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Archive for agosto \27\UTC 2010

A mãe na família

Olá, pessoas maravilhosas!

Demorei a postar o meu novo post, hein?! Estive bem ocupada com as festividades da minha formatura, mas o bom é que finalmente posso dizer que sou uma pedagoga formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Benção pura!

Hoje vou falar um pouco sobre a ‘rainha do lar’, como comumente costumamos chamar a matriarca, a mãe. Escolhi, à semelhança do post sobre os pais, cinco sub-temas para falar um pouco sobre cada um deles, mas continuo afirmando que o tema não se esgota aqui, há muito mais que poderia ser mencionado a respeito da mãe no lar. Mas vamos lá, às minhas considerações:

1 – Fugindo da missão de mãe

Falar sobre o papel da mulher no lar não é tarefa fácil. Num mundo encharcado de pensamentos humanistas e feministas, seguir os princípios bíblicos parece algo ‘careta’ e ‘fora de moda’… Muitas mulheres cristãs quando não aderem ao novo estilo da modernidade são tidas como retrógadas. Eu mesma posso afirmar, por experiência própria, que, muitas vezes, sou rechaçada por ter pensamentos cristãos quanto a este assunto.

Um dos principais problemas que encontramos está justamente na fuga das mulheres de uma das funções para a qual foi criada: ser mãe.

É interessante notar que Paulo, quando escreve a Timóteo, fala que “…será preservada através da sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1 Timóteo 2.15). Não é sem razão que temos uma missão e ela precisa ser preservada, porém, só obterá bom êxito quando exercida debaixo de fé, amor, santificação e bom senso.

Eu lembrei agora que essas são palavras dirigidas, também, a Timóteo, quando Paulo o aconselha no trabalho de ministro. Em 1 Timóteo 6.11, Paulo diz que Timóteo deverá seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância e a mansidão. Notem o destaque das palavras e compare-as com as palavras direcionadas à mãe.

Timóteo teve uma mãe que permanecia na fé, no amor, na santificação e no bom senso e isso foi de grande valor em sua formação. Ele encontrou na sua mãe exemplo de vida cristã para sua vida e seu ministério. A mãe de Timóteo não fugiu da sua missão de mãe (Ainda que com suas dificuldades no lar, fruto de desobediência, discutido nos comentários do post passado).

Ser uma mãe presente, não delegar a função de mãe para terceiros parece ser um grande desafio para as mulheres que buscam fazer a vontade de Deus. O que quero nesse tópico é que você, que é mulher, comece a avaliar aqui e nos tópicos seguintes se sua postura tem sido de fuga (ou não) da missão pela qual você deve ser preservada, a missão de mãe. Se você foge, certamente é porque você não tem permanecido na fé, no amor, na santificação e no bom senso. Se este é seu caso, é hora de repensar suas atitudes.

E se você é um leitor, que verifique seus conhecimentos da área e contaminem mais mulheres com os princípios da fé cristã para elas.

2 – Zeladora do Lar

Pensei, pensei… até pedi ajuda das pessoas sobre que palavra colocar neste tópico, já que ser ‘zeladora’ não parece algo desejável para as mulheres da modernidade. Mas longe de preconceitos, é essa mesmo uma das funções da mulher dentro do lar: enquanto o marido providencia a manutenção material do lar, a mulher trabalha na organização do lar… é… eu bem que poderia ter colocado como título “coordenadora do lar”, não é mesmo?!

Coordenar o lar significa manter a ordem, delegar funções (no caso daquelas que têm pessoas ao seu dispor para executar algumas tarefas do lar). A mulher descrita em Provérbios 31 (a famosa Mulher Virtuosa) tinha esse papel organizador, vejam os muitos versículos que falam isso: “É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimentos à sua casa e a tarefa às suas servas” (v. 15); “No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate” (v. 21); “Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e púrpura” (v. 22)… Enfim… trabalhar em prol do bem-estar da família é uma tarefa importante a ser executada pela mãe e não deve ser abandonada numa fuga do lar.

É triste observar que muitas mulheres têm deixado seu esposo e filhos à própria mercê, sem dispensar cuidados e provisão para eles e para si mesma. Sim… quando a mulher cuida do seu lar, está cuidando de si, está promovendo paz e tranquilidade para o lar.

3 – Relacionamento com o esposo

Aqui, provavelmente serei levada à forca, hahaha! Não posso falar de um relacionamento sincero, sadio e bíblico sem falar de submissão.

Embora a palavra submissão seja totalmente rejeitada pela sociedade moderna, os dicionários trazem as melhores considerações sobre ela, isto é, sempre conceitos positivos: “obediência, docilidade, humildade…”. Gostei muito da definição que uma amiga me deu no twitter: “estar sob a missão de” (é definição de uma adminstradora de empresas).

Em Efésios 5.22, Paulo nos adverte que “as mulheres sejam submissas ao seu próprio marido como ao Senhor”. Isto é, do mesmo jeito que você segue fielmente a Deus, em submissão, faça com o seu marido, sendo-lhe respeitosa, submissa. Deixe-se estar sob o comando dEle.

Ser submissa não significa ser nula. Não significa ser escrava… por isso que você é auxiliadora idônea (Gênesis 2.18). Ela é ser humano, criada à imagem e semelhança de Deus, mas com função diferente. Sendo o marido a cabeça, seja o corpo. Não dá para ter duas cabeças na família. Deixe ser conduzida para que a paz e a tranqüilidade continuem sendo estabelecidas no lar.

*Uma dúvida: “Qual a atitude da mulher se o marido lhe der uma ordem contrária à palavra de Deus?” Resposta: “Antes, importa obedecer a Deus que aos homens” (Atos 5.29).

4 – Relacionamento com os filhos

Deus, em Sua sabedoria, estabeleceu que a interação entre Mãe&Filhos acontecesse  já na concepção. Muitos estudos médicos da atualidade existem para comprovar esta questão, quando narram, por exemplo, que todos os sentimentos que a mãe sente na gestação são transmitidos para o bebê. Embora saibamos que Deus já havia dito isso quando, por meio do salmista disse: “eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5).

A principal área do relacionamento da mãe com seus filhos está na afetividade e, pasmem, esse fator tem sido bastante negligente nas mães modernas, já que estas não mais se preocupam em conversar com seus filhos para compreender suas lutas e anseios e, então aconselhá-los da melhor forma, maternalmente.

Há muitos conselhos práticos para a mãe no trato com seus filhos, mas um que gostaria de destacar aqui é a importância de ser uma mãe de oração. Orar pela salvação dos filhos, pela vida escolar dos filhos, pelas decisões que eles precisam tomar quando estão longe dela… a oração deve ser constante. Não é sem razão que temos o mandamento “orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5.17).

5 – Comunicação

“…Não deixes a instrução de sua mãe” (Provérbios 1.8b). Tendo esta recomendação na Bíblia, fica claro que a mãe zelosa cuida em ter uma boa comunicação no lar e de que suas palavras sejam pautadas em conselhos sábios.

Só se dá bons conselhos quando se é cheio da Palavra (cheio do Espírito Santo de Deus) e isto ocorre por meio da leitura e estudo da Bíblia. Neste sentido, a mulher ideal do lar cuida em crescer no conhecimento da palavra de Deus para ter consistência no ensino, na exortação, na comunicação não só com os filhos, mas com os demais membros da família.

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Penso que ser uma mulher reta também é uma tarefa muito difícil, mas o que nos alegra sobremaneira é saber que “enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Provérbios 31.30).

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O pai na família

Olá, pessoal! Hoje eu vou falar para vocês o meu segundo post sobre a família. Meu foco está no ‘homem da casa’, o pai. E, para melhor clareza das minhas idéias, elaborei alguns tópicos que considero importantes na atuação do pai na família. Claro que há outros itens importantes, mas eu teria de escrever um livro para isso, o que não é possível agora, rsrsrs. Mas essa introdução já serve, acredito, para que os leitores pensem a respeito de suas práticas e as mulheres aprendam mais sobre aqueles a quem devem submissão. Bom, deixemos de ‘enrolação’ e vamos às filosofias de Anninha:

1. Autoridade x Autoritarismo

No mundo de hoje, dominado pelos pensamentos humanistas, temos visto um forte combate à autoridade do homem no lar. Mas, na verdade, esses pensamentos estão com o foco distorcido. Ao invés de combaterem o autoritarismo, estão empenhados em erradicar a autoridade.

Autoritarismo não é correto. É abuso de autoridade. É querer ser superior ao outro, sem considerar suas limitações, sua humanidade, sua capacidade de reflexão. Por outro lado, autoridade é comandar, coordenar, determinar.

Por exemplo… logo ao criar os seres humanos, a primeira coisa que Deus nos deu foi “autoridade”. Autoridade para governar a criação: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28).

Se você ainda não sabe, a sociedade é o resultado da família e, se na sociedade há hierarquias, é porque na família também existe. E esse princípio (hierárquico) foi dado por Deus. Ao homem cabe a tarefa de governar, de ser a autoridade máxima. Repito: autoridade e não autoritarismo!

2. Provedor do Lar

Este segundo tópico tem sido destruído no mundo da pós-modernidade, até mesmo sem que percebamos. O mercado tem investido bastante na mão-de-obra feminina por custar mais barato no bolso das empresas. Assim, muitos homens têm perdido a oportunidade de prover as necessidades do lar, a ponto de serem obrigados até, a cuidar das tarefas domésticas enquanto suas esposas cuidam de manter a casa, com o emprego.

Não é este o padrão de Deus para a família. O salmo 128 (salmo da família, como eu costumo chamar) diz no versículo 2, ao pai: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem”. É necessário que o homem seja o provedor do lar, que não abdique desta tarefa ímpar que o Senhor deu. Isso implica, inclusive, ter sensibilidade para verificar quais as necessidades de seus familiares e, a partir de suas posses, saciá-las.

Se por forças circunstanciais muitos lares estão aquém do padrão estabelecido por Deus, é hora de colocar joelho em terra para que Deus providencie trabalho ao pai, a fim de que ele possa sustentar o seu lar e honrar com a tarefa que lhe foi dada. Tenho certeza, ou melhor, tenho fé para crer que Deus dará, porque Ele honra aos que amam e obedecem Sua Lei e, também porque Ele nos deixou a promessa de que “…se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele nos ouve” (1 Jo 5.14). É da vontade de Deus que o pai seja o provedor do lar, significa que o homem estará vivendo a vida comum do lar (1 Pedro 3.7). Confie na promessa. (Apenas lembro aos nobres leitores que o tempo de Deus não é o nosso. Às vezes o relógio de Deus parece atrasar, mas Ele faz tudo num tempo perfeito. Resta-nos perseverar em oração).

3. Relacionamento com a esposa

A nossa sociedade costuma criticar severamente a postura do casamento como uma renúncia, mas na verdade, todos que se casam sabem que o casamento implica muitas renúncias. É uma pena que, na maioria das vezes, entendam a renúncia mais por parte da mulher que do homem, quando na verdade, há renúncia de ambos. E renúncias igualmente dolorosas, considerando a estrutura emocional de cada um. O fato de Jesus vir ao mundo implicou uma grande renúncia. Em Filipenses 2.5-11 está escrito que Ele se esvaziou da sua glória, assumindo a condição de servo, vindo ao mundo por pecadores miseráveis como nós o somos. Creio que é sobre renúncias assim que Paulo se referiu ao dizer que o marido deve amar a esposa a ponto, inclusive, de se entregar por ela: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25).

Eu fico me perguntando se há possibilidade do marido amar a esposa como ordena a Escritura e ser, ao mesmo tempo, autoritário?! Acho que isso é meio impossível, porque a partir do momento que você ama de forma sacrificial, então você considera o outro superior a si mesmo (Filipenses 2.3). Por outro lado, se você me diz que ama a sua esposa com este amor sacrificial, mas demonstra toda uma postura autoritária, tirana… hum, bem… acho que fica difícil acreditar em você.

4. Relacionamento com os filhos

Ah! Os filhos! Os filhos são herança do Senhor, como diz o salmo 127. O homem que cuida do seu lar instrui os seus filhos no temor do Senhor, tendo, antes, a Lei de Deus gravada em seus corações (Deuteronômio 6.6).

É interessante notar que Deus se preocupa tanto que o pai instrua a família, que nos deixou vários exemplos catastróficos de pais que não cumpriram esta missão. Cito aqui o caso do profeta Eli que, por falta de instruir seus filhos, recebeu dura repreensão do Senhor e ainda justo juízo (1 Samuel 3).

Ainda destaco que em Efésios 6.4 há uma ordem destinada aos pais. A palavra ‘pais’ é explicada pela maioria dos comentadores como se referindo ao pai no plural e não ao pai e mãe. Neste caso, há uma tendência de que o pai provoque os filhos à ira, ao que o apóstolo adverte que não façam isso, antes, criem-nos na disciplina e na admoestação do Senhor.

Este mandamento está fortemente enraizado ao princípio da coerência. Muitos pais costumam impor suas exigências por meio da fala e derrubam toda sua autoridade para com seus filhos por meio da ação. Em educação e relacionamento de filhos fala e ação devem estar intimamente ligados, sendo que, esta sempre fala mais alto que aquela.

Assim sendo, a sugestão é que os pais atentem para as suas próprias falas e atitudes e reflitam sobre qual ensinamento que elas trazem sobre seus filhos, para que não lamentem depois os resultados desastrosos como fez o sacerdote Eli.

5. Uma postura dialogal

A Bíblia fala muito a respeito de como é importante recebermos conselhos e instrução e isso só acontece quando acompanhado do diálogo. Assim sendo, é importante que o pai apresente uma postura dialogal com sua esposa e seus filhos.

Deuteronômio 6, quando fala que o pai deve instruir o filho, fala de momentos oportunos de conversa entre pai e filhos (ao deitar, ao levantar, andando pelo caminho…). Isto tem sido bastante negligenciado nos dias atuais, mas por isso não deve ser deixado pra lá. É bom que o pai persista nessa tarefa e crie vínculos sólidos de conversa, de diálogo, afinal, um dos muitos textos que envolve diálogo diz: “dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência” (Provérbios 9.9).

E quanto à esposa, Pedro (1 Pedro 3.7) diz aos maridos que tenham “consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil”. Acredito que, se ele compreende a estrutura da sua esposa, certamente estará aberto a instruí-la, a conversar e compartilhar com ela, com palavras sábias e edificantes, sempre seguindo o conselho da Palavra de Deus.

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Penso que ser um homem reto é uma tarefa muito difícil. Mas não é impossível, ainda mais, quando temos a consciência de que aquele “que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João 2.17b). Que Ele capacite cada homem, cada chefe de família a ser um homem segundo o coração de Deus

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