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Archive for the ‘Doutrina’ Category

Semana passada tive uma crise de dor de cabeça forte. Fui parar no hospital duas noites seguidas para tomar injeção na veia (e mesmo assim só veio passar 3 dias depois)! Numa dessas idas, uma senhora sentou-se ao meu lado e dominou a sala de repouso com sua narrativa de vida. Contou-nos que sua irmã falecera em março/2016 e seu marido em outubro/2016. Comentava sobre como foi difícil para ela perder pessoas que muito amava em um curto espaço de tempo. Então, sorrindo, narrou um fato sobre sua irmã e outro sobre seu marido.

(mais…)

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Momento Anninha Barros famosinha, rsrsrsrs!
Espero que gostem e sejam edificados.

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E a petição desta semana foi:

Amiga, recebi uma proposta de trabalho de 40h semanais, mas tenho bebê de 04 meses e meu marido recebeu proposta para ir pra Bahia. [Pausa para elencar prós e contras pessoais] Como proceder?

Querida, você sabe que em tudo que eu penso procuro ter uma fundamentação na Palavra de Deus. Creio que o nosso fim principal é glorificar a Deus e desfrutá-lO para sempre. A única forma de agradar a Deus é fazendo a Sua vontade, que está expressamente clara na Bíblia. Não tem como ser feliz fazendo contrário ao que Deus determinou. E tem… mas é uma felicidade passageira, por um momento só, até que o nosso coração peça satisfação em outra coisa, e mais outra… ele nunca se satisfaz, porque busca satisfação em coisas, e não em Deus.

Posto isso, eu lembrei um versículo que poderia te responder logo de cara a minha perspectiva do assunto: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso.” (1 Timóteo 2.15). Sua primeira função é ser mãe. O seu bebê só deve ir para escola aos 04 (quatro) anos de idade. Você pode se assustar com esta perspectiva, mas é nessa idade que ele estará realmente preparado para enfrentar novos horizontes, longe da mamãe. Até lá você estará bastante ocupada com cuidar do marido, cuidar da casa, cuidar do filhote em todos os aspectos (alimentando, higienizando, ensinando noções básicas – cores, pesos, medidas… -, instruindo no temor do Senhor…). Pelo lado da satisfação e do uso do tempo, garanto que não se sentirá entediada em momento algum.

Quero ressaltar que isso não significa que você não possa trabalhar em algum momento. A mulher de provérbios 31 trabalhava e isso é maravilhoso também, mas não é a prioridade. Ainda é importante lembrar que todo salário que a mulher obter deve ser anotado na coluna de ‘renda extra para o lar’, nunca como ‘base’. Pois o suprimento da base deve vir do marido.

Seria muito bom se você pudesse expor isso para a empresa que você recebeu a proposta de trabalho de jornada 40h, e quem sabe trabalhar pelo menos 20h. Sei que não é o ideal colocar o bebê em hotelzinho/escola/babá ou o que for, mas se você realmente precisa e se eles aceitassem, esta seria uma saída. Mas se a condição só for essa de 40h, minha posição é contudente: não vá.

Quanto ao seu esposo, a ideia da Bahia ou qualquer outro emprego é muito boa. Mas vocês precisam considerar algumas coisas importantes: (1) Ele agora tem uma família para sustentar, então não pode pisar no escuro, ele precisa ter uma proposta bem concreta para deixar o emprego atual; (2) O marido é o provedor do lar e seu dever de esposa é acompanhá-lo aonde ele for. Se ele precisar mudar de estado, nada de ficar indo e vindo. Você tem que ir junto. Você não deve criar seu filho sozinha, até porque ele também não pode estar sem a presença do pai constantemente na vida dele.

Acho que tudo que eu falei te deu uma noção de como agir. Eu queria apenas reforçar um item que me sinto na obrigação de falar por formação pessoal minha. Uma criança para estar bem capacitada para o mundo precisa de três pilares firmes: (1) família; (2) igreja; (3) escola. Necessariamente nessa ordem. Então eu faço um pequeno ‘apelo’ para que você em momento algum se esqueça da Igreja. Procure uma igreja para congregar (em família) aí em sua cidade e esteja lá todos os domingos, para instruir seu filho no temor do Senhor, para não ter de amargar a ausência disso lá na frente.

Por fim, estes são os conselhos que eu poderia dar pra você. Fiz de coração pelo grande amor que tenho por você. Mas reforço que, qualquer que seja a decisão de vocês, eu estarei sempre aqui para acudi-los, pelo mesmo amor.

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AZEVÊDO, Anna Maria Barros de.²

 

Conhecer a Deus é dever de todo homem. Conhecer a obra de Deus pelo seu povo também é essencial para que Lhe demos a glória devida ao Seu nome. Neste trabalho, nos propomos a refletir sobre a Justiça de Cristo, que é parte integrante da salvação que nos é dada, nEle.

A carta aos Romanos trata muito enfaticamente sobre as doutrinas soteriológicas. Paulo, mui sabiamente, começa sua carta expondo características dos homens que nem sempre é bem compreendida por nós. Isto porque frequentemente nos achamos melhores que os que não buscam a Cristo. O mesmo se dava com o povo da época do apóstolo.

Por isso que ele começa no capítulo 1 de Romanos, mostrando que os gentios não vivem de conformidade com a salvação. Vivem na dureza dos seus corações, preferem os prazeres transitórios da carne, agem como se não tivesse um Deus a quem prestarão contas dos seus atos. Distorcem a verdade de Deus, cometendo torpeza e vivendo na obscuridade dos seus próprios pensamentos. Não verão a Deus se permanecerem nesta condição pecaminosa.

Igualmente os judeus. Embora vivessem repetindo as Leis do Senhor, não passavam de hipócritas, pois enquanto viam os pecados cometidos pelos gentios, não se analisavam para enxergar os seus próprios pecados e voltarem-se para Deus. Julgavam que, sendo judeus, descendentes segundo a carne, estavam isentos de pecar. Esqueciam que para serem filhos de Deus, deveriam ser descendentes segundo o espírito.

O que se conclui está em Romanos 3. Isto é, todos (gentios e judeus) pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3.23). Todos estão debaixo da ira condenatória de Deus. Não há um só na raça humana que esteja fora do contexto de precisar ser alcançado pela graça de Deus. E mais, não há nada que possam fazer, independente de quem sejam, senão esperar confiantemente pela justiça de Cristo, pois as suas próprias são como trapo da imundícia (Isaías 64.6).

Agora, cientes de quão pecadores somos, temos clareza que o nosso estado pecaminoso consiste em grave ofensa contra Deus. Ainda que nosso pecado seja contra o nosso próximo, ele é cometido primeiramente contra o nosso Deus, que é santíssimo e exige de nós perfeição. Tanto que, quando pecamos e percebemos nossa culpa, reconhecemos como Davi que Ele terá totalmente justo no falar e puro no julgar (Cf. Salmo 51.4). Isto é, a nossa percepção do pecado nos torna conscientes do justo juízo de Deus sobre nós, se nos mandasse ao inferno e da sua grande misericórdia e graça quando nos salva aos céus.

Mas não só temos noção da ofensa que cometemos contra Deus. Entender o pecado e seus efeitos nos dá clara percepção de nossa separação de Deus. Sim, porque Deus não se relaciona com pecadores não redimidos. Cada vez que pecamos, nos afastamos dEle. A não ser que confessemos os nossos pecados (imediantamente) e sejamos restabelecidos em nossa comunhão com Ele, teremos duro sofrimento em estarmos distantes da Sua presença.

É certo: se não tivermos verdadeira compreensão da podridão do nosso pecado, jamais compreenderemos a grandeza da nossa tão maravilhosa salvação, por meio da justificação em Cristo.

Mas então, sendo justificados em Cristo, que características podemos aprender em Sua justiça? Aqui veremos sete lições, que podem ser compreendidas na leitura de Romanos 3.21-31 e em Romanos 5.1, que marcamos em negrito e especificamos logo após:

Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei. (Romanos 3.21-31)

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. (Romanos 5.1)

  1. Justiça sem lei – Nesta característica, vemos claramente que não há nada que possamos fazer para que obtenhamos a nossa justificação em Cristo. Não é por meio do cumprimento da Lei que somos salvos, pelo contrário, somos salvos para o cumprimento desta Lei, em Cristo, como vemos em Efésios 2.10.
  2. Justiça mediante a fé – Isto é, por meio da fé podemos crer que fomos justificados por Deus. Não há esforços em nós mesmos, mas há a obra do Espírito Santo nos dando confiança na pessoa de Cristo para nos conduzir ao lar celeste, porque somente Ele é o Caminho, a Verdade, e a Vida.
  3. Justiça para todos os que creem – Aqui nós temos duas características gloriosas da justificação pela fé, somente. A primeira é que ela alcança todo e qualquer tipo de pessoa. Jesus mesmo alcançou fariseus, publicanos, coxos, cegos, prostitutas… Neste sentido, a justiça de Cristo é inclusiva. Mas ela também é exclusiva, isto é, alcança de todos os povos, raças e nações, apenas os que creem em Cristo.
  4. Justiça gratuita – Isto é, não há absolutamente nada que possamos fazer para recebermos a justificação em Cristo. Ela não é condicional, ela não depende que nada que façamos ou deixemos de fazer. Ela é gratuita. Mas atenção: ela é gratuita para nós, seres humanos. Mas para Cristo ela custou o alto preço do seu sangue, na cruz do Calvário.
  5. Justiça libertadora – Embora não vivamos mais numa sociedade marcada pela escravidão, podemos compreender que a nossa justificação em Cristo tem o mesmo conceito da redenção dos escravos em tempos não muito distantes. Cristo nos comprou com seu sangue e por meio dessa compra, fomos libertados do aguilhão do pecado. Porém, vale ressaltar, que embora libertos do pecado, somos agora escravos de Cristo, estamos debaixo do seu senhorio. Porém, há alegria em estar debaixo da sua proteção e livres do castigo eterno.
  6. Justiça apaziguadora – Romanos 5.1 nos mostra claramente que por meio da justificação em Cristo nós temos paz com Deus. À semelhança de Tiago (capítulo 1) que nos ensina a termos alegria durante a provação (e não pela provação), este versículo de Romanos nos ensina a termos paz com Deus mesmo em meio às tribulações. Esta paz é garantida àqueles que são justificados em Cristo e creem em Sua obra, pela fé.
  7. Justiça que honra ao Senhor – Não há como compreender a gloriosa obra de Cristo em nos justificar e ficarmos inertes. Nosso coração jubila e exulta em honrá-Lo como sendo nosso Senhor, nosso Mestre, nosso Justo e Justificador. É quando tão enfaticamente bradamos em alta voz, como os reformadores: Solus Christus.

Como resultado de refletir sobre a justiça de Cristo, tonamo-nos humildes diante da obra de Cristo a nosso favor. Reconhecemos que nada fizemos de nós mesmos, e quão agraciados fomos, quando merecíamos a condenação eterna. Somos solidários ao nosso próximo no sentido de apresentarmos o nosso Senhor e Mestre através da pregação do Evangelho, e compreendemos que não há distinções, que todos somos carentes da graça de Deus sobre nós; que, à parte da graça, todos correríamos céleres ao inferno. Nosso Deus torna-se, em nós, o único digno de toda glória, honra, louvor e adoração. Todos os dias da nossa vida tornam-se poucos para expressarmos a nossa gratidão a Ele por sua justiça imputada a nós, quando sequer merecíamos o Seu olhar e a nossa esperança é de que Ele venha sem demora para, vestidos da justiça de Cristo, entrarmos nas Bodas do Cordeiro.

“Conforme diz Cristo, um dia haverá um grandioso banquete de casamento. E, todos quantos participarem do mesmo terão de vestir belas roupagens brancas, próprias para a ocasião – um símbolo da justiça de Cristo. Na parábola relatada no livro de Mateus, aparece um homem que não dispunha dessa veste nupcial. Então chegou o rei, a fim de dar uma olhada nos convidados. Seus olhos fixaram-se sobre o indivíduo que não trazia veste nupcial; e o Soberano indagou dele: ‘Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?’ Ah, mas é que aquele homem supunha estar usando seus melhores trajes domingueiros – todos os seus feitos na Escola Dominical, o seu caráter, a sua moralidade, o seu dinheiro doado para fins de caridade, a sua observância dos mandamentos e a sua vida diária em consonância com a Regra Áurea – ele pensara que era a pessoa mais bem vestida do salão! Mas foi então que acenderam as lâmpadas e ele percebeu qual era o seu verdadeiro estado – imundícia da cabeça aos pés! E foi dada uma ordem atinente ao homem, que estava mudo: ‘Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes’ Sim, no que você está se agarrando? No que você está confiando? Na sua própria justiça ou na justiça de Cristo? Nos seus próprios méritos, ou nos méritos dEle? Somos justificados gratuitamente, pela Sua graça, através da redenção que há em Cristo Jesus.” (KENNEDY, James. Verdades que transformam. Ed. FIEL)

[1] Síntese de aula apresentado como requisito parcial da disciplina Justificação pela Fé, ministrada pelo Prof. Edson Rosendo de Azevêdo.; [2] Mestranda em Teologia pelo Seminário Internacional de Miami – MINTS.

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A Santidade de Deus¹

AZEVÊDO, Anna Maria Barros de².

Frequentemente, ao conhecermos pessoas, temos a curiosidade de compreendermos quem ela é. Seus defeitos e suas virtudes. Embora vivamos num mundo em que o ter parece ser mais importante que o ser, aqui e ali, ainda se vê pessoas interessadas em conhecer o ser de cada um. Vale ressaltar, que quando nos alegramos com as virtudes de alguém, nos aproximamos mais, porque a companhia nos faz bem.

Deus também possui suas virtudes, que chamamos ‘os atributos de Deus’ e que a teologia chama de ‘teontologia’. O detalhe extraordinário é que, diferentemente dos seres humanos, o nosso Deus é um ser que possui apenas virtudes. Não há nada em seu ser que pudesse nos causar afastamento. Aliás, o que afasta os homens dEle é tão somente o que eles são diante do que Ele é. E o atributo que mais aponta para essa diferenciação entre criaturas com seu Criador é a santidade.

A santidade de Deus significa no sentido real da palavra: separado, retirado do uso comum. Deus é tão perfeito em seu ser, que tudo que não for compatível com sua perfeição, servirá como afastamento. Na Bíblia, a santidade de Deus tem vários aspectos que trataremos logo mais.

Nos relatos da Palavra de Deus, temos inúmeros exemplos de homens que viveram em santidade e foram abençoados por Deus. Mas temos outros que não buscaram uma vida de santidade e foram severamente punidos por Aquele que é perfeitamente santo em seu ser.

Destacamos Uzá (1 Crônicas 13.5-14; 15.2, 13-15), onde mesmo que a intenção do coração seja a de agradar a Deus, se não fazemos conforme a ordenança que temos dEle, ferimos a Sua santidade. Em Isaías 6 vemos o exemplo do profeta que se curva á Majestade de seu Senhor. Ele reconhece a sua pequenez diante de Deus e revela a sua miserabilidade.

Um exemplo que muito chama atenção é o caso de Manassés (Números 20.1-13; 27.12-14), pois este, aos olhos humanos, praticou as maiores atrocidades (até mesmo a ponto de queimar seus filhos aos deuses estranhos). Humanamente falando, merecia o castigo eterno, o lago de fogo e enxofre… mas recebe o perdão genuíno de Deus, sendo contado entre os eleitos. Que graça, que maravilhosa graça!!

É sabido que o Antigo Testamento revela muita coisa sobre Deus a partir de exemplos práticos. Assim sendo, destacamos quatro situações em que podemos ver a Santidade de Deus sendo revelada ao seu povo:

  1. Na semana da criação (sábado)

Dos sete dias narrados na semana da criação, o último (o sétimo) foi escolhido por Deus para exemplificar a sua Santidade de modo especial. Isso porque Ele separou este dia para descansar. Toda sua obra se deu em seis dias, mas no sétimo Ele descansou e ordenou na sua lei que assim os homens também fizessem. Isto é, que se lembrassem de guardar o dia de sábado e o santificar. Este dia é diferente de todos os outros, porque é separado para adoração solene a Deus. Este dia revela que assim como Ele é santo, devemos, nós, ser santos.

