matarem’. É o que acontece com a maioria dos filhos que não recebem a instrução correta!

Eu poderia falar muito sobre a defesa da vara, mas eu vou apenas citar alguns versículos porque eles falam por si só:

  • “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” (Provérbios 13.24)
  • “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Provérbios 22.15)
  • “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23.13,14)
  • “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue à si mesma vem a envergonhar a sua mãe.” (Provérbios 29.15)

Mas, há uma coisa que não pode ser deixada de lado. Há pais que batem excessivamente nos filhos e isso deixa de ser correção e passa a ser agressão. A Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, perfeita em seus desígnios. Deus não compactua com injustiça e deixa a instrução quanto à vara de forma clara: “castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo” (Provérbios 19.18). Isto é, a correção, a disciplina, a vara vêm acompanhadas de senso e não de ira.

Há um livro de Tedd Tripp que trata do assunto com muita sabedoria (Pastoreando o Coração da Criança – Ed. Fiel) e, em síntese, ele diz mais ou menos o seguinte: quando seu filho desobedecer e precisar levar uma palmada, chame-o à parte, converse com ele e explique porque ele estará apanhando. Diga-lhe quantas palmadas ele levará e em qual parte do corpo será aplicada. Após a correção, ore com seu filho pedindo a Deus que modifique o coração dele, para que não mais desobedeça. Em seguida, dê um abraço no seu filho e expresse o seu amor por ele.

Duvido que um pai e uma mãe que façam desta maneira batam no filho a ponto de matá-lo. O filho poderá não gostar, mas é isso mesmo que está em Hebreus 12.11: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça”.

Atenção: A vara só deve ser aplicada pelos pais ou por tutores legais dos filhos.

5. Pelos frutos conhecereis

Quando criança eu sempre ouvia meu pai tocar e cantar uma música de ‘São’ Francisco de Assis e um dos trechos dizia assim ‘fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado, pois é dando que se recebe…’. Jesus explicou várias vezes o princípio da semeadura, ou como diríamos popularmente: ‘aqui se planta, aqui se colhe’.

Pais que educam os seus filhos no temor do Senhor, que são coerentes, que aplicam a vara quando necessário, que conversam com os seus filhos mostrando-lhes os caminhos de Deus em todo tempo, certamente colherão filhos da alegria, filhos com longevidade de vida e poderão, fartamente afirmar que ”o filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza à sua mãe” (Provérbios 15.20).

Mas não há somente declaração por parte dos pais. Quando pais honram ao Senhor, criando-os filhos na admoestação e no temor do Senhor. Quando tem a consciência cristã de que os filhos não lhes pertencem, mas são heranças do Senhor, então todos atestam juntos que “coroa dos velhos são os filhos dos filhos, e a glória dos filhos são os pais” (Provérbios 17.6).

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Ser pai e ser mãe deve ser uma tarefa maravilhosa. Ser filho de pais tementes a Deus também é algo imensamente gratificante. Não há palavras para definir a benção que é a instituição da família. Não despreze a sua, quer você seja pai, mãe ou filhos. Ame-a incondicionalmente e procure viver de modo digno da vocação para a qual foi chamado (a).

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A mãe na família

Olá, pessoas maravilhosas!

Demorei a postar o meu novo post, hein?! Estive bem ocupada com as festividades da minha formatura, mas o bom é que finalmente posso dizer que sou uma pedagoga formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Benção pura!

Hoje vou falar um pouco sobre a ‘rainha do lar’, como comumente costumamos chamar a matriarca, a mãe. Escolhi, à semelhança do post sobre os pais, cinco sub-temas para falar um pouco sobre cada um deles, mas continuo afirmando que o tema não se esgota aqui, há muito mais que poderia ser mencionado a respeito da mãe no lar. Mas vamos lá, às minhas considerações:

1 – Fugindo da missão de mãe

Falar sobre o papel da mulher no lar não é tarefa fácil. Num mundo encharcado de pensamentos humanistas e feministas, seguir os princípios bíblicos parece algo ‘careta’ e ‘fora de moda’… Muitas mulheres cristãs quando não aderem ao novo estilo da modernidade são tidas como retrógadas. Eu mesma posso afirmar, por experiência própria, que, muitas vezes, sou rechaçada por ter pensamentos cristãos quanto a este assunto.

