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Archive for novembro \29\UTC 2012

E como toda panela tem sua tampa, nada mais justo que lermos um pouco sobre a ótica masculina sobre o assunto em questão! Ei-la…

Talvez você já tenha visto aquela série de frases no facebook com um desenho de bigodinho e texto “é bonitinho, mas…”, e então cita alguma das atitudes desagradáveis que nós homens temos e que fazem o cara perder estrelinhas com elas. Se houvesse uma versão masculina de tal página ela seria muito sem-graça. Seria “é bonitinha, ok!”. Sem “mas…”

Ok, a piada foi medíocre, mas era pra chamar a atenção àquilo que se diz ser a coisa mais importante que nós, garotos, temos ao escolher nossa futura esposa. Vocês pensam que nós apenas olhamos para a aparência, que nosso critério de escolha é se ela parece com uma top model. Mas permita-me desmistificar algumas coisas. Ora, estamos falando de garotos cristãos aqui. Que já aprenderam que enganosa é a beleza e vã a formosura. Que é fútil e fugaz. Aprendemos, não aprendemos?

Sim, o nosso olhar é atraído primeiro para as belas. Mas nem sempre isso vai ser uma vantagem. As meninas bonitas podem se tornar mal-faladas mais facilmente. E cria em nós o dilema “será que eu gosto de quem ela é ou apenas estou me deixando levar pelos valores de uma sociedade corrompida e minha vontade carnal?”. Outra é que o conceito de beleza é relativo, muitas vezes eu e amigos meus discordávamos sobre quem seria bonita ou não. Ainda: nós realmente nos envolvemos com garotas mesmo que não a achemos a princípio bela. Eu já, mais de uma vez, vários amigos meus me confidenciaram também. Sem falar que eu podia não achar ela bonita antes, mas agora achar… Enfim, podemos parar de falar neste assunto e passar para o que é importante?

Venha nessa viagem com microgravador pelo vestiário masculino: “como deve ser a futura mãe de meus filhos?”. É uma pergunta simples e complicada. Mas tento colocar minha visão que talvez seja como a de outros garotos como eu.

Ela deve ter maturidade cristã (ser cristã genuína é pré-requisito). Deve atuar em algum ministério na igreja local, poderei ver suas mãos na obra de alguma forma. Ajudando sem esperar reconhecimento – o faz porque ama a Deus. Mas os seus a louvam, elogiam seu caráter e procedimento. Ajuda em casa a seus pais sem que eles precisem ficar pedindo – os honra.

Deve ler a Palavra. Ao conversar com ela podemos ver que sua cosmovisão foi transformada através da meditação diligente nos escritos santos. A Bíblia dá sabedoria, traz discernimento. Bastam cinco minutos de conversa para ver as prioridades corretas na sua vida. E elas não são maquiagem, novela e shopping.

Deve ter humildade e altruísmo. Uma visão correta do porque das dificuldades da vida. Não é uma menina reclamona, mas gentil e doce nas palavras. Não lisonjas, mas um coração amável e atencioso mesmo. Não fofoca dos outros, não tolera mentirinhas ou outros desvios pequenos que geralmente ninguém acha nada demais.

Entendeu a questão da submissão da esposa no casamento e já não mais se preocupa em dar sempre a última palavra em todas as discussões. Aprendeu que a iniciativa no relacionamento deve ser do homem, portanto ela não vai correr atrás de mim: vai se reservar para que eu conquiste seu coração.

Deve ser organizada, porque eu não sou muito. Ou então paciente, pra aprendermos juntos. Seria legal se tivesse gosto pela arte. Se fosse bem-humorada. Tomar banhos diários também seria bom. Ah, tem várias coisinhas, mas daí começa a entrar muito no subjetivo, e a bem da verdade não importam afinal. Não se preocupem com essa lista que eu fiz aqui acima, eu mesmo não me preocupo com ela – são apenas coisas que acredito úteis para discernir a vontade do Pai.

Uma vez citaram um livro (perdoem-me, esqueci autor e título) que falava sobre como devia ser o marido: o problema dos maridos é que eles não são como Jesus; a Bíblia diz que devemos amar nossas esposas como Jesus amou a Igreja, é assim que devemos ser; então o nosso único problema é que não amamos como Jesus; porque quando amarmos como Ele amou, seremos perfeitos. Bem, é quase igual para esposa: deve ser como Jesus. Ou melhor: uma versão feminina de Jesus. Maria. Ops, isso soou catolicismo. Ester, Ana, Rute, Sara… Minha mãe. Não, aí é covardia, minha mãe é a mais linda, não dá pra alcançar. Mas a tome como alvo, ok?

Garotas, por favor, não fiquem bravas comigo. Ou com nós, homens. Nós sabemos que a perfeição não existe. Nem sempre a razão por estarem solteiras é porque não achamos mérito em vocês, pode ser que não achamos a nós mesmos prontos. Ou pode ser simplesmente que Deus disse espere.

Se tem uma coisa que eu queria que vocês guardassem é isso: busquem a Deus, permaneçam nEle, obedeçam a Ele e tudo ficará bem, isso é tudo que importa. E também isso é o que garotos cristãos fiéis olham. Mas não façam por causa de nós, por favor!, mas sim por causa dEle.

Mulher virtuosa, quem a achará? É mais fácil achar garotas Provérbios 7 do que Provérbios 31. São realmente raras. Mas o seu valor muito excede ao de rubis.

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No primeiro semestre eu lancei um desafio em que gostaria de saber  a opinião das moças quanto à maturidade do rapaz cristão e a opinião dos rapazes quanto à maturidade das moças cristãs. Ao término disto, eu expus um pouco da minha opinião, foram três textos bem aceitos e, creio eu, bem refletidos por todos que leram. E se você não chegou a ler, clica aqui.

Agora, o desafio é outro. Lancei a pergunta: “O que meu/minha pretendente precisa ter para ser um bom pai/boa mãe para meus filhos?”. A pergunta foi igualmente feita à um rapaz e uma moça, diferentes dos escolhidos no desafio anterior. Eis a opinião feminina.

Quando Anna me pediu para escrever esse texto, comecei a pensar por uma ótica que eu simplesmente nunca tinha vislumbrado antes. Sempre pensei no que um bom marido deve ter – e isso incluía ele ser bom com crianças – mas nunca havia parado para pensar exatamente no que eu desejaria encontrar no homem que será o pai dos meus filhos. Comecei, então, a pensar no meu pai, no pai de amigas e amigos, e, no próprio Pai. Eu exponho aqui agora algumas das qualidades que acredito serem extremamente necessárias a um pai, e, em última estância, a um marido.

O pai dos meus filhos deve ser um provedor. Ele deve ter na consciência que o dever de suprir financeiramente quaisquer necessidades que eu e nossos filhos tenhamos é dele. Isso não quer dizer que o “candidato a vaga” tem que ser um empresário cheio da grana disposto a me bancar. Quer dizer, sim, que ele deve ter a responsabilidade de suprir as necessidades básicas de nossa família. Nesse ponto é importante observar que o padrão de vida estabelecido por casais jovens, muitas vezes dentro da própria igreja, está, em geral, fora da realidade. O pai dos meus filhos precisa estar disposto e se esforçar para nos dar aquilo de que precisamos.

Em segundo lugar, ele deve ser alguém que vai proteger a família. Ele deve estar disposto a dar sua vida por mim e por nossos filhos. Mas você vai dizer: “Ahhh, isso é óbvio não é?” – Talvez devesse ser, mas não é. Hoje em dia homens e mulheres inverteram seu papel e mulheres cristãs se sentem ofendidas ao serem referenciadas como sexo mais frágil. A questão é que, quer gostemos ou não, foi assim que Deus fez. Ele diz isso na sua Palavra. Somos mais frágeis e necessitamos que homens (pais, maridos, amigos, irmãos) nos protejam. Um homem que faz com que sua companheira e seus filhos se sintam seguros é um homem de virtude. Acredito que essa proteção vá além do físico. Aqueles debaixo de seu cuidado devem se sentir seguros emocionalmente também. A família precisa saber que é amada e querida pelo cabeça do lar.

Em terceiro lugar, gostaria de ver no pai dos meus filhos um profeta. Para não causar dificuldades aqui, é bom que esclareçamos o que é um profeta. As pessoas costumam achar que o profeta é o sujeito que prevê o futuro e sai por aí falando o que vai acontecer, uma espécie de vidente. Mesmo na bíblia, no velho testamento, na maioria das vezes, um profeta é o homem que anuncia a palavra de Deus. Creio que o que busco num homem, interpretando o papel de profeta, é que ele se responsabilize pelo aprendizado da palavra de Deus dentro do lar. É claro que eu vou passar mais tempo com as crianças, mas um homem de Deus preocupado com isso terá todo o interesse em saber o que é que eu ando ensinando em casa para nossos filhos. Gostaria que meu futuro marido realmente tivesse essa preocupação. Inclusive chamando ao arrependimento e correção de pensamentos e atitudes que desagradem ao Senhor.

