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Archive for setembro \26\UTC 2011

Recentemente visitando um blog cristão, comentei acerca da simplicidade do Evangelho. Isso pra mim é muito evidente quando estou fazendo minha leitura devocional. Não foi diferente hoje. Encontrei em apenas TRÊS versículos a essência do Cristianismo agindo na vida dos cristãos. 2 Tessalonicenses 2.13 a 15 diz o seguinte:

“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa”.

A parte destacada será detalhada nas famosas ‘doutrinas da graça’. A ordem foi seguida de maneira ‘cronológica’ para melhor compreensão. Acompanhe:

“Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação” – A eleição é um tema bastante odiado por muitos, mas expressamente evidente na Palavra de Deus. Paulo diz que fomos escolhidos por Deus. É fácil entender que dentre toda humanidade, há um povo separado com um propósito específico que foi estabelecido por Deus na eternidade. Essa eleição foi desde o princípio (predestinação) e não ao longo dos acontecimentos ou de acordo com o desenrolar de nossas atitudes. A predestinação e eleição estão intrinsecamente unidas pela vontade soberana de Deus. Eleitos para a salvação porque Paulo escreve a uma Igreja, composta de pessoas que foram regeneradas por Deus.

“Para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho” – Após a predestinação e eleição, a maneira que Deus usa para efetivar Sua vontade é através da chamada eficaz e ela se dá por intermédio da pregação genuína do evangelho. Ao ouvir a pregação, somos chamados ao arrependimento pelo Espírito Santo de Deus. Essa chamada é irresistível e de uma ação maravilhosa em nossa vida.

“Fé na verdade” – Aqui vemos a justificação agindo na vida dos eleitos de Deus. Romanos 1.17 diz que: “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: o Justo viverá pela fé”. Fé na verdade só possui quem foi justificado por Deus. Declarado justo pelo sangue do Cordeiro, no tribunal de Deus.

“Pela santificação do Espírito” – Tendo sido predestinados, eleitos, chamados e justificados pela fé, agora precisamos praticar essa obra de Deus em nosso viver. Não nos cabe mais vivermos no pecado. É nosso dever buscar correção dos nossos atos, crescer em santificação. Separarmos a nossa vida daquilo que desagrada a Deus. Dia-a-dia aperfeiçoar o nosso viver a imagem e semelhança de Cristo. Claro que só conseguiremos isso com a ação do Espírito Santo em nós. Do contrário, nunca conseguiremos mudar.

“Permanecei firmes” – Isso se chama perseverança dos santos. É quando persistimos na santificação. Quando buscamos a diligência. Quando somos coerentes com a fé que professamos. Quando mesmo naquela situação mais adversa, nós buscamos refúgio em Deus, nosso Senhor e Salvador, que é a nossa fortaleza e libertador do mal.

“Para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” – Nada mais consolador para corações que estão no mundo, mas não são do mundo que saber sobre aquilo que teremos no porvir: a glorificação. Todo processo salvador de Deus em nós nos levará ao Lar eterno, à perfeição, e a uma vida de eterno louvor e adoração ao Seu Nome. Maranata!

Essa foi só uma pequena exegese do texto, dentro das minhas limitações teológicas. Foi só uma intenção de mostrar como o Evangelho é simples. Isso você pode notar em muitos outros textos bíblicos. Afinal, de Gênesis a Apocalipse é o mesmo Deus, Senhor e Criador de todas as coisas que nos fala. E, venhamos e convenhamos: ELE NÃO MUDA.

Soli Deo Gloria.

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Eu já falei fartamente sobre perdão e comunhão aqui no blog em posts passados, mas eu acho que este assunto não se esgota e eu tenho pensado muito a este respeito, pelo seguinte.

As igrejas reformadas da atualidade tem primado por regressar às antigas doutrinas da Graça, ou a doutrina dos Apóstolos, ou ainda a Doutrina do Senhor Jesus, que é aquela expressamente declarada nas Sagradas Escrituras. Por causa disso, vemos claramente que tais igrejas aplicam em sua vivência a disciplina eclesiástica, que é totalmente bíblica e cujos textos principais são os de Mateus 18 e 1 Coríntios 5. Vocês podem conferir e estudar minuciosamente, se desejarem.

Ocorre que enquanto há vida, há esperanças. E graças a Deus por seu Espírito Santo que age na vida do Seu Povo mesmo que tenham sido entregues à Satanás por algum tempo. Por isto me refiro a crentes que são disciplinados, excomungados, mas tendo recebido o arrependimento para a vida, retornam ao seio da Igreja do Senhor.

O que tem me inquietado é o fato da comunhão que tem de ser restabelecida com essas pessoas. Muitas igrejas tem entendido isto na teoria, mas não na prática. O que me causa certa tristeza, pois é sinal de que não compreenderam o verdadeiro sentido de perdão e amor.

Lembro-me fartamente das palavras de Paulo aos gálatas quando mostra que cada um de nós que cremos, viemos de uma vida de pecado, mas agora libertados para Cristo, se antes furtávamos, não furtamos mais, se mentíamos, não mentimos mais… e ao final de tudo isto, ele retorna à comunhão: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Gl 4.32).

É isso que os crentes da atualidade precisam saber. Que a comunhão não existe pela metade. Se houve perdão, houve restabelecimento da comunhão e ela precisa ser executada em amor, cuidando dos membros igualmente, posto que “seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo corpo bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Gl 4.15,16).

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Pessoal… post breve, hoje,  mas tá valendo!

Seguinte: Estava eu fazendo a minha leitura devocional quando me deparei com 1 Coríntios 15.10, que diz: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo”.

Eu já vi muitas pessoas citarem a parte ‘A’ do versículo, isto é: “pela graça de Deus sou o que sou”. Mas e o restante? Poucos ousam dizer como Paulo, que trabalharam muito mais do que todos eles. Vocês sabem quem são ‘eles’? São os apóstolos que Paulo cita nos versículos anteriores. Ele diz que embora tenha sido um ‘nascido fora de tempo’, trabalhou mais do que os ‘nascidos no tempo certo’, digamos assim.

Pensem um pouco no trabalho dos apóstolos. Vou começar com umas dicas e vocês prosseguem na reflexão: (1) quando chamados, não discutiram pra onde iam, se e quando retornariam, simplesmente foram; (2) não tinham lugar fixo, caminhavam propagando o evangelho por todo tempo; (3) obedeciam às ordens do Mestre com esmero e dedicação, sem má vontade…

Poucos, em nossos dias, ousariam mesmo afirmar que tem trabalhado arduamente no serviço do Reino de Deus, até mais do que os apóstolos e Paulo? Ainda tendo a humildade de compreender que isto não é de si mesmo, mas é que, por causa da graça de Deus atuando, ele é o que é?

Pensem nisso, é muito grave, porque precisamos ter essa ousadia, já que estamos na plena luz, recebemos toda revelação de Deus e há uma advertência seriíssima para nós, a saber, “…àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lucas 12.49). Está mais no que na hora de arregaçar as mangas e pôr as mãos no arado.

E você? Tá servindo pela metade, ou já sente as mãos calejadas do arado?!

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