Um dos principais problemas que encontramos está justamente na fuga das mulheres de uma das funções para a qual foi criada: ser mãe.

É interessante notar que Paulo, quando escreve a Timóteo, fala que “…será preservada através da sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1 Timóteo 2.15). Não é sem razão que temos uma missão e ela precisa ser preservada, porém, só obterá bom êxito quando exercida debaixo de fé, amor, santificação e bom senso.

Eu lembrei agora que essas são palavras dirigidas, também, a Timóteo, quando Paulo o aconselha no trabalho de ministro. Em 1 Timóteo 6.11, Paulo diz que Timóteo deverá seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância e a mansidão. Notem o destaque das palavras e compare-as com as palavras direcionadas à mãe.

Timóteo teve uma mãe que permanecia na fé, no amor, na santificação e no bom senso e isso foi de grande valor em sua formação. Ele encontrou na sua mãe exemplo de vida cristã para sua vida e seu ministério. A mãe de Timóteo não fugiu da sua missão de mãe (Ainda que com suas dificuldades no lar, fruto de desobediência, discutido nos comentários do post passado).

Ser uma mãe presente, não delegar a função de mãe para terceiros parece ser um grande desafio para as mulheres que buscam fazer a vontade de Deus. O que quero nesse tópico é que você, que é mulher, comece a avaliar aqui e nos tópicos seguintes se sua postura tem sido de fuga (ou não) da missão pela qual você deve ser preservada, a missão de mãe. Se você foge, certamente é porque você não tem permanecido na fé, no amor, na santificação e no bom senso. Se este é seu caso, é hora de repensar suas atitudes.

E se você é um leitor, que verifique seus conhecimentos da área e contaminem mais mulheres com os princípios da fé cristã para elas.

2 – Zeladora do Lar

Pensei, pensei… até pedi ajuda das pessoas sobre que palavra colocar neste tópico, já que ser ‘zeladora’ não parece algo desejável para as mulheres da modernidade. Mas longe de preconceitos, é essa mesmo uma das funções da mulher dentro do lar: enquanto o marido providencia a manutenção material do lar, a mulher trabalha na organização do lar… é… eu bem que poderia ter colocado como título “coordenadora do lar”, não é mesmo?!

Coordenar o lar significa manter a ordem, delegar funções (no caso daquelas que têm pessoas ao seu dispor para executar algumas tarefas do lar). A mulher descrita em Provérbios 31 (a famosa Mulher Virtuosa) tinha esse papel organizador, vejam os muitos versículos que falam isso: “É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimentos à sua casa e a tarefa às suas servas” (v. 15); “No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate” (v. 21); “Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e púrpura” (v. 22)… Enfim… trabalhar em prol do bem-estar da família é uma tarefa importante a ser executada pela mãe e não deve ser abandonada numa fuga do lar.

É triste observar que muitas mulheres têm deixado seu esposo e filhos à própria mercê, sem dispensar cuidados e provisão para eles e para si mesma. Sim… quando a mulher cuida do seu lar, está cuidando de si, está promovendo paz e tranquilidade para o lar.

3 – Relacionamento com o esposo

Aqui, provavelmente serei levada à forca, hahaha! Não posso falar de um relacionamento sincero, sadio e bíblico sem falar de submissão.

Embora a palavra submissão seja totalmente rejeitada pela sociedade moderna, os dicionários trazem as melhores considerações sobre ela, isto é, sempre conceitos positivos: “obediência, docilidade, humildade…”. Gostei muito da definição que uma amiga me deu no twitter: “estar sob a missão de” (é definição de uma adminstradora de empresas).

Em Efésios 5.22, Paulo nos adverte que “as mulheres sejam submissas ao seu próprio marido como ao Senhor”. Isto é, do mesmo jeito que você segue fielmente a Deus, em submissão, faça com o seu marido, sendo-lhe respeitosa, submissa. Deixe-se estar sob o comando dEle.

