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Archive for agosto \22\UTC 2013

Sabe aquele post que a gente morre de vontade de falar sobre, mas não sabe quais palavras usar? Este é um deles… Não porque eu seja perfeita, mas porque eu creio na santificação, isto é, que cada novo dia é uma chance para acertar nos erros dos dias anteriores.

Esses dias tive pensando muito sobre o exemplo que damos às crianças. Ouvimos constantemente aquele velho e errado ditado “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Criticamos e defendemos que devemos praticar aquilo que falamos, pois, “as atitudes falam mais que as palavras”, mas… a verdade é que parecemos hipócritas quando defendemos essa causa, porque…

Leonardo é pai de três filhos. Ele e a esposa (Joana) são cristãos e procuram viver uma vida prática coerente com a fé que professaram, um dia. As profissões de ambos exigem domínio das leis de trânsito e, constantemente, enquanto dirigem, vão mostrando aos filhos o que se pode ou não fazer em trânsito. Atravessar, por exemplo, só na faixa de pedestre e com o sinal vermelho para carros e verdes para pedestres… mas…

Situação A – Joana foi deixar seus filhos na escola e, como a maioria das cidades grandes que o tráfego na frente de escolas é tumultuado, há uma faixa amarela bem em frente à entrada da escola, indicando que os carros só tem permissão para parar ali 5 minutinhos apenas (tempo de descer as crianças do carro e deixá-las na portaria da escola). Mas como a escola das crianças fica num canto bem estratégico, Joana estacionou ali, deixou as crianças na escola e seguiu para fazer a feira de casa num mercado bem perto da escola, afinal, não tinha guarda de trânsito ali pra multar ninguém.

Situação B – Noutro dia, a professora da filha mais velha (Luísa) do casal estava explicando na sala de aula aos seus alunos que crianças menores de 10 anos de idade tem de ir no banco traseiro do carro e com o assento adequado à idade. Isso visa a segurança da criança, em casos de acidentes de carro (vale ressaltar que para ocorrer um acidente, não é preciso imprudência de apenas uma pessoa, mas de várias). Daí Luísa levanta a mão, super empolgada de opinar com a aula e diz: “Ah, fêssora… no carro do meu pai não tem a cadeirinha certa para mim e meus irmãos. Só no carro da mamãe, porque o papai falou que as cadeirinhas são muito caras” (deve ser mais caro que a vida dos filhos, né? #sqn).

Situação C – Enquanto Luísa vai ao Balé no contraturno escolar, Joana decide levar Pedro e Bianca (filhos menores) à casa da vó, bem pertinho de casa. Nesse trajeto, como é no bairro vizinho, Joana não põe o cinto de segurança. Vai conversando com os filhos, brincando… Deixa os filhos menores na casa da vó e segue para um bairro mais distante para levar Luísa ao balé. Nesse segundo trajeto, quando vai se aproximando do semáforo, ela se lembra de pôr o cinto de segurança.

Situação D – Pedro ama as aulas de cidadania e, tendo uma professora cristã, ela explicou em sala de aula que temos uma responsabilidade dada por Deus de cuidar e manter o equilíbrio do nosso planeta e que, jogar o lixo no lixo é uma das atitudes mais simples que podemos fazer para contribuir com a sustentabilidade do mundo. Pedro conseguiu transmitir essa lição aos seus irmãos, mas aqui e acolá, não é raro Pedro ver seus pais jogando papelzinho de confeito pela janela do carro ou andando na rua, quando não encontram o lixeiro que os órgãos públicos deveriam espalhar pela cidade.

exemplo

Os nomes e as famílias são fictícias, mas… pasmem… os casos são super reais e acontecem no dia-a-dia na maioria das famílias cristãs. E eu fico me perguntando muitas coisas… Dentre as mais evidentes: qual o exemplo que você está deixando para os seus filhos? O de obedecer somente quando tem alguma autoridade por perto para lhes repreender? Você espera, então, que eles obedeçam só enquanto você está por perto e não, também, quando estão longe da sua presença?

Você já parou pra pensar que, usando o pensamento de A. W. Pink, ao descumprir normas estabelecidas pelas autoridades de trânsito, você está dizendo, em outras palavras, que Deus não é Onipresente e, portanto, não está vendo ou tomando nota dos seus erros?

E como você ousa orar ou levantar a bandeira de patriotismo, contra a corrupção do Brasil, gritando por aí que o Gigante Acordou, quando você mesmo está dormindo em berços esplêndidos?

Ah, faça-me o favor de ser hipócrita noutro mundo que não seja aquele que leva o Nome de Cristo como testemunho. Ou então, comece a fazer a diferença com os mais próximos de você… certeza que se você for exemplo de vida aos seus filhos, eles serão aos seus netos e só aí podemos almejar um Brasil mais justo. É por aí que você poderá orgulhosamente dizer aos seus filhos: “sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11.1).

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