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Archive for setembro \27\UTC 2010

Olá! Tendo compartilhado meus aprendizados sobre a família com vocês, em cinco textos, hoje terminamos essa série (que na verdade é um tema que nunca se esgota) falando um pouco algumas considerações importantes sobre a família.

Destaco saber que, muitos leitores discordam do que penso nessa questão, mas gostaria que você não apenas rotulasse as filosofias ditas aqui como equivocadas, mas que se sinta desafiado (a) a re-estudar o assunto e então, formar concepções mais sólidas nessa questão (eu costumo fazer assim e dá certo).

Outra observação que gostaria de deixar clara é que eu, particularmente falando, não nasci acreditando nessas concepções. Sofri bastante para entendê-las, contudo, sempre debaixo de muita oração e leitura da Escritura.

Ah, é muito importante frisar que neste post, especificamente, vou considerar que estamos tratando de famílias cristãs, famílias que não vivem na dureza do coração. Para entender um pouco sobre dureza de coração, estude Ezequiel 36.16-38. Então, vamos às últimas considerações:

1 – Qual o prazo de validade da família?

A família é uma instituição dada por Deus para a convivência dos homens, na terra. Embora Jesus estivesse tratando, especificamente, de ressurreição (com os saduceus), o texto de Marcos 12.18-27 nos esclarece que no céu não haverá graus de parentescos.

Não sabemos como será, de fato, lá: se os membros de família se conhecerão ou não, isto não é exposto na Palavra de Deus. Até porque, o foco no céu é glorificar a Deus eternamente, como vemos em muitos exemplos de Apocalipse. A glória e louvor que serão dados a Deus revelará o maior júbilo do coração de suas criaturas. João relata: “Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo que neles há, estava dizendo: Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 5.13) – note que é ‘pelos séculos dos séculos’.

Aqui na terra, enquanto vivem os membros de uma família, ela existe e deve ser mantida com todo esforço, dedicação e amor. A família é presente de Deus para a raça humana. Não se deve rejeitar presentes, não é mesmo?! rsrsrs

2 – Indissolubilidade

Acho essa palavra linda: indissolubilidade! hehe Eu creio na indissolubilidade do casamento. E, consequentemente, na indissolubilidade da família. Quem leu meu post “Um com você” verá claramente que eu estaria sendo incoerente ao escrever lá: “um não se separa, não se divide, não se discorda… um é um, é único, é ímpar, não se dissocia” e aqui eu desse alguma brecha para destruição familiar.

O casamento dura até que a morte os separe. Claro que ele vem cheio de delícias e agruras, mas também vem transbordante de amor e perdão. Se o casamento for sólido, for vivido intensamente e de forma cristã (firmado em Cristo), a família será forte. Passará momentos difíceis (é claro), mas estará mantida na Rocha, que é Jesus.

3 – Mas, e o divórcio?!

Eu diria de forma bem direta: “que é que tem o divórcio? O divórcio não tem vez no meu blog. Eu me divorcio do divórcio, rsrsrs”.

De forma bem rápida e sucinta eu diria a você que:

O casamento é o mais digno de todos os contratos (Hebreus 13.4). Ele é a representação da união de Cristo (noivo) com a sua noiva (Igreja). Imagina se Jesus se divorciasse da gente?! Seria uma catástrofe, todos nós iríamos ‘arder no mármore do inferno’, rsrsrs!

Hum, você está pensando em Jeremias 3, não é?! Você me diria: ‘ali, Deus se divorciou de Israel por causa de adultério, nesse caso (e só neste caso) o divórcio é permitido. Certo?!’. Errado! Em Jeremias 3, Israel adultera, se prostitui com muitos amantes (v.1); não se arrepende (v.7); Deus dá carta de divórcio (v.8); mesmo tendo sido ‘traído’, Deus perdoa Israel (v. 12); Deus exorta com grande amor para que Israel se arrependa do seu pecado e volte (v.12,13) – aliás, que lindo Deus chamando Israel de volta; Deus declara de Israel que “não andarão segundo a dureza do seu coração maligno” (v. 17), dando-nos certeza que vão se arrepender; e, por fim, quem estuda a história do povo de Deus sabe que ele restabeleceu o casamento, não é mesmo? Do contrário, não seríamos povo seu.

Tá, então você me mostra Mateus 5.27-32. Este é fácil. A expressão “relações sexuais ilícitas” é explicada nos originais com a palavra ‘fornicação’, que é usada para pessoas solteiras. A expressão também se refere à Levítico 18.

E, por fim (eu acho), você me mostraria Marcos 10. Esse é mais simples ainda: Jesus diz que Moisés “permitiu” carta de divórcio “por causa da dureza do coração” do povo. Lembra que sugeri leitura de Ezequiel 36 no começo desse post? É, leia mesmo! E termine seu estudo com Hebreus 3.15 e 4.7 e Salmo 95.7,8: “(…) Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (…)”.

Minha explicação pareceu confusa? Então assista a este vídeo do John Piper, ele explica bem direitinho o que tentei expor aqui.

4 – Brecha para pecar?

Não, nunca! Esse negócio de pensar ‘já que não pode separar, então vou viver a vida traindo e sendo traído e ta tudo certo, afinal a família ta lá, inteira’. Vê-se que você precisa crescer muito na fé por pensar uma coisa absurda dessa, hein?!

A pureza do casamento, da família, precisa ser mantida porque você é servo (a) de Deus e ama a prática da Lei. Afinal, “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 João 3.9).

5 – Perseverança

Como boa reformada que sou, creio na Perseverança dos Santos. Uma vez salvos por Deus, temos agora de viver uma vida de intensa busca pela santificação dos nossos pensamentos, palavras e ações (Levítico 19.2 e 1 Pedro 1.16).

Comandar, cuidar, honrar, viver em família não é uma tarefa fácil. Mas há um padrão de Deus que precisamos seguir, buscar com afinco, para que obtenhamos felicidade. Se buscarmos na prática esses pontos estudados nessa série, teremos uma família forte, uma igreja forte e uma sociedade forte.

Detalhe: A sociedade, hoje, está esfacelada! O pecado é moda e ‘triste de você se não está na moda’. Mas, Deus nos dá sábio conselho: “Não andeis nos costumes da gente que eu lanço de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; por isso me aborreci deles” (Levítico 20.23); “e não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

“…É melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (1 Pedro 3.17).

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Estamos quase chegando ao fim da nossa pequena série sobre a família. Hoje eu queria falar um pouco do papel dos filhos na vida familiar. Este post serve não só para aqueles que têm filhos, mas também para aqueles que terão e, principalmente, que são filhos. Espero que os ensinamentos contribuam para sua vida pessoal, tanto quanto serviram para a minha.

A Bíblia diz mui claramente que os filhos são herança do Senhor (Salmo 127). Vimos isto no post passado que tratou do papel dos pais na vida dos filhos. Neste caso, fica evidente que os pais que nós temos foram designados por Deus para este mister. Ora, Deus não falha em seus desígnios, os pais que Ele nos deu são resultado da perfeição de Deus para a nossa vida.

Aos nossos pais devemos uma série de deveres. Todos estes deveres estão expressamente determinados na Palavra de Deus, mas hoje eu queria falar sobre três, especificamente.

1 – A Honra

Sempre que pensamos em falar sobre o papel dos filhos na família, remetemos a nossa mente ao 5º mandamento da Lei de Deus, que diz: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra, que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êxodo 20.12). Esse versículo é maravilhoso e traz uma promessa muito especial. A medida da honra que prestamos aos nossos pais é a mesma medida dos dias de vida que teremos. Se honramos, vivemos, porém, se desonramos, cedo morremos.

Mas o que é honrar? O minidicionário Luft diz que é dignificar, enobrecer, respeitar, lisonjear… Sâo, sem dúvidas, atitudes que demonstram grande amor para com os pais. Bem diferente da falta de respeito e atitudes grosseiras que temos visto nos filhos por aí.

Para escrever aqui, hoje, fiz uma leitura rápida do livro “Pastoreando o Coração da Criança” (Tedd Tripp – Ed. Fiel), já citado aqui no blog e, achei interessante que sua definição de honra diz: “honrar os pais significa tratá-los com respeito e estima por causa da sua posição de autoridade” (Pg 150). São autoridades instituídas por Deus e é interessante notar que se honramos os nossos pais, estamos honrando a Deus. Se reconhecemos a autoridade dos nossos pais, é porque reconhecemos a autoridade de Deus sobre as nossas vidas.

É lamentável pensar nos filhos que estão alheios a este padrão que Deus estabeleceu para a atuação na família. É por isso que temos visto tão nitidamente o distúrbio familiar em nossos dias.

2 – A Obediência

Quando falamos em obediência, logo vem à mente fazer o que nos manda. Mas há uma lição que aprendi, também com Tedd Tripp, sobre a obediência que, certamente, não é algo muito enfatizado na vida dos filhos. “A obediência é a submissão voluntária de uma pessoa à autoridade de outra. Isso significa que mais do que um filho fazer o que lhe mandam. Significa fazer o que lhe mandam SEM DESAFIO, SEM DESCULPA E SEM DEMORA” (Pg 152 – grifos do autor).

Quantos de nós muitas vezes ‘obedecemos’ os nossos pais de cara feia? Obediência não é fazer o que nos mandam de cara feia. É fazer o que nos ordenam com toda boa vontade, mansidão, prazer em servir, ou, como lemos na definição, de forma voluntária!

Quando falo de obediência aos pais, automaticamente vem à memória o Salmo 119. Tudo bem, não vou transcrever o salmo todo aqui (é o maior capítulo da Bíblia, contendo apenas 176 versículos, rsrs). Mas você já parou pra pensar o tão grande amor que o salmista expressou pela Lei de Deus? Ora, ninguém ama uma lei se não obedece. Logo se infere que o salmista amava obedecer a Lei do Senhor, veja como ele se deleita na Lei de Deus, vou citar alguns versículos:

“De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” (v.9)

“Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra.” (v. 16)

“Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros.” (v. 24)

“Aos teus testemunhos me apego; não permitas, SENHOR, seja eu envergonhado.” (v. 31)

“Eis que tenho suspirado pelos teus preceitos; vivifica-me por tua justiça.” (v. 40)

“Assim, observarei de contínuo a tua Lei, para todo sempre.” (V. 44)

“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia.” (v. 97)

“Amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro refinado.” (v. 127)

“Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra.” (v. 158)

“Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo meu prazer.” (v. 174)

Estes são alguns dos muitos versículos que resultam de um coração que ama verdadeiramente a Lei, e, portanto, obedece com todo prazer. É assim que os filhos devem proceder: amar a obediência aos pais, porque isto é fruto de um coração humilde, de um coração regenerado pelo SENHOR Deus. É fruto de um coração que viverá anos de delícias no Senhor.

3 – Não se esqueça!

Há uma lista imensa de coisas que os filhos não devem esquecer com relação aos pais. Mas a mais importante delas é a instrução. Provérbios 1.8 diz: “Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe”.

Filhos bem sucedidos são aqueles que ouvem e guardam no coração todos os ensinamentos (pautados na Palavra de Deus) que receberam dos seus pais. Quando lemos Provérbios 22.6, vemos que os filhos que são instruídos pelos pais chegam à velhice e não se desviam de tais ensinamentos. Isto se dá porque eles não só ouvem como seguem. Que maravilha será quando você chegar à velhice e se recordar com alegria de cada ensinamento que recebeu e que o levou até ali.

Deus tem todo zelo que os seus filhos ouçam a instrução e guardem no coração. Ele nos deixou mandamento explícito quanto a isto: “Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos.” (Provérbios 3.1). Não despreze os ensinamentos que você recebe dos seus pais e que são compatíveis com a Palavra de Deus, guarde no coração, medite-os e, principalmente, coloque-os em prática,

E, finalmente, não poderia deixar de lembrar os nobres leitores sobre a responsabilidade de cuidar dos pais. Há um momento na vida em que os papéis se invertem no sentido do cuidado. Os pais não mais dispõem da força e vigor de outrora e cabe aos filhos ter sensibilidade e amor para com eles, respeitando-os na velhice e providenciando que tenham anos do melhor conforto possível. Isto é honra, obediência, amor, gratidão a Deus no coração pelos pais que Ele lhe deu.

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No mundo do individualismo, manifestar respeito e honra para com os pais é ser careta. Que os pais não fiquem de longe assistindo a desonra dos seus filhos, mas que possa encaminhá-los a uma vida de prazer pela Lei do Senhor, de deleite na obediência, de presteza com toda alegria e singeleza de coração. Façam isso acompanhados de muita oração, pois um coração obstinado e rebelde, só o Senhor é capaz de transformar.

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Olá, pessoal! Hoje nós vamos abordar mais um tema relativo à família. Dessa vez, destacaremos o papel dos pais na vida dos filhos. E como boa pedagoga que sou, vou focar os temas no que diz respeito à educação dos filhos, até porque, esta é a principal tarefa de responsabilidade dos pais para com os filhos que Deus lhes dá. Mas antes, há um primeiro aspecto que vou tratar no que tange à identidade dos filhos.

1. Identidade

O salmo 127.3 diz que “herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre, seu galardão”. Então é fácil notar que os filhos não pertencem aos pais, mas a Deus. Todo ser humano pertence a Deus. Os filhos são dados aos casais para que estes os eduquem, mantenham, instruam, ajudem, façam prosperar, administrem a herança que é do próprio Deus.

Estive lembrando agora da parábola dos 10 talentos (Mateus 25.14-30), em que o senhor volta para tomar contas dos seus servos e a cada prestação de contas vai determinando os servos bons e os servos maus. Assim acontece também com os pais. Os filhos são talentos dados pelo Senhor e, um dia, todos os pais e todas as mães hão de prestar contas a Deus de tudo quanto fizeram, isto é, se os talentos renderam ou se foram escondidos com medo de que o ladrão viesse para roubá-los. (Dica: Leia a parábola dos talentos tendo sob a seguinte ótica: Deus é o dono dos talentos, os trabalhadores são os pais e os talentos são os filhos)

Dá pra se ter uma noção do alto número de servos maus que o mundo viu e vê ao longo da história, não é mesmo?! Pais relapsos que não educam, não instruem… jogam seus filhos à mercê da babá eletrônica (TV), delegam a tarefa que lhes foi confiada para terceiros (escolas, creches, avós, tios, babás…). Pensam que tudo se acaba com a morte e se esquecem de que hão de comparecer perante o tribunal do Senhor para prestar contas de todos os seus atos.

Que seja de alerta para todos nós. Os filhos fazem parte da herança de Deus, são talentos que Ele colocou nas mãos dos homens para reavê-los posteriormente. Não deve ser uma tarefa banal ou relaxada, mas algo prazeroso, que deve ser vivido com afinco e perspectiva de glorificar a Deus.

2. A hora de Educar

Em Deuteronômio 6.6 diz assim: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração”. Aqui temos um fator muito importante: é que a Bíblia deixa bem claro que o ditado ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’ é totalmente alheio à vontade de Deus. Teoria e prática não são dissociadas, são entrelaçadas. Isto é, se você quer que a educação que você dá aos seus filhos tenha grande impacto sobre a vida deles, então viva.

Se você vive, é porque tais ensinamentos estão em seu coração, e aí, você poderá cumprir o que consta em Deuteronômio 6 e tantos outros textos da Bíblia que tratam da educação. Você só poderá educar seus filhos se, antes, encher o seu coração e a sua prática de tais ensinamentos. É um bom começo!

Recentemente estava lendo na internet algumas reportagens relativas à educação. Em uma delas, a psicopedagoga entrevistada comentou da importância de deixar a criança crescer e desenvolver-se por si só. Fico pensando nessas abobrinhas e perplexa em ver como a mente humana é limitada de comparar crianças com vegetais, que crescem ali… Por si só. E olhe lá, que, se formos vê direitinho, nenhum vegetal cresce assim, por si só. Ele precisa de sol, de água, de terra fértil, de ser cultivado, enfim…

É óbvio que a criança precisa de instrução, de orientação… E quanto mais cedo, melhor. Nada de deixar a criança à vontade ou esperar pra educar quando ela crescer. Aliás, psicologicamente falando, seria bem mais complicado fazer isso, já que a criança começa a discernir e formar opiniões a partir dos 7 (sete) anos de idade, sendo esta a fase em que os pais começam a ter mais dificuldades de instruí-las pelo caminho correto.

Mas um principiante poderia continuar com a mesma indagação: ‘Sim, mas qual a hora de educar?’.  A hora de educar é desde o ventre e se dá por toda vida do filho.

Deuteronômio 6 fala que os pais devem inculcar os ensinamentos nos filhos “assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”. O tempo todo se deve instruir os filhos.

3. Um pouco mais de teoria e prática

Esse assunto de mistura de teoria e prática nunca se esgota pra mim. Eu estava lembrando há pouco que certa vez um amigo meu estava revoltado porque seus pais estavam reclamando muito com ele em um dado momento da vida (aquele momento adolescente que as pessoas costumam mais chamar de ‘aborrecente’) e ele estava muito triste com isso.

Na época ele olhou pra mim e disse assim: ‘abriram a Bíblia e vieram logo falar de Efésios 6.1. Pronto! Encerraram a conversa ali mesmo. Daí eu pedi pra lerem Efésios 6.4 e foi tudo que eu consegui falar’.

Efésios 6.4 diz uma coisa muito interessante: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.

Como filha, posso atestar com clareza que o que a maioria dos comentadores dizem desse versículo é realmente o que acontece no coração dos filhos: eles ficam profundamente entristecidos quando seus pais desviam a prática do discurso, isto é, quando vivem de uma forma e falam de outra forma. Isso provoca a ira nos filhos!

Embora o versículo tenha sido dirigido ao pai (pl. pais), este princípio atende, também, às mães. Se elas forem incoerentes entre o discurso e a prática, também provocarão seus filhos à ira.

O mundo costuma diferenciar a teoria da prática, mas os cristãos não se regem segundo as filosofias do mundo, mas segundo Cristo, e Ele foi o maior exemplo de que teoria e vida prática andam juntas, não pode e não deve ser dividida, mas simplesmente, vivida.

4. A Vara

Quando estava pensando nos tópicos deste post, achei estranho que a maioria dos itens fossem ‘leves’, e eu, dificilmente seria muito criticada. Agora que o tema da ‘vara’ me veio à mente, eu ri e pensei: ‘agora sim, um tema polêmico, hehe’.

Estamos aí, vendo no cenário educacional brasileiro os pais serem massacrados por leis totalmente invertidas da Palavra de Deus. Eu nunca deixo de pensar nesse tema sem lembrar algumas histórias interessantes que tenho ouvido a respeito. Gostaria de contar aqui:

‘Certa vez fui a um congresso da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e num dos momentos, houve a palestra de uma psicóloga. Num dado momento de sua fala ela entrou nesse assunto da psicotapa, como fala o congresso nacional e perguntou aos ouvintes – quem aqui já levou uma tapa (pisa) quando criança? – e todos levantaram as mãos. Em seguida, ela olhou muito gentilmente para a platéia e fez a segunda pergunta – quem aqui é traumatizado, frustrado ou incapaz pelas palmadas que levou?’. Nem preciso dizer a reação da platéia, hein?!

Outra vez mamãe me contou que uma mulher em São Paulo tinha um filho muito peralta e ao instruí-lo de que não fizesse algo, ele desobedeceu e precisou levar palmada. A vizinha ligou pra polícia quando ouviu e os policiais foram, imediatamente, naquela residência. Ao abrir a porta, a mãe já estava pronta para defesa: ‘estou batendo nele hoje para amanhã vocês não o matarem’. É o que acontece com a maioria dos filhos que não recebem a instrução correta!

Eu poderia falar muito sobre a defesa da vara, mas eu vou apenas citar alguns versículos porque eles falam por si só:

  • “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” (Provérbios 13.24)
  • “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Provérbios 22.15)
  • “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23.13,14)
  • “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue à si mesma vem a envergonhar a sua mãe.” (Provérbios 29.15)

Mas, há uma coisa que não pode ser deixada de lado. Há pais que batem excessivamente nos filhos e isso deixa de ser correção e passa a ser agressão. A Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, perfeita em seus desígnios. Deus não compactua com injustiça e deixa a instrução quanto à vara de forma clara: “castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo” (Provérbios 19.18). Isto é, a correção, a disciplina, a vara vêm acompanhadas de senso e não de ira.

Há um livro de Tedd Tripp que trata do assunto com muita sabedoria (Pastoreando o Coração da Criança – Ed. Fiel) e, em síntese, ele diz mais ou menos o seguinte: quando seu filho desobedecer e precisar levar uma palmada, chame-o à parte, converse com ele e explique porque ele estará apanhando. Diga-lhe quantas palmadas ele levará e em qual parte do corpo será aplicada. Após a correção, ore com seu filho pedindo a Deus que modifique o coração dele, para que não mais desobedeça. Em seguida, dê um abraço no seu filho e expresse o seu amor por ele.

Duvido que um pai e uma mãe que façam desta maneira batam no filho a ponto de matá-lo. O filho poderá não gostar, mas é isso mesmo que está em Hebreus 12.11: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça”.

Atenção: A vara só deve ser aplicada pelos pais ou por tutores legais dos filhos.

5. Pelos frutos conhecereis

Quando criança eu sempre ouvia meu pai tocar e cantar uma música de ‘São’ Francisco de Assis e um dos trechos dizia assim ‘fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado, pois é dando que se recebe…’. Jesus explicou várias vezes o princípio da semeadura, ou como diríamos popularmente: ‘aqui se planta, aqui se colhe’.

Pais que educam os seus filhos no temor do Senhor, que são coerentes, que aplicam a vara quando necessário, que conversam com os seus filhos mostrando-lhes os caminhos de Deus em todo tempo, certamente colherão filhos da alegria, filhos com longevidade de vida e poderão, fartamente afirmar que ”o filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza à sua mãe” (Provérbios 15.20).

Mas não há somente declaração por parte dos pais. Quando pais honram ao Senhor, criando-os filhos na admoestação e no temor do Senhor. Quando tem a consciência cristã de que os filhos não lhes pertencem, mas são heranças do Senhor, então todos atestam juntos que “coroa dos velhos são os filhos dos filhos, e a glória dos filhos são os pais” (Provérbios 17.6).

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Ser pai e ser mãe deve ser uma tarefa maravilhosa. Ser filho de pais tementes a Deus também é algo imensamente gratificante. Não há palavras para definir a benção que é a instituição da família. Não despreze a sua, quer você seja pai, mãe ou filhos. Ame-a incondicionalmente e procure viver de modo digno da vocação para a qual foi chamado (a).

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