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Archive for maio \26\UTC 2014

AZEVÊDO, Anna Maria Barros de.²

 

Conhecer a Deus é dever de todo homem. Conhecer a obra de Deus pelo seu povo também é essencial para que Lhe demos a glória devida ao Seu nome. Neste trabalho, nos propomos a refletir sobre a Justiça de Cristo, que é parte integrante da salvação que nos é dada, nEle.

A carta aos Romanos trata muito enfaticamente sobre as doutrinas soteriológicas. Paulo, mui sabiamente, começa sua carta expondo características dos homens que nem sempre é bem compreendida por nós. Isto porque frequentemente nos achamos melhores que os que não buscam a Cristo. O mesmo se dava com o povo da época do apóstolo.

Por isso que ele começa no capítulo 1 de Romanos, mostrando que os gentios não vivem de conformidade com a salvação. Vivem na dureza dos seus corações, preferem os prazeres transitórios da carne, agem como se não tivesse um Deus a quem prestarão contas dos seus atos. Distorcem a verdade de Deus, cometendo torpeza e vivendo na obscuridade dos seus próprios pensamentos. Não verão a Deus se permanecerem nesta condição pecaminosa.

Igualmente os judeus. Embora vivessem repetindo as Leis do Senhor, não passavam de hipócritas, pois enquanto viam os pecados cometidos pelos gentios, não se analisavam para enxergar os seus próprios pecados e voltarem-se para Deus. Julgavam que, sendo judeus, descendentes segundo a carne, estavam isentos de pecar. Esqueciam que para serem filhos de Deus, deveriam ser descendentes segundo o espírito.

O que se conclui está em Romanos 3. Isto é, todos (gentios e judeus) pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3.23). Todos estão debaixo da ira condenatória de Deus. Não há um só na raça humana que esteja fora do contexto de precisar ser alcançado pela graça de Deus. E mais, não há nada que possam fazer, independente de quem sejam, senão esperar confiantemente pela justiça de Cristo, pois as suas próprias são como trapo da imundícia (Isaías 64.6).

Agora, cientes de quão pecadores somos, temos clareza que o nosso estado pecaminoso consiste em grave ofensa contra Deus. Ainda que nosso pecado seja contra o nosso próximo, ele é cometido primeiramente contra o nosso Deus, que é santíssimo e exige de nós perfeição. Tanto que, quando pecamos e percebemos nossa culpa, reconhecemos como Davi que Ele terá totalmente justo no falar e puro no julgar (Cf. Salmo 51.4). Isto é, a nossa percepção do pecado nos torna conscientes do justo juízo de Deus sobre nós, se nos mandasse ao inferno e da sua grande misericórdia e graça quando nos salva aos céus.

Mas não só temos noção da ofensa que cometemos contra Deus. Entender o pecado e seus efeitos nos dá clara percepção de nossa separação de Deus. Sim, porque Deus não se relaciona com pecadores não redimidos. Cada vez que pecamos, nos afastamos dEle. A não ser que confessemos os nossos pecados (imediantamente) e sejamos restabelecidos em nossa comunhão com Ele, teremos duro sofrimento em estarmos distantes da Sua presença.

É certo: se não tivermos verdadeira compreensão da podridão do nosso pecado, jamais compreenderemos a grandeza da nossa tão maravilhosa salvação, por meio da justificação em Cristo.

Mas então, sendo justificados em Cristo, que características podemos aprender em Sua justiça? Aqui veremos sete lições, que podem ser compreendidas na leitura de Romanos 3.21-31 e em Romanos 5.1, que marcamos em negrito e especificamos logo após:

Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei. (Romanos 3.21-31)

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. (Romanos 5.1)