Por fim, eu desejo que o pai dos meus filhos seja um sacerdote. Bom, vamos ver se consigo explicar isso sem me enrolar muito, visto que não chego perto de escrever bem como dona Anna Barros. Quando digo que gostaria de um sacerdote, não quer dizer que gostaria de ver meu marido matando bois e cordeiros pela casa oferecendo-os a Deus como libação pelos pecados de minha família. Sei que cada um de nós, hoje, após o sacrifício de Jesus, é um sacerdote e temos livre acesso ao Pai. Apesar disso, não devemos perder a noção de que o conceito do sacerdócio não é individualista. A ênfase dos reformadores, por exemplo, é no seu sentido comunitário. Somos sacerdotes uns dos outros, devendo orar, interceder e ministrar uns aos outros. À luz do Novo Testamento, todo cristão é um ministro de Deus, o que ressalta as idéias de serviço e solidariedade.  O que espero em relação ao meu futuro marido, é que ele seja sacerdote nesse sentido, chamando para ele a responsabilidade pelas orações, intercessões e ministrações, ou seja, pela devocional familiar, por providenciar tempo e fazer um planejamento para que isso aconteça diariamente. Nós raramente damos valor a isso, mas se soubéssemos o quanto é importante que nossos filhos já cresçam nesse ambiente, ao invés daquele onde só há dois cultos um dia por semana, nós, mulheres, procuraríamos homens dispostos a zelar por isso. Sabemos que o se render a Deus é uma atitude individual. Entretanto, é dever, primariamente, do pai, e, depois, da mãe, garantir que seus filhos vão ouvir, ver e viver em um ambiente onde e Palavra de Deus é o que há de mais precioso.

Não quero passar a impressão errada aqui. Eu não espero encontrar Jesus para ser o pai de meus filhos, mas eu gostaria de encontrar alguém que se esforce para ser cada dia mais como Ele, assim como eu, também, prometerei a ele (futuro pai de meus filhos) me esforçar para ser a esposa e mãe ideal todos os dias, até que a morte nos separe ou Jesus volte para nos buscar.

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É difícil ser jovem

Eu tenho pensado muito sobre o tanto de recomendações que a Bíblia faz aos jovens. Aliás, ainda vai sair um post sobre isso qualquer dia desses. Mas recebi este e-mail da minha ‘filhota na fé’, Mari Vieira e (com sua permissão) quis compartilhar com vocês. Vale a pena ler e refletir.

Durante toda nossa vida procuramos crescimento, algo que nos leve sempre para frente. Se for preciso iremos renunciar algumas coisas, deixar alguns lugares. E seguir. No entanto, a maioria dos nossos objetivos estão voltados para o materialismo, para crescer profissionalmente e ser reconhecido como tal na sociedade. E para a Glória de Deus? Será que estamos dispostos a renunciar e deixar algumas coisas para servi-lo?

Ao nos depararmos com uma pergunta dessas, que não tenhamos duvidas. Mas temos. Digo por mim, o quanto não estou pronta para renunciar alguns costumes seculares para servir inteiramente a Deus, e o quanto me dói ao pensar nisso. Sei o quanto sou falha, imperfeita e miserável a ponto de não merecer a misericórdia ou cuidado de Deus – mas mesmo assim, a todo o momento Ele se mostra tão Grandioso e Cheio de amor por mim.

Sei quão poucas são as horas do meu dia dedicadas a orar, louvar e engrandecer o nome de Deus, por minha culpa e da minha carne miserável que se ocupa das coisas ‘urgentes’, deixando de lado as mais (a mais) importantes. Diante disso, vivemos mais falhos que já somos (e como isso é possível?)… Isso é possível quando nos afastamos cada vez mais de Deus. Quando começamos a ocupar nossas mentes, corações, afazeres, tempo, vida, com coisas que nos impedem de praticar a Santa e Maravilhosa Palavra de Deus. Principalmente, eu e você, que somos jovens, que temos tempo suficiente para dedicar ao Todo Poderoso, tempo esse que gastamos com coisas frívolas e que nada nos acrescentarão.

Além de tempo, temos também força e disposição. Mas mesmo assim negligenciamos a pratica de oração, louvar, devoção e mais ainda, negligenciamos a prática da Palavra de Deus. Porque somos fracos, porque nossa força, disposição e tempo se tornam minúsculos e até inexistentes quando se trata de praticar o Evangelho.  Palavras baseadas em minhas ações, para que não venham com pensamentos do tipo “que hipocrisia!”. Não existe melhor forma de apontar os erros de alguém começando por si mesmo. Limpando a sujeira do seu próprio rosto.

Infinitos são os nossos pecados e falhas diante Deus. Infinitos são os momentos em que perdemos a confiança na promessa dEle e começamos a nos deleitar nos prazeres da carne, pecando mais e mais por estar ouvindo o nosso próprio coração (Assim diz o Senhor: Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor – Jeremias 17:5). E os frutos que eu ou você colhemos disso são apenas frutos podres, de tristeza, de dor, de solidão, de vergonha.

Quão “maravilhosas” e desejáveis são as coisas que o mundo nos oferece, né? E como é difícil resisti-las, por justamente ser tão fácil tê-las. Mas as verdadeiras maravilhas nos são “oferecidas” por Deus ao tomarmos nossa cruz e seguirmos a Seu Filho (Lucas 9:23)… E sim, a cada dia teremos dificuldades a suportar, “mas o SENHOR de todas o [justo] livra” (Salmos 34:19). Nossas fraquezas estão em nossos desejos, e nossa força em Deus, se o tempo e a disposição que temos forem direcionados para Aquele que realmente é importante em nossas vidas, forem transformados em temor (Salmos 111:10), oração (Salmos 34:4), louvores (Salmos 135:3), adoração (Lucas 4:8), pratica do evangelho (João 13:17), grandioso será o nosso crescimento e as bênçãos derramadas sobre nós.

Que haja sempre em nós arrependimento, porém que haja sempre e antes disso: santidade, purificação. Para que sejamos “isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai” (1 Tessalonicenses 3:13). E que ao pensarmos em crescer, em ser reconhecido perante a sociedade, tenhamos em nossas mentes e corações o amor por Deus, para que seja reconhecida em nós somente a sua Gloria, e que a cada dia venhamos a nos prostrar diante da sua Perfeita, Grandiosa e Majestosa presença. Pois, “convém que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). 

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Quando se estabelecem novas amizades, uma pergunta que surge, na maioria das vezes é: qual sua religião? E as pessoas respondem as mais diferentes religiões… católico, evangélico, protestante, luterano, candomblé… e tantas outras.

Sempre que eu perguntava a religião de pessoas que se denominavam católicas, sempre vinha junto a expressão “praticante” ou “não praticante”. Isto para indicar, a grosso modo, se frequentavam missas, se rezavam, se iam ao confessionário, etc e tals.

Acontece que na semana passada, enquanto elaborava mentalmente sobre apresentar algumas pessoas à uma amiga, eu pensava: como explicarei que fulana é ‘crente’ mas não tem compromisso com a igreja? Não frequenta aos cultos? Não tem nenhuma noção da necessidade de se sustentar a causa do Senhor com dízimos e ofertas? Simples assim… A tal fulaninha é ‘evangélica não praticante’… com um pequeno detalhe de que isto e nada é a mesma coisa.

Por que nada? Porque para ser verdadeiramente um cristão é preciso obedecer aos mandamentos do Pai. Se eu for citar todos os versículos que mostram isso, não darei conta, não… mas o de João 14.15 é bem certeiro no assunto: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”.

Ora, a Bíblia está farta de recomendações de que devemos congregar (Hebreus 10.25), que devemos ser responsáveis com a nossa vida cristã (2 Pedro 1.10), que dizer e não praticar é viver uma vida de mentiras (Tiago 2), que é nosso dever sustentar a causa do Senhor (2 Coríntios 8)… além de tantos outros textos que são claros quanto ao viver cristão de forma, hum… praticante.

O que fulana é, na verdade? Nem sei o que dizer à minha amiga, já que fulana é mais uma das que precisa colocar a boca no pó, talvez haja esperança (Lamentações 3.29).

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