Ser submissa não significa ser nula. Não significa ser escrava… por isso que você é auxiliadora idônea (Gênesis 2.18). Ela é ser humano, criada à imagem e semelhança de Deus, mas com função diferente. Sendo o marido a cabeça, seja o corpo. Não dá para ter duas cabeças na família. Deixe ser conduzida para que a paz e a tranqüilidade continuem sendo estabelecidas no lar.

*Uma dúvida: “Qual a atitude da mulher se o marido lhe der uma ordem contrária à palavra de Deus?” Resposta: “Antes, importa obedecer a Deus que aos homens” (Atos 5.29).

4 – Relacionamento com os filhos

Deus, em Sua sabedoria, estabeleceu que a interação entre Mãe&Filhos acontecesse  já na concepção. Muitos estudos médicos da atualidade existem para comprovar esta questão, quando narram, por exemplo, que todos os sentimentos que a mãe sente na gestação são transmitidos para o bebê. Embora saibamos que Deus já havia dito isso quando, por meio do salmista disse: “eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5).

A principal área do relacionamento da mãe com seus filhos está na afetividade e, pasmem, esse fator tem sido bastante negligente nas mães modernas, já que estas não mais se preocupam em conversar com seus filhos para compreender suas lutas e anseios e, então aconselhá-los da melhor forma, maternalmente.

Há muitos conselhos práticos para a mãe no trato com seus filhos, mas um que gostaria de destacar aqui é a importância de ser uma mãe de oração. Orar pela salvação dos filhos, pela vida escolar dos filhos, pelas decisões que eles precisam tomar quando estão longe dela… a oração deve ser constante. Não é sem razão que temos o mandamento “orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5.17).

5 – Comunicação

“…Não deixes a instrução de sua mãe” (Provérbios 1.8b). Tendo esta recomendação na Bíblia, fica claro que a mãe zelosa cuida em ter uma boa comunicação no lar e de que suas palavras sejam pautadas em conselhos sábios.

Só se dá bons conselhos quando se é cheio da Palavra (cheio do Espírito Santo de Deus) e isto ocorre por meio da leitura e estudo da Bíblia. Neste sentido, a mulher ideal do lar cuida em crescer no conhecimento da palavra de Deus para ter consistência no ensino, na exortação, na comunicação não só com os filhos, mas com os demais membros da família.

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Penso que ser uma mulher reta também é uma tarefa muito difícil, mas o que nos alegra sobremaneira é saber que “enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Provérbios 31.30).

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O pai na família

Olá, pessoal! Hoje eu vou falar para vocês o meu segundo post sobre a família. Meu foco está no ‘homem da casa’, o pai. E, para melhor clareza das minhas idéias, elaborei alguns tópicos que considero importantes na atuação do pai na família. Claro que há outros itens importantes, mas eu teria de escrever um livro para isso, o que não é possível agora, rsrsrs. Mas essa introdução já serve, acredito, para que os leitores pensem a respeito de suas práticas e as mulheres aprendam mais sobre aqueles a quem devem submissão. Bom, deixemos de ‘enrolação’ e vamos às filosofias de Anninha:

1. Autoridade x Autoritarismo

No mundo de hoje, dominado pelos pensamentos humanistas, temos visto um forte combate à autoridade do homem no lar. Mas, na verdade, esses pensamentos estão com o foco distorcido. Ao invés de combaterem o autoritarismo, estão empenhados em erradicar a autoridade.

Autoritarismo não é correto. É abuso de autoridade. É querer ser superior ao outro, sem considerar suas limitações, sua humanidade, sua capacidade de reflexão. Por outro lado, autoridade é comandar, coordenar, determinar.

Por exemplo… logo ao criar os seres humanos, a primeira coisa que Deus nos deu foi “autoridade”. Autoridade para governar a criação: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28).

Se você ainda não sabe, a sociedade é o resultado da família e, se na sociedade há hierarquias, é porque na família também existe. E esse princípio (hierárquico) foi dado por Deus. Ao homem cabe a tarefa de governar, de ser a autoridade máxima. Repito: autoridade e não autoritarismo!

2. Provedor do Lar

Este segundo tópico tem sido destruído no mundo da pós-modernidade, até mesmo sem que percebamos. O mercado tem investido bastante na mão-de-obra feminina por custar mais barato no bolso das empresas. Assim, muitos homens têm perdido a oportunidade de prover as necessidades do lar, a ponto de serem obrigados até, a cuidar das tarefas domésticas enquanto suas esposas cuidam de manter a casa, com o emprego.

Não é este o padrão de Deus para a família. O salmo 128 (salmo da família, como eu costumo chamar) diz no versículo 2, ao pai: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem”. É necessário que o homem seja o provedor do lar, que não abdique desta tarefa ímpar que o Senhor deu. Isso implica, inclusive, ter sensibilidade para verificar quais as necessidades de seus familiares e, a partir de suas posses, saciá-las.

Se por forças circunstanciais muitos lares estão aquém do padrão estabelecido por Deus, é hora de colocar joelho em terra para que Deus providencie trabalho ao pai, a fim de que ele possa sustentar o seu lar e honrar com a tarefa que lhe foi dada. Tenho certeza, ou melhor, tenho fé para crer que Deus dará, porque Ele honra aos que amam e obedecem Sua Lei e, também porque Ele nos deixou a promessa de que “…se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele nos ouve” (1 Jo 5.14). É da vontade de Deus que o pai seja o provedor do lar, significa que o homem estará vivendo a vida comum do lar (1 Pedro 3.7). Confie na promessa. (Apenas lembro aos nobres leitores que o tempo de Deus não é o nosso. Às vezes o relógio de Deus parece atrasar, mas Ele faz tudo num tempo perfeito. Resta-nos perseverar em oração).

3. Relacionamento com a esposa

A nossa sociedade costuma criticar severamente a postura do casamento como uma renúncia, mas na verdade, todos que se casam sabem que o casamento implica muitas renúncias. É uma pena que, na maioria das vezes, entendam a renúncia mais por parte da mulher que do homem, quando na verdade, há renúncia de ambos. E renúncias igualmente dolorosas, considerando a estrutura emocional de cada um. O fato de Jesus vir ao mundo implicou uma grande renúncia. Em Filipenses 2.5-11 está escrito que Ele se esvaziou da sua glória, assumindo a condição de servo, vindo ao mundo por pecadores miseráveis como nós o somos. Creio que é sobre renúncias assim que Paulo se referiu ao dizer que o marido deve amar a esposa a ponto, inclusive, de se entregar por ela: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25).

Eu fico me perguntando se há possibilidade do marido amar a esposa como ordena a Escritura e ser, ao mesmo tempo, autoritário?! Acho que isso é meio impossível, porque a partir do momento que você ama de forma sacrificial, então você considera o outro superior a si mesmo (Filipenses 2.3). Por outro lado, se você me diz que ama a sua esposa com este amor sacrificial, mas demonstra toda uma postura autoritária, tirana… hum, bem… acho que fica difícil acreditar em você.

4. Relacionamento com os filhos

Ah! Os filhos! Os filhos são herança do Senhor, como diz o salmo 127. O homem que cuida do seu lar instrui os seus filhos no temor do Senhor, tendo, antes, a Lei de Deus gravada em seus corações (Deuteronômio 6.6).

É interessante notar que Deus se preocupa tanto que o pai instrua a família, que nos deixou vários exemplos catastróficos de pais que não cumpriram esta missão. Cito aqui o caso do profeta Eli que, por falta de instruir seus filhos, recebeu dura repreensão do Senhor e ainda justo juízo (1 Samuel 3).

Ainda destaco que em Efésios 6.4 há uma ordem destinada aos pais. A palavra ‘pais’ é explicada pela maioria dos comentadores como se referindo ao pai no plural e não ao pai e mãe. Neste caso, há uma tendência de que o pai provoque os filhos à ira, ao que o apóstolo adverte que não façam isso, antes, criem-nos na disciplina e na admoestação do Senhor.