  1. Justiça sem lei – Nesta característica, vemos claramente que não há nada que possamos fazer para que obtenhamos a nossa justificação em Cristo. Não é por meio do cumprimento da Lei que somos salvos, pelo contrário, somos salvos para o cumprimento desta Lei, em Cristo, como vemos em Efésios 2.10.
  2. Justiça mediante a fé – Isto é, por meio da fé podemos crer que fomos justificados por Deus. Não há esforços em nós mesmos, mas há a obra do Espírito Santo nos dando confiança na pessoa de Cristo para nos conduzir ao lar celeste, porque somente Ele é o Caminho, a Verdade, e a Vida.
  3. Justiça para todos os que creem – Aqui nós temos duas características gloriosas da justificação pela fé, somente. A primeira é que ela alcança todo e qualquer tipo de pessoa. Jesus mesmo alcançou fariseus, publicanos, coxos, cegos, prostitutas… Neste sentido, a justiça de Cristo é inclusiva. Mas ela também é exclusiva, isto é, alcança de todos os povos, raças e nações, apenas os que creem em Cristo.
  4. Justiça gratuita – Isto é, não há absolutamente nada que possamos fazer para recebermos a justificação em Cristo. Ela não é condicional, ela não depende que nada que façamos ou deixemos de fazer. Ela é gratuita. Mas atenção: ela é gratuita para nós, seres humanos. Mas para Cristo ela custou o alto preço do seu sangue, na cruz do Calvário.
  5. Justiça libertadora – Embora não vivamos mais numa sociedade marcada pela escravidão, podemos compreender que a nossa justificação em Cristo tem o mesmo conceito da redenção dos escravos em tempos não muito distantes. Cristo nos comprou com seu sangue e por meio dessa compra, fomos libertados do aguilhão do pecado. Porém, vale ressaltar, que embora libertos do pecado, somos agora escravos de Cristo, estamos debaixo do seu senhorio. Porém, há alegria em estar debaixo da sua proteção e livres do castigo eterno.
  6. Justiça apaziguadora – Romanos 5.1 nos mostra claramente que por meio da justificação em Cristo nós temos paz com Deus. À semelhança de Tiago (capítulo 1) que nos ensina a termos alegria durante a provação (e não pela provação), este versículo de Romanos nos ensina a termos paz com Deus mesmo em meio às tribulações. Esta paz é garantida àqueles que são justificados em Cristo e creem em Sua obra, pela fé.
  7. Justiça que honra ao Senhor – Não há como compreender a gloriosa obra de Cristo em nos justificar e ficarmos inertes. Nosso coração jubila e exulta em honrá-Lo como sendo nosso Senhor, nosso Mestre, nosso Justo e Justificador. É quando tão enfaticamente bradamos em alta voz, como os reformadores: Solus Christus.

Como resultado de refletir sobre a justiça de Cristo, tonamo-nos humildes diante da obra de Cristo a nosso favor. Reconhecemos que nada fizemos de nós mesmos, e quão agraciados fomos, quando merecíamos a condenação eterna. Somos solidários ao nosso próximo no sentido de apresentarmos o nosso Senhor e Mestre através da pregação do Evangelho, e compreendemos que não há distinções, que todos somos carentes da graça de Deus sobre nós; que, à parte da graça, todos correríamos céleres ao inferno. Nosso Deus torna-se, em nós, o único digno de toda glória, honra, louvor e adoração. Todos os dias da nossa vida tornam-se poucos para expressarmos a nossa gratidão a Ele por sua justiça imputada a nós, quando sequer merecíamos o Seu olhar e a nossa esperança é de que Ele venha sem demora para, vestidos da justiça de Cristo, entrarmos nas Bodas do Cordeiro.

“Conforme diz Cristo, um dia haverá um grandioso banquete de casamento. E, todos quantos participarem do mesmo terão de vestir belas roupagens brancas, próprias para a ocasião – um símbolo da justiça de Cristo. Na parábola relatada no livro de Mateus, aparece um homem que não dispunha dessa veste nupcial. Então chegou o rei, a fim de dar uma olhada nos convidados. Seus olhos fixaram-se sobre o indivíduo que não trazia veste nupcial; e o Soberano indagou dele: ‘Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?’ Ah, mas é que aquele homem supunha estar usando seus melhores trajes domingueiros – todos os seus feitos na Escola Dominical, o seu caráter, a sua moralidade, o seu dinheiro doado para fins de caridade, a sua observância dos mandamentos e a sua vida diária em consonância com a Regra Áurea – ele pensara que era a pessoa mais bem vestida do salão! Mas foi então que acenderam as lâmpadas e ele percebeu qual era o seu verdadeiro estado – imundícia da cabeça aos pés! E foi dada uma ordem atinente ao homem, que estava mudo: ‘Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes’ Sim, no que você está se agarrando? No que você está confiando? Na sua própria justiça ou na justiça de Cristo? Nos seus próprios méritos, ou nos méritos dEle? Somos justificados gratuitamente, pela Sua graça, através da redenção que há em Cristo Jesus.” (KENNEDY, James. Verdades que transformam. Ed. FIEL)

[1] Síntese de aula apresentado como requisito parcial da disciplina Justificação pela Fé, ministrada pelo Prof. Edson Rosendo de Azevêdo.; [2] Mestranda em Teologia pelo Seminário Internacional de Miami – MINTS.

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A Santidade de Deus¹

AZEVÊDO, Anna Maria Barros de².

Frequentemente, ao conhecermos pessoas, temos a curiosidade de compreendermos quem ela é. Seus defeitos e suas virtudes. Embora vivamos num mundo em que o ter parece ser mais importante que o ser, aqui e ali, ainda se vê pessoas interessadas em conhecer o ser de cada um. Vale ressaltar, que quando nos alegramos com as virtudes de alguém, nos aproximamos mais, porque a companhia nos faz bem.

Deus também possui suas virtudes, que chamamos ‘os atributos de Deus’ e que a teologia chama de ‘teontologia’. O detalhe extraordinário é que, diferentemente dos seres humanos, o nosso Deus é um ser que possui apenas virtudes. Não há nada em seu ser que pudesse nos causar afastamento. Aliás, o que afasta os homens dEle é tão somente o que eles são diante do que Ele é. E o atributo que mais aponta para essa diferenciação entre criaturas com seu Criador é a santidade.

A santidade de Deus significa no sentido real da palavra: separado, retirado do uso comum. Deus é tão perfeito em seu ser, que tudo que não for compatível com sua perfeição, servirá como afastamento. Na Bíblia, a santidade de Deus tem vários aspectos que trataremos logo mais.

Nos relatos da Palavra de Deus, temos inúmeros exemplos de homens que viveram em santidade e foram abençoados por Deus. Mas temos outros que não buscaram uma vida de santidade e foram severamente punidos por Aquele que é perfeitamente santo em seu ser.

Destacamos Uzá (1 Crônicas 13.5-14; 15.2, 13-15), onde mesmo que a intenção do coração seja a de agradar a Deus, se não fazemos conforme a ordenança que temos dEle, ferimos a Sua santidade. Em Isaías 6 vemos o exemplo do profeta que se curva á Majestade de seu Senhor. Ele reconhece a sua pequenez diante de Deus e revela a sua miserabilidade.

Um exemplo que muito chama atenção é o caso de Manassés (Números 20.1-13; 27.12-14), pois este, aos olhos humanos, praticou as maiores atrocidades (até mesmo a ponto de queimar seus filhos aos deuses estranhos). Humanamente falando, merecia o castigo eterno, o lago de fogo e enxofre… mas recebe o perdão genuíno de Deus, sendo contado entre os eleitos. Que graça, que maravilhosa graça!!

É sabido que o Antigo Testamento revela muita coisa sobre Deus a partir de exemplos práticos. Assim sendo, destacamos quatro situações em que podemos ver a Santidade de Deus sendo revelada ao seu povo:

  1. Na semana da criação (sábado)

Dos sete dias narrados na semana da criação, o último (o sétimo) foi escolhido por Deus para exemplificar a sua Santidade de modo especial. Isso porque Ele separou este dia para descansar. Toda sua obra se deu em seis dias, mas no sétimo Ele descansou e ordenou na sua lei que assim os homens também fizessem. Isto é, que se lembrassem de guardar o dia de sábado e o santificar. Este dia é diferente de todos os outros, porque é separado para adoração solene a Deus. Este dia revela que assim como Ele é santo, devemos, nós, ser santos.

  1. Na tenda da congregação, pelo Santo dos Santos (habitação de Deus)

A construção da tenda, em Israel, tinha significações muito importantes a ser ensinadas ao povo. A santidade de Deus era revelada no Santo dos Santos. É registrado que ali só poderia entrar o sumo sacerdote, e este de modo solene, comparecia diante de Deus para a purificação de seus pecados e os do povo. Tanta santidade era envolvida, que os sacerdotes entravam com uma corda amarrada em si, para o caso de demorar a sair, o povo puxá-lo para fora. De modo nenhum alguém que não fosse revestido da autoridade e santidade do sumo sacerdote poderia entrar no Santo dos Santos, pois ali habitava o máximo da santidade de Deus.

  1. Na consagração da liderança eclesiástica (Ex.: Arão e seus filhos)

Deus tinha (e tem) um cuidado especial na escolha daqueles que deveriam conduzir o seu povo. No Antigo Testamento, apenas aqueles que fossem descendentes de Levi poderiam fazer esta função. Por isso vemos tanta seriedade na ‘ordenação’ de Arão e seus filhos, porque isto representava a santidade de Deus que deveria ser refletida na vida desses líderes, para que o povo não só imitasse, como temessem estes homens como sendo enviados de Deus para eles.

  1. No povo escolhido (nação santa – Êxodo 19.4-6)

É evidente na Bíblia que no Antigo testamento o compromisso de Deus era apenas com o povo de Israel. Caso alguém fosse impelido pelo Espírito Santo a seguir a Cristo, deveria fazer parte da nação israelita, porque Deus não se revelava salvadoramente às outras nações (salvo casos específicos como de Nínive). A escolha de Israel, por Deus, era manifestação da sua Santidade, visto que Ele separa uma nação para derramar sua graça salvadora. Nação esta que, como seu Deus era, deveria crescer em santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Mas a santidade de Deus não foi manifesta apenas nessas situações representativas do Antigo Testamento. Podemos vê-la, também, sendo manifesta:

  1. Nas suas obras (Salmo 145.7)

Isto é, porque Deus é santo, todas as suas obras foram revestidas de santidade, de perfeição. É por este entendimento que se verifica a necessidade que o homem caído, mas redimido por Cristo, busque uma vida de santidade, isto é, que cresça em retornar ao seu estado original de santidade, perfeição de Deus em nós.

  1. Nas suas leis (Romanos 7.12; Salmo 19.8,9)

Salmo 19 diz que a Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma. A perfeição da lei existe porque ela foi determinada por Deus e Ele é santíssimo. Não há brechas na lei de Deus para o erro. Na lei dos homens podemos ver muitas interpretações que até proporcionam privilégios para os culpados, mas na Lei de Deus, ou é, ou não é, porque Deus é santo e sua santidade se revela na perfeição da Sua lei, de modo que ela, em momento algum, inocenta o culpado.

  1. Na redenção (Salmo 22.1,3)

Por causa da perfeição e santidade de Deus, pudemos ser redimidos. Nenhum outro homem cumpriu e nem cumpriria tão perfeitamente a Lei que pudesse redimir a si e ao povo. Apenas Cristo cumpriu cabalmente esta tarefa e por Ele, somos redimidos. Sobre este acontecimento, Pink³ diz:

Quão odioso para Deus há de ser o pecado, a ponto de castigá-lo até ao limite extremo do seu merecimento, quando o imputou ao Seu Filho! Nem todos os casos do juízo já derramados ou por derramar sobre o mundo ímpio, nem a chama ardente da consciência do pecador, nem a sentença irrevogável pronunciada contra os demônios rebeldes, nem o gemido das criaturas condenadas demonstram o ódio de Deus ao pecado, como o demonstra a ira de Deus derramada sobre o Seu Filho.

E por esta consciência que nos é dada, que Pink reitera: “quando mais tomados de temor ficarmos por Sua inefável santidade, mais aceitável será nosso acesso a Ele”.

A santidade de Deus pode ser compreendida:

  1. Majestosa

É incomunicável. Reflete quem somos e quem Ele é. É este aspecto da santidade de Deus que causa no homem o senso de pequenez, de que não é nada diante da Majestade de Deus.

  1. Moral

É comunicável. Reflete aquilo que devemos nos tornar diante de Deus e do nosso próximo. Refere-se à nossa separação do mal moral, de tudo aquilo que caracteriza o pecado em nós, pela Sua Lei.

Nesta compreensão da santidade de Deus, podemos ver que por ela, é notório:

  1. O juramento de Deus (Salmo 89.34-36; Amós 4.2)

Enquanto os homens, agindo corretamente ou não, sempre juram em nome de algo ou alguém, Deus jura pela Sua santidade, por quem Ele é. Porque Ele é santo, podemos confiar em Sua Palavra, que não tarda e nem falha.

  1. Os demais atributos de Deus

A santidade adjetiva todos os outros atributos de Deus. O amor de Deus é santo. A justiça de Deus é santa. A misericórdia de Deus é santa. A ira de Deus é santa…

  1. O juízo de Deus

O juízo de Deus reflete o seu caráter santo. Ele não inocenta o culpado. Os que são justificados por Deus, tem a sua culpa imputada a Cristo. De modo nenhum a culpa fica sem castigo, ainda que seja lançada sobre o Justo de Deus.

Sendo os homens justificados por Deus, agora precisam buscar uma vida de santidade diante dEle. Mas sabemos que uns são ‘mais santos’ que outros. Este nível de santidade nos homens varia de acordo com o cumprimento da Lei, isto é, quanto maior for a vida de obediência, maior o nível de santidade.

No que se refere à Deus, isto não é possível de ser verificado. Deus não tem um momento mais ou menos santo. Deus é sempre santo. 100% santo, não tendo nenhuma variação em seu ser.

Por tudo isso… por reconhecermos a imensa perfeição de Deus sendo refletida em Sua santidade, somos impelidos a refletirmos a Sua beleza em nossas vidas.

Refletí-Lo na evangelização – Porque Deus é santo e porque Cristo pagou os meus pecados, as boas novas precisam ser anunciadas a toda alma. Não há como receber tão grande salvação e manter os lábios cerrados. Seria falta de amor não alertar as demais almas perdidas a correrem para Cristo.

Refletí-Lo na adoração – Porque Deus é santo, a nossa maneira de viver e de prestar culto deve ser conforme à Sua natureza em nós.

Refletí-Lo em nossa humildade – Quando compreendemos a extensão da santidade de Deus, reconhecemos a nossa pequenez diante dEle, sendo instigados a nos humilharmos perante Ele. O Pr. Santana Dória, em sua explanação sobre teontologia destaca que:

Porque temos perdido a noção da santidade de Deus, também perdemos a humildade. É por isso que há tantas pesssoas presunçosas e cheias de si no meio do povo chamado ‘crente’: elas não sabem quão pequenas e imundas são porque não sabem o quão santo é o Deus em quem professam crer.

Que Ele nos mova a buscarmos sempre conhecê-lo para que, conhecendo quem Ele é e quem nós somos, vivamos cada vez mais aquilo que Ele requer de nós.

 

Santo, santo, santo Santo És Tu, Senhor Santo, santo, santo Santo És Tu, Senhor Terra e céu criaste Para o teu louvor Santo, santo, santo Santo És Tu, Senhor

[1] Síntese de aula apresentado como requisito parcial da disciplina Teontologia, ministrada pelo Prof. Edson Rosendo de Azevêdo. [2] Doutoranda em Teologia pelo Seminário Internacional de Miami – MINTS. [3] PINK, A. W. Os atributos de Deus. Ed. PES.

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Essa semana peguei-me pensando neste tão famoso ditado popular: ‘dize-me com quem andas e eu te digo quem tu és’. Como a maioria dessas frases de ‘efeito’ vem do mundo, confesso que analiso muito quais concepções estão por trás disto, até que eu me aproprie (ou não) desses provérbios em meu vocabulário.

Assim sendo, não adquiri este dito por razões abaixo relacionadas:

1 – Jesus Cristo andou com pecadores: sonegadores de impostos, prostitutas, fariseus… Ele veio para estes. Ele andava com pessoas assim, mas em momento nenhum Ele era ou se tornou um deles.

2 – Sempre ouvi de sábios conselheiros: ‘não seja influenciada. Influencie!!’. Sempre cuidei em fazer o bem às pessoas ao meu redor. Ser boa companhia e ajudar sempre que possível.

3 – É preciso ser suporte uns aos outros. Ora, ser suporte implica que o mais forte ajude o mais fraco. Dificilmente darei as costas a quem precisa de mim. Não é do meu feitio esse tipo de atitude, ainda que os outros olhem torto para mim.

4 – Jesus mandou que sejamos luz e sal da terra. Não há necessidade ser luz em ambiente claro e nem pôr sal em comida apetitosa. Implica estar com quem precisa de nós, com quem precisa ver Cristo em nós.

Não seja influenciado. Influencie!

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