  1. Na tenda da congregação, pelo Santo dos Santos (habitação de Deus)

A construção da tenda, em Israel, tinha significações muito importantes a ser ensinadas ao povo. A santidade de Deus era revelada no Santo dos Santos. É registrado que ali só poderia entrar o sumo sacerdote, e este de modo solene, comparecia diante de Deus para a purificação de seus pecados e os do povo. Tanta santidade era envolvida, que os sacerdotes entravam com uma corda amarrada em si, para o caso de demorar a sair, o povo puxá-lo para fora. De modo nenhum alguém que não fosse revestido da autoridade e santidade do sumo sacerdote poderia entrar no Santo dos Santos, pois ali habitava o máximo da santidade de Deus.

  1. Na consagração da liderança eclesiástica (Ex.: Arão e seus filhos)

Deus tinha (e tem) um cuidado especial na escolha daqueles que deveriam conduzir o seu povo. No Antigo Testamento, apenas aqueles que fossem descendentes de Levi poderiam fazer esta função. Por isso vemos tanta seriedade na ‘ordenação’ de Arão e seus filhos, porque isto representava a santidade de Deus que deveria ser refletida na vida desses líderes, para que o povo não só imitasse, como temessem estes homens como sendo enviados de Deus para eles.

  1. No povo escolhido (nação santa – Êxodo 19.4-6)

É evidente na Bíblia que no Antigo testamento o compromisso de Deus era apenas com o povo de Israel. Caso alguém fosse impelido pelo Espírito Santo a seguir a Cristo, deveria fazer parte da nação israelita, porque Deus não se revelava salvadoramente às outras nações (salvo casos específicos como de Nínive). A escolha de Israel, por Deus, era manifestação da sua Santidade, visto que Ele separa uma nação para derramar sua graça salvadora. Nação esta que, como seu Deus era, deveria crescer em santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Mas a santidade de Deus não foi manifesta apenas nessas situações representativas do Antigo Testamento. Podemos vê-la, também, sendo manifesta:

  1. Nas suas obras (Salmo 145.7)

Isto é, porque Deus é santo, todas as suas obras foram revestidas de santidade, de perfeição. É por este entendimento que se verifica a necessidade que o homem caído, mas redimido por Cristo, busque uma vida de santidade, isto é, que cresça em retornar ao seu estado original de santidade, perfeição de Deus em nós.

  1. Nas suas leis (Romanos 7.12; Salmo 19.8,9)

Salmo 19 diz que a Lei do Senhor é perfeita e restaura a alma. A perfeição da lei existe porque ela foi determinada por Deus e Ele é santíssimo. Não há brechas na lei de Deus para o erro. Na lei dos homens podemos ver muitas interpretações que até proporcionam privilégios para os culpados, mas na Lei de Deus, ou é, ou não é, porque Deus é santo e sua santidade se revela na perfeição da Sua lei, de modo que ela, em momento algum, inocenta o culpado.

  1. Na redenção (Salmo 22.1,3)

Por causa da perfeição e santidade de Deus, pudemos ser redimidos. Nenhum outro homem cumpriu e nem cumpriria tão perfeitamente a Lei que pudesse redimir a si e ao povo. Apenas Cristo cumpriu cabalmente esta tarefa e por Ele, somos redimidos. Sobre este acontecimento, Pink³ diz:

Quão odioso para Deus há de ser o pecado, a ponto de castigá-lo até ao limite extremo do seu merecimento, quando o imputou ao Seu Filho! Nem todos os casos do juízo já derramados ou por derramar sobre o mundo ímpio, nem a chama ardente da consciência do pecador, nem a sentença irrevogável pronunciada contra os demônios rebeldes, nem o gemido das criaturas condenadas demonstram o ódio de Deus ao pecado, como o demonstra a ira de Deus derramada sobre o Seu Filho.

E por esta consciência que nos é dada, que Pink reitera: “quando mais tomados de temor ficarmos por Sua inefável santidade, mais aceitável será nosso acesso a Ele”.

A santidade de Deus pode ser compreendida:

  1. Majestosa

É incomunicável. Reflete quem somos e quem Ele é. É este aspecto da santidade de Deus que causa no homem o senso de pequenez, de que não é nada diante da Majestade de Deus.

  1. Moral

É comunicável. Reflete aquilo que devemos nos tornar diante de Deus e do nosso próximo. Refere-se à nossa separação do mal moral, de tudo aquilo que caracteriza o pecado em nós, pela Sua Lei.

Nesta compreensão da santidade de Deus, podemos ver que por ela, é notório:

  1. O juramento de Deus (Salmo 89.34-36; Amós 4.2)

Enquanto os homens, agindo corretamente ou não, sempre juram em nome de algo ou alguém, Deus jura pela Sua santidade, por quem Ele é. Porque Ele é santo, podemos confiar em Sua Palavra, que não tarda e nem falha.

  1. Os demais atributos de Deus

A santidade adjetiva todos os outros atributos de Deus. O amor de Deus é santo. A justiça de Deus é santa. A misericórdia de Deus é santa. A ira de Deus é santa…

  1. O juízo de Deus

O juízo de Deus reflete o seu caráter santo. Ele não inocenta o culpado. Os que são justificados por Deus, tem a sua culpa imputada a Cristo. De modo nenhum a culpa fica sem castigo, ainda que seja lançada sobre o Justo de Deus.

Sendo os homens justificados por Deus, agora precisam buscar uma vida de santidade diante dEle. Mas sabemos que uns são ‘mais santos’ que outros. Este nível de santidade nos homens varia de acordo com o cumprimento da Lei, isto é, quanto maior for a vida de obediência, maior o nível de santidade.

No que se refere à Deus, isto não é possível de ser verificado. Deus não tem um momento mais ou menos santo. Deus é sempre santo. 100% santo, não tendo nenhuma variação em seu ser.

Por tudo isso… por reconhecermos a imensa perfeição de Deus sendo refletida em Sua santidade, somos impelidos a refletirmos a Sua beleza em nossas vidas.

Refletí-Lo na evangelização – Porque Deus é santo e porque Cristo pagou os meus pecados, as boas novas precisam ser anunciadas a toda alma. Não há como receber tão grande salvação e manter os lábios cerrados. Seria falta de amor não alertar as demais almas perdidas a correrem para Cristo.

Refletí-Lo na adoração – Porque Deus é santo, a nossa maneira de viver e de prestar culto deve ser conforme à Sua natureza em nós.

Refletí-Lo em nossa humildade – Quando compreendemos a extensão da santidade de Deus, reconhecemos a nossa pequenez diante dEle, sendo instigados a nos humilharmos perante Ele. O Pr. Santana Dória, em sua explanação sobre teontologia destaca que:

Porque temos perdido a noção da santidade de Deus, também perdemos a humildade. É por isso que há tantas pesssoas presunçosas e cheias de si no meio do povo chamado ‘crente’: elas não sabem quão pequenas e imundas são porque não sabem o quão santo é o Deus em quem professam crer.

Que Ele nos mova a buscarmos sempre conhecê-lo para que, conhecendo quem Ele é e quem nós somos, vivamos cada vez mais aquilo que Ele requer de nós.

 

Santo, santo, santo Santo És Tu, Senhor Santo, santo, santo Santo És Tu, Senhor Terra e céu criaste Para o teu louvor Santo, santo, santo Santo És Tu, Senhor

[1] Síntese de aula apresentado como requisito parcial da disciplina Teontologia, ministrada pelo Prof. Edson Rosendo de Azevêdo. [2] Doutoranda em Teologia pelo Seminário Internacional de Miami – MINTS. [3] PINK, A. W. Os atributos de Deus. Ed. PES.

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Hoje recebi esta petição:

Bom dia Anninha!! Espero que vc e todos estejam bem. Escrevo, pois gostaria que me dissesse como proceder com o devocional e meditação na Palavra de Deus. Pergunto, pois quero aprender a forma correta. Tomara que possa me ajudar. Beijos!

Sugestões:

Aqui estamos todos bem, graças a nosso bondoso Deus. Aqui e acolá uma adversidade, mas como diz um belo hino cristão “na fornalha mais ardente, Deus aperfeiçoa o crente”.

A prática devocional e meditação da Palavra de Deus são bastante salutares para a vida cristã individual, mas são duas práticas bastante negligenciadas pela maioria dos cristãos. Fico feliz em ver seu interesse em crescer nesta tarefa, é o que Pedro chamaria de confirmar a vocação e eleição (2 Pedro 1.10).

No devocional diário, creio ser importante que se estude a Bíblia na ordem que temos em nossas mãos, pois entendo que a disposição dos livros sagrados não foi algo ‘aleatório’. Se os professores terrenos se preocupam na ordem sistemática dos assuntos que são ministrados em sala de aula, muito mais Deus, exerce perfeição na disposição do ensino da Sua Palavra.

Portanto, meu primeiro conselho é: leia a bíblia sistematicamente, seguindo alguma sistematização (calendário) de leitura. Estou enviando uma Leitura Biblica Anual como sugestão. Ela é dividida em leitura pela manhã e pela noite, mas você pode escolher ler em apenas um momento do dia, se for de seu agrado. Embora seja de janeiro a dezembro, se você começar Janeiro em Abril, não tem problema, em Abril do ano que vem, terá lido a Bíblia em um ano.

Algum dia, um amigo me ensinou a cada ano de leitura bíblia destacar algo… Por exemplo, ‘esse ano vou ler a Bíblia procurando os atributos de Deus; no outro já leio procurando conselhos de Deus de como agir com o próximo…’. Pode ser bom, mas de repente pode limitar a nossa mente de enxergar outras riquezas que sejam essenciais à leitura.

Biblia_estudoQuanto à meditação, é uma prática maravilhosa e edificante. Meditar é quando pegamos aquilo que lemos e passamos a refletir sobre isto em nossa vida, fazendo uma autoanálise de como temos procedido frente ao que temos aprendido, quando procuramos identificar a obra de Jesus Cristo na leitura feita, e assim vai…

Nessa tarefa, uma sugestão que considero boa é que, na leitura diária sistemática (pelo calendário de leitura bíblia anual) você destaque alguns versículos e passe o dia refletindo neles. Se possível, compre um caderno, anote estes versículos no topo da página e, em seguida, escreva o que você concluiu de sua meditação sobre eles. Quem sabe você se anime até a estabelecer metas de mudança de atitudes ou de ajuda ao próximo, a partir da sua reflexão.

Por fim, lembre-se do Salmo 119.97: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!”. Então meu desejo é que neste novo desafio de vida, sua santidade seja mais evidente, a lei de Deus seja o seu prazer, e o nome de Cristo seja glorificado acima de tudo.

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Naquela fase que pra onde eu vou, levo um papelzinho com tudo anotado do que tenho que fazer… escrever aqui no blog é uma delas… mas quem disse que o tempo deixa?! Mas hoje, mesmo lutando porque uma parte de mim é sono e a outra, também, vamos sentar e refletir um pouco, até porque, a mente precisa filosofar de vez em quando.

A coisa é simples… eu estava lendo Gênesis esses dias, e fiquei pensando nesses dois versos:

E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2.16,17)

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. (Gênesis 3.6)

Bem, o que eu fiquei pensando ao ler estes dois versículos foi sobre as partes em negrito. O SENHOR deu uma ordem, mas Eva achou que a tal árvore proibida era mesmo boa, agradável e desejável.

É assim mesmo que vemos o pecado quando estamos distantes de Deus. Achamos que ele é bom, agradável e desejável. E pior, achamos que Deus está exagerando na seriedade e que um pecadinho de nada, não faz mal a ninguém.

Bem, eu não vou me demorar muito por aqui. Lembram que eu disse que vale filosofar de vez em quando? Meu objetivo é que você reflita nas palavras de Deus e nas atitudes de Eva. E indo mais um pouco, ponha sua vida em xeque, e veja se tem agido como milhares de Eva’s e Adão’s ou se tem buscado uma vida que agrade a Deus. Como dizem os internautas: #ficadica

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