Este mandamento está fortemente enraizado ao princípio da coerência. Muitos pais costumam impor suas exigências por meio da fala e derrubam toda sua autoridade para com seus filhos por meio da ação. Em educação e relacionamento de filhos fala e ação devem estar intimamente ligados, sendo que, esta sempre fala mais alto que aquela.

Assim sendo, a sugestão é que os pais atentem para as suas próprias falas e atitudes e reflitam sobre qual ensinamento que elas trazem sobre seus filhos, para que não lamentem depois os resultados desastrosos como fez o sacerdote Eli.

5. Uma postura dialogal

A Bíblia fala muito a respeito de como é importante recebermos conselhos e instrução e isso só acontece quando acompanhado do diálogo. Assim sendo, é importante que o pai apresente uma postura dialogal com sua esposa e seus filhos.

Deuteronômio 6, quando fala que o pai deve instruir o filho, fala de momentos oportunos de conversa entre pai e filhos (ao deitar, ao levantar, andando pelo caminho…). Isto tem sido bastante negligenciado nos dias atuais, mas por isso não deve ser deixado pra lá. É bom que o pai persista nessa tarefa e crie vínculos sólidos de conversa, de diálogo, afinal, um dos muitos textos que envolve diálogo diz: “dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência” (Provérbios 9.9).

E quanto à esposa, Pedro (1 Pedro 3.7) diz aos maridos que tenham “consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil”. Acredito que, se ele compreende a estrutura da sua esposa, certamente estará aberto a instruí-la, a conversar e compartilhar com ela, com palavras sábias e edificantes, sempre seguindo o conselho da Palavra de Deus.

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Penso que ser um homem reto é uma tarefa muito difícil. Mas não é impossível, ainda mais, quando temos a consciência de que aquele “que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João 2.17b). Que Ele capacite cada homem, cada chefe de família a ser um homem segundo o coração de Deus

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Um com você

“Eu sou um com você, no amor do nosso Pai.”

Olá pessoal. Estive uns dias de férias da internet, o que acabou atrasando as postagens daqui do blog. Mas sempre que pensava alguma coisa interessante, anotava num caderninho aqui, então tenho muitas idéias novas para este segundo semestre.

Hoje e talvez em alguns outros post’s que virão eu gostaria de tratar do tema “Casamento”.

Tá… vocês sabem que eu sou solteira e então sou muito suspeita pra falar alguma coisa a respeito, já que nunca vivi na pele, como diz o popular, mas mesmo assim, vou me arriscar a comentar algumas coisas que considero importantíssimas e que estão na Bíblia, assim não corro o risco de falhar, hehehe!

Então hoje eu vou falar de uma coisa que está na minha cabeça já algum tempo. É a questão de ser “uma só carne”. Gênesis 2.24 diz: “Por isso deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”.

Não era pra eu escrever muito aqui… a frase por si só já diz tudo. O que era dois passa a ser um. Um não se separa, não se divide, não se discorda… um é um, é único, é ímpar, não se dissocia. Não é como água e óleo, que a gente vê a divisão. Também não é como aqueles óleos de banho da natura (bifásico ou trifásico…). Uma só carne é como café com leite, leite com achocolatado em pó, água com café solúvel… uma vez misturado, não se separa mais.

Você ama porque seu cônjuge é você mesmo (Gn 2.24), cuida porque é um corpo que te pertence (1 Co 7), ama e sente-se amado porque são um (Ct 2.16). Comungam dos mesmos amigos, das mesmas alegrias, da mesma fé, do mesmo espírito, e o melhor de tudo, agora unidos no Senhor, são um exemplo do casamento do Senhor Jesus com a sua Igreja, de forma clara, amorosa, cuidadosa, unida de corpo e alma, indissolúvel, perdoadora… perfeita aos olhos do Pai.

Se você é casado (a), não olhe para o seu cônjuge como se ele fosse uma segunda pessoa, um outro com quem você tem de conhecer, mas entenda-o como sendo parte de você, talvez uma parte surpresa, mas que não pode ser deixada de lado ou esquecida, uma só carne atrelado ao que você é. E, se você ainda está solteiro (a), então esmere-se em oração, para que Deus complete você em uma só carne com quem Ele destinou antes da fundação do mundo para que sua família seja formada.

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