Feeds:
Posts
Comentários

Archive for dezembro \31\UTC 2014

armandinho

Eu ensaiei várias vezes esse texto na minha cabeça. Pensei em citar mil e um textos sobre ano novo que acho bonito. Quem sabe o de Spurgeon ou do Carlos Drummond de Andrade, mas a verdade é que hoje, ao acordar, deparei-me com esta tirinha do Armandinho e achei-a bem leal ao que estou sentindo.

2014 não foi um ano fácil pra muita gente, incluindo a mim. Não foi difícil somente porque o Brasil perdeu de 7×1 para Alemanha, ou porque o Gigante tomou rivotril e foi dormir quando deveria estar mais acordado do que nunca. Ou, ainda, porque o mundo perdeu alguns bons artistas (tipo o Roberto Bolaños). Ou porque o PT afundou o Brasil e está empenhado em piorar isto (que me perdoem os PeTistas, mas só não vê quem não quer!). Acredito que as coisas aconteceram numa dimensão mais interna, com feridas e decepções que levaremos pro resto da vida.

Não perdi nenhum ente querido (graças a Deus!), mas não sou aberta para fingimentos. Perdi várias pessoas que ‘escolhi’ amar (afinal, amigos são parentes que escolhemos amar, numa perspectiva poética) e isto doeu. Mas não doeu a ausência, as calúnias ou as injúrias… doeu mesmo foi a falta de amor, de perdão e, principalmente, a falta de reflexo de Cristo.

Sempre penso que matei o Filho de Deus com meus pecados. Sempre lembro que os meus pecados ferem a Sua Santidade. Isto me faz entender que não há pecado tão grande cometido (ou que digam que cometeu) que não possa ser perdoado, porque o maior pecado que eu pratiquei foi levar o Soberano à cruz com as minhas transgressões. Quem sou eu pra não perdoar, pra não amar, pra não acudir?

Em 2014 eu chorei. Chorei a dor de ver prática dissociada de teoria. Senti mais intensamente o que é estar do lado ofendido (não sou perfeita, já ofendi muito nesta vida!!). Entristeci-me por não fazer nada, e ao mesmo tempo entendi que, em vários momentos eu não podia, mesmo, fazer nada para que Ele fizesse tudo. E quando, finalmente, compreendi isto, descansei (ou pelo menos tenho tentado descansar). Comecei a tirar lições e agora preciso me empenhar em pedir forças para suportar as maiores dores que virão, afinal, aqui na terra é isso mesmo. É assim mesmo.

O Armandinho tem razão. Não foi um ano fácil, mas foi exatamente aquilo que eu precisava. E tenho plena certeza que amanhã eu estarei muito diferente de 1º de janeiro de 2014, porque as experiências acontecidas me tornaram diferente. E se ainda estou em processo de cicatrização, certamente vou aprender muitas coisas, ainda, sobre tudo que vivi.

Tento não esperar nada de 2015. O sol vai nascer e se pôr da mesma maneira no dia 1º de janeiro que o fez no dia 31 de dezembro (provavelmente!). Mas a espera é inevitável… esperança é algo que precisamos. E, embora muitos me critiquem, eu estou bem agarrada à esperança de um ano melhor. De um ano perdoador, cheio de reconciliações e de acertos.

Que eu seja melhor em 2015 do que fui em 2014. Que eu não perca a fé, nem a esperança e muito menos o amor. Que seja feliz pra você, também.

Read Full Post »

downloadÉ tarefa difícil, mas eu busco um policiamento no exercício de amor ao próximo. Creio que um dos melhores caminhos de se amar o outro é quando você reflete sobre o caminho que ele/ela está trilhando. Não, não devemos julgar (eu sei!), mas sim… temos como saber qual fim os caminhos dos homens os levarão.

Salomão lembrou que “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.” (Provérbios 14.12; 16.25). Acredito que todos os leitores sabem que para discernir entre o caminho correto e o errado, só pela Palavra de Deus.

Mas é aí que meu coração assume uma postura de contristão. E eu confesso que não sabia quais palavras usar para explicar isto. Até que hoje, abri o face e lendo as postagens dos amigos, encontrei uma frase que já conhecia, mas estava perdida dentro de minha memória. Diz o seguinte: “Se você acredita no que lhe agrada nos Evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos Evangelhos que você crê, mas em você mesmo” (Agostinho). E esse é um fator que muito me comove e chega a deixar o espírito abatido: as pessoas só creem no que convém porque não querem renunciar a nada que lhes dê prazer (ainda que sejam prazeres transitórios do pecado, como diria o autor dos Hebreus).

Sei que não sou perfeita, muito embora tenha buscado crescer em santidade de vida. Mas o ponto que me freia de alimentar raiva e ódio pelos meus inimigos é o fim do caminho que eles percorrem, que dá pra morte. É saber que muitos dos que eram meus amigos e andavam comigo em entretenimentos e indo à casa de Deus (como diz Davi no Salmo 55) na verdade creem somente naquilo que lhes satisfazem, logo, chegarão no mesmo caminho que dá pra morte.

É impossível não chorar por estes. É impossível vê-los no erro, calada. É impossível não derramar o meu amor em oração, para que o Deus da graça conceda genuíno arrependimento para que busquem ao Senhor com inteireza de coração (Cf. Jeremias 29.13). E que as lágrimas um dia tornem em sorrisos.

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: