Feeds:
Posts
Comentários

Archive for julho \29\UTC 2011

“…prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.” (1 Timóteo 4.2)

Em julho de 2003 estive no Simpósio Os Puritanos que é realizado anualmente pelos irmãos presbiterianos reformados do Nordeste brasileiro. Foi um momento ímpar para minha vida espiritual, sem dúvidas.

Mexendo aqui nas minhas coisas, encontrei um caderno de anotações em que consta os meus aprendizados ali, através das pregações dos pastores Joel Beeke, James Beeke e Joseph Pipa. Reproduzirei abaixo tópicos dessas lições, cujo tema central é “pregação da palavra”.

Tive a ideia de colocar estas anotações em formato de entrevista, para a leitura ficar mais agradável para vocês. Posteriormente tentarei colocar outras anotações. Espero que edifique meus leitores tanto quanto edificou a mim.

Qual a importância da pregação nos nossos dias, no culto?

>>Diante de mudanças na tecnologia, muitos cristãos acham que a pregação é inútil e, por isso, introduzem meios errôneos no culto. Nós, crentes, porém, acreditamos que a pregação é a maneira primordial e única pelo qual Deus fala aos seus filhos eleitos.

Que conceito podemos dar para pregação?

>>Pregação: explanação pública da Palavra de Deus na terra e, embora usemos nossas palavras na expressão, estamos transmitindo algo vindo de Cristo.

Qual o conteúdo da pregação?

>>O conteúdo da pregação deve ser exclusivamente a Bíblia…

E o dever no pregador?

>>… e o dever do pregador deve ser tão somente comunicar a Verdade de Deus, a Bíblia.

O que a pregação faz?

>>Embora a pregação seja loucura, é por este meio que Deus ilumina, ensina, exorta e abençoa seus filhos e condena aos incrédulos.

A Bíblia narra muitas advertências quanto aos falsos profetas. Que pistas podemos encontrar na pregação dos falsos profetas para fugirmos deles?

>>Há pastores que pregam corretamente sobre o amor, a bondade, a misericórdia de Deus. Estes, porém, são falsos profetas por pregarem apenas o que é bom e ignorarem coisas que doem, mas que tem exortação para os crentes.

Podemos considerar que a pregação é um meio de graça, usando as palavras da Confissão de Fé de Westminster e a Confissão de Fé Batista de 1689?

>>Não existe maior meio de graça do que a pregação da Palavra.

O que é a pregação reformada experimental?

>>Conhecimento que nós ganhamos através da experiência. É quando examinamos nossas experiências pela Escritura. Portanto, se as nossas experiências não tiverem base bíblica, não vem de Deus.

Por que esse tipo de pregação é necessária?

>>Porque as Escrituras nos cobram isto. Estas experiências não nos salvam, não produzem fé, mas devem ser fundamentadas em Cristo.

Quais são as características básicas da pregação?

>>Podemos resumir a pregação em quatro importantes características: (1) a Palavra como centro dela; (2) a perfeição da glória de Cristo; (3) a ênfase nos conhecimentos do interior ; e, (4) a procura em glorificar a Deus.

Quais são as lições que podemos tirar da pregação?

>>As três principais são: (1) vida íntima com Deus; (2) oração deve ser prioridade em nossa vida; e, (3) a necessidade de mais estudo na Palavra e crescimento em santificação.

Que se obtém da pregação genuína?

>>Se estamos dando glória a Deus, Ele busca o nosso bem. Se buscamos o Reino, as demais coisas (nossas necessidades) serão acrescentadas (Mateus 6.33). Nós brilhamos quando estamos glorificando a Deus (Mateus 5.16). Verdadeira felicidade é conseqüência de obediência.

Read Full Post »

Mateus 7.3

“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?”

Read Full Post »

Hoje é uma daquelas madrugadas em que às 3hs da manhã eu não tenho um pingo de sono. Tentei, tentei… até que pensei (rimou!!!): “Não adianta, Anna Maria. Se você não dorme, vá fazer alguma coisa útil!”.

Frequentemente as pessoas me perguntam qual a dimensão, qual o tamanho do pecado. A resposta é sempre a mesma: numa visão humanizada, ou sob um ponto de vista relativista que nós costumamos ter, é possível dizer que o pecado tem ‘tamanhos’ diferentes. Consideramos que alguns são hediondos (numa linguagem mais jurídica) e outros são mais leves.

Porém, do ponto de vista de Deus, as cosias não se processam da mesma forma, isto é, para Deus não há um pecado menor, um médio e um maior. Para Deus, pecado é pecado, sem alteração de forma ou tamanho. Que lições aprendemos aqui?

A primeira lição é quando vemos a própria Lei Moral de Deus (os dez mandamentos), em Êxodo 20. Lá não está escrito “não furte banco, pois é pecado grave, furte uma bala que é um pecado mais brando”. Lá apenas está escrito “não furtarás”. Isso significa que para Deus, o que está em jogo não é se você furtou um banco ou um confeito, o que está sendo levado em conta é que você furtou, e Ele disse que você não podia fazer isso. Este mesmo princípio se dá para todos os demais mandamentos expressos na Lei de Deus.

Vale ressaltar que este princípio é tão verdadeiro que Jesus detalha isto claramente em Mateus 5 (no sermão do monte). Ele explica, por exemplo, “vocês pensam que matar é só tirar a vida do outro? Pois eu digo que basta se irar, insultar ou xingar e você já está matando”, isto é, nem é preciso tirar a vida em si. Um só pensamento (de ira, por exemplo) é suficiente para que você tenha transgredido o 6º mandamento. Se pecou no pensamento ou em ação não vem ao caso, importa que você matou! Repito: o mesmo se dá com os demais mandamentos da Lei Moral de Deus.

A segunda grande lição eu aprendi com um grande pregador cristão chamado Arthur W. Pink em seu livro, Deus é Soberano, publicado no Brasil pela editora Fiel. Ele explica que cada vez que pecamos, negamos para nós mesmos e para o mundo a existência de Deus e Sua Santidade. É como se desconsiderássemos que Deus é Onipresente e vê todas as coisas. Ferimos a Sua Santidade, comportamo-nos como se nunca fôssemos prestar contas dos nossos atos a Ele.

Essas palavras são muito fortes! Você já parou para refletir, mesmo, nelas? Quando pecamos, negamos a Cristo. Tornamo-nos pequenos “Pedros” que negou a Cristo por três vezes consecutivas e antes que o galo cantasse (Lucas 22.54-62).

O bom é que, como aprendi na conferência Fiel Jovens, a mensagem do evangelho sempre tem um ‘mas’. E o ‘mas’ desse episódio de hoje é que há possibilidade de arrependimento por meio da ação do Espírito Santo em nós. Por isso temos de clamar dia e noite que ele nos conceda o arrependimento para a vida (Atos 11.18). Como Pedro, tendo sido galardoado com tal sentimento de arrependimento, precisamos sair da vida de pecado e chorar, amargamente (arrependimento genuíno, numa linguagem usada por JC Ryle).

Que Ele nos conceda graça para alcançarmos o arrependimento e remissão de pecados.

 ————

(E pra matar a curiosidade de um dos meus leitores, eu gastei 14 minutos para elaborar esse texto!!! Obrigada, Senhor, pelo talento literário!)

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: