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Archive for junho \27\UTC 2011

Olá, Pessoal, como vão? Espero que bem, segundo a soberania e providência do nosso grande Deus.

Entre os dias 22 e 26 de junho estive na 9ª Conferência Fiel Jovens. Foi, sem dúvidas, um momento de intenso refrigério para minha alma, além de manutenção da comunhão com meus irmãos na fé que estão espalhados pelo Brasil.

Como é de costume, relatarei um pouco daquilo que aprendemos ali. Claro que não é possível contar tudo, até porque, a intenção é que você (leitor) entenda que pode aprender MUITO MAIS, estando lá no próximo congresso, rsrsrs.

O tema proposto foi “O que é o Evangelho?”. Os preletores foram: Pr. Greg Gilbert, Pr. Heber Campos Junior, Profº Adauto Lourenço, Pr. Sillas Campos e Profª Wanger Campos. Esta última ministrando uma palestra às jovens do congresso (o que aprendemos, é segredo feminino, rsrsrs, deixo para que outras relatem).

O Pr. Greg Gilbert abordou o Evangelho a partir do livro de Romanos. Sua explanação mostrou que a suma do evangelho implica quatro importantes itens: (1) Somos culpados; (2) Nos rebelamos contra Deus; (3) Jesus é a nossa solução; e, (4) Somos justificados por Deus por meio da fé. Estes quatro pontos nos mostram de modo transparente que o Evangelho apresenta um Deus que agiu em nosso lugar, de modo gracioso, sem que merecêssemos e sem que fizéssemos por isto, afinal, estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Mortos não agem!

Dessa maneira, para entender o plano da salvação (essência do Evangelho), é importante que conceituemos bem quatro palavras:

1. Deus – Ele é o nosso Criador, é Santo, é nosso Mantenedor, nosso Soberano. Ele possui um elevado grau de santidade de maneira que, de modo nenhum, inocenta o culpado, pois se assim fizesse, não seria um Deus Zeloso. Este ponto me fez lembrar que, doutrinariamente falando, Deus não conhece a palavra ‘perdão’, pois alguém precisa pagar pela culpa: nos caso dos eleitos, Cristo se torna culpado em nosso lugar e no caso dos ímpios, eles mesmos pagarão pelos seus pecados no lago de fogo e enxofre.

2. Homem – O homem foi criação de Deus. É interessante notar, conforme o Pr. Greg explicitou que a árvore do conhecimento do bem e do mal era um sinal de que Adão era limitado diante de um Deus ilimitado. Esta é a hierarquia óbvia entre o Criador e suas criaturas. Aqui a soberania de Deus é muito evidente, pois que criatura faz além daquilo que o Criador permite? Um fabricante cria determinados brinquedos para determinados fins e eles só realizam aquilo, assim mesmo somos nós nas mãos de Deus, criaturas criadas com o fim de glorificá-lo e desfrutá-lo para sempre. Ainda que o pecado tenha maculado esta vontade, contudo a redenção nos leva a restauração do propósito para o qual fomos verdadeiramente criados.

3. Cristo – O que é proclamado de Gênesis a Apocalipse. O nosso Rei e Salvador. É Ele o responsável por libertar o Seu povo da escravidão da morte, sem Ele permaneceríamos debaixo da ira do Pai (João 3.36). Ele é o cumprimento da promessa de Deus em Gênesis 3.15. Solus Christus.

4. Resposta – Resposta à pergunta: “quem é o povo de Deus?”. Há um povo eleito por Deus para expressão da Sua graça, os demais (perdidos) são expressões da Sua justiça. Este povo é composto por pessoas que se arrependem de seus miseráveis pecados e crêem verdadeiramente no Filho de Deus. Crer em Deus implica abandonar a vida de pecado, ou melhor ainda, abandonar a permanência numa vida de pecado (1 João 3.9).

Que reflitamos em nossa vida espiritual e, ao diagnosticarmos os nossos erros, corramos para Cristo, em obediência e sujeição à Sua santa vontade.

O Profº Adauto Lourenço nos levou a uma profunda reflexão quanto ao nosso pensamento. Muitas vezes deixamos de crer naquilo que é óbvio, principalmente porque a nossa sociedade relativista nos impulsiona a duvidar de coisas que são claras. Esse mal também afeta a nossa compreensão a respeito de Deus e do Seu Evangelho.

Precisamos, então, voltar às antigas veredas do Evangelho, parar de querer olhar pra Cristo com os olhos do mundo, buscando enxergá-lo com a fé que foi entregue aos santos, por meio da ação do Espírito Santo de Deus em nós.

O Pr. Silas Campos expôs que a nossa atual geração anseia por relacionamentos significativos, gratificações imediatas, vida livre de impedimentos e culpas, além de prosperidades materiais. Acontece que esta geração (denominada geração y) busca por esses objetivos no lugar errado, porque só o Evangelho genuíno pode preencher esses anseios, como mostra Efésios 1.3-7.

Assim sendo, é imprescindível que foquemos a nossa mente e o nosso viver em Cristo e não nas causas secundárias da vida. Diria que é a máxima de Mateus 6.33, em que somos orientados a buscar em PRIMEIRO LUGAR o reino de Deus, as demais coisas Ele nos acrescenta. Ou ainda, que devemos buscar as coisas lá do alto, não as que são aqui da terra (Colossenses 3.1), pois são efêmeras, vaidades, como bem nos diz Eclesiastes.

Creio que o Pr. Heber Campos fechou a série de pregações com chave de ouro. Não dá pra dissociar Lei de Evangelho. Precisamos constantemente das duas coisas. A Lei para nos instruir, disciplinar, conduzir, para nos dá convicção do pecado e incapacidade que temos de cumpri-la perfeitamente. O Evangelho para nos salvar, para nos mostrar que há um Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2.5).

Uma vez que somos salvos pela graça de Deus, somos levados à prática da Lei pelo amor. Quem ama, obedece! A Lei, então, tem o papel anterior ao Evangelho (mostrar que precisamos de alguém que a cumpra por nós) e posterior ou unido ao Evangelho (mostrando que agora resgatados pelo Sangue do Cordeiro, precisamos viver uma vida coerente com o que pregamos).

Não podemos evangelizar sem viver. Teoria e prática precisam andar juntas. Agora que fomos comprados com o sacrifício vicário de Cristo, temos deleite em sua Lei (Salmo 119.97, Romanos 7.22, 1 João 5.3) e a prática dela transparece para nós e para os outros o Espírito Santo em nossa vida.

De tudo isto, a suma é: valeu a pena fazermos a contagem regressiva para a 9ª Conferência Fiel Jovens. De volta para casa, aumenta a nossa responsabilidade de pôr em prática tudo aquilo que ouvimos, afinal, “…Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lucas 12.48). Que o Senhor nos capacite para tal.

Agora em campo para vivermos o que aprendemos, fica a saudade, o coração pequenininho, apertadinho, do tamanho de um caroço de azeitona, rsrsrs! Lágrimas ainda rolam: de saudade, de vontade de voltar, de alegria pela palavra pregada, de ter sentido um pedacinho da grandiosidade que teremos no céu, de ter que encarar a realidade de um mundo perdido e desesperadamente necessitado desse Evangelho genuíno.

Que não nos calemos, que proclamemos com todo vigor acerca do Senhor Jesus, do contrário, se deixarmos de divulgar a nossa fé, não só as pedras clamarão (Lucas 19.40), como também, sendo atalaias incompetentes e omissos, pagaremos pelo sangue destes que não forem avisados do Evangelho do Filho de Deus. (Ezequiel 33).

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Texto publicado no boletim dominical da Primeira Igreja Batista Reformada em Caruaru:

Estamos vivenciando no nosso país o que muitos países já experimentaram nos anos recentes: a aprovação de leis que quebram acintosamente os costumes conservadores, principalmente na área sexual, como o estabelecimento da cultura gay com todos os seus acompanhamentos prostituidores. Estamos vivendo os dias da idolatria sexual por excelência. Os cristãos estão se levantando em todo o país, bradando com vozes altissonantes contra o presente momento. No entanto, é preciso pensar: Por que tem acontecido tudo isso? Alguns dirão: “É bíblico, pois nos últimos dias a iniqüidade se multiplicará”. Não resta dúvidas que isso é certo. Porém, por outro lado, isso tem acontecido porque a igreja recuou na sua ação. As igrejas se perderam em doutrinas fantasiosas, em culto místicos, em programas de marketing, em preocupações de como agradar os fregueses, e se esqueceram da verdade, esqueceram-se de honrar Jesus, de considerar Jesus como centro de todas as coisas. Isso produziu um efeito drástico no mundo, que ficou sem vigia, sem ter quem lhe fizesse o bem. A igreja, a bondosa emissária de Deus, deu as costas à verdade e deixou de ser benemérita do mundo. O reino do Anticristo  aproveitou e ocupou o espaço deixado pela igreja. A iniqüidade avançou como mato em propriedade abandonada e a solução não é gritar contra o mato que a irresponsabilidade da igreja deixou crescer. A solução está em [a igreja] arregaçar as mangas e partir para cima do mundo empunhando a espada da verdade e vivendo uma vida de santidade, pois o mundo não resiste a essa dupla. Gritar dos palanques e empunhar faixas de protesto, por mais eficaz que pareça, pouco efeito produzirá para fazer recuar a iniqüidade que avança sem freio. Que as igrejas preguem a verdade e que os seus membros vivam em santidade. Só assim o terreno perdido será recuperado, e ainda haverá avanços da luz e recuo das trevas.

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Eu creio…

…na indissolubilidade do casamento.

Via: Raniere Menezes

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Conflitos

Creio que muitos de vocês já ouviram a expressão: ‘reformado’, muito difundido nos nossos dias para especificar os crentes que crêem no evangelho da mesma maneira que os Reformadores do Séc. XVI, por aí. É um termo que abrange muito mais que ser calvinista, luterano ou algum outro termo que denote os puritanos.

Atualmente, no Brasil, temos várias pessoas que se denominam reformados. Aqui eu faço uma ressalva para especificar apenas os que crêem nas doutrinas da graça, sem considerar para este texto algumas vertentes pentecostais que também se denominam reformados (com outra conotação, claro. A mesma de ‘renovado’, para ser mais exata).

Tá, dados os esclarecimentos acima, você pode estar se perguntando o porquê de ‘conflitos’ no título dessa postagem. É aqui que entro com as minhas filosofias… hehehe! É que os reformados do Brasil ainda estão em fase de consolidação (bastante atrasada, por sinal) e isso por causa de alguns pontos doutrinários. A princípio, não parecem ser fundamentais, mas se analisados sobre um prisma mais profundo, geram conflitos nos relacionamentos (por terem sentido fundamental, sim). Por relacionamento entendam toda e qualquer interação entre os seres humanos e não somente a relação entre casais, por favor. Então, vamos às polêmicas:

1. O dia do Senhor – Entre os reformados não existe tanto a discussão quanto ao DIA mesmo. Se é sábado, se é domingo, se é segunda… enfim. É interessante notar que as convocações solenes do Antigo Testamento não ordenavam o dia de sábado (há convocações em vários dias diferentes da semana), mas o descanso (sentido original da palavra Shabbat). No Novo Testamento temos então a instituição do Domingo em memória à ressurreição de Cristo. Então, dia não é muito uma questão de discussão, há certo consenso. Porém, o que se discute mesmo (infelizmente) é sobre a guarda desse dia. É interessante notar que a guarda do Dia do Senhor, em especial, foi instituído indiretamente já na semana da criação, quando Deus descansou no 7º dia, separando este dia dos demais (Gênesis 2.2,3). Na ordenança a Moisés e ao povo, reaparece no 4º mandamento com diversas ordens ao chefe da família – o pai (Êxodo 20.8-11). O que se pode ou não fazer, eu atribuo a Isaías 58.13,14 quando diz que devemos nos desviar de profanar o sábado e de cuidarmos de nossos próprios interesses no santo dia. Então é sempre bom fazer a velha pergunta: estudar é do meu interesse ou de Deus? Ir à praia é do meu interesse ou de Deus? Ficar em casa dormindo é do meu interesse ou de Deus? E por aí vai… Com exceção das atividades atribuídas à sobrevivência (tomar banho, comer, dormir em certo período…) e os deveres de necessidades (bombeiros, médicos, policiais…). A Lei de Deus é a mesma, Ele continua exigindo de nós a obediência aos seus mandamentos. Claro que relutamos por causa da nossa natureza pecaminosa, mas quanto mais próximos da Sua Palavra, mas aptidão para cumpri-la.

2. Divórcio – Este é um segundo tema bastante conflituoso nas relações entre os reformados. Há daqueles que compreendem que o divórcio é lícito em casos de adultério e há outros (dos quais eu me incluo) que não admite o divórcio em nenhuma instância no caso de crentes, nem mesmo em casos de adultério. Para tanto, entendemos que sob o cristão está o prisma do perdão. Não existe perdão e distanciamento. Se há separação é porque não houve perdão. Eu creio que a união entre homem e mulher deve possuir o mesmo simbolismo e característica da união de Cristo com a Sua Igreja. A Igreja foi causa da morte de Cristo na cruz. Matamos o filho de Deus com os nossos pecados. Há traição maior do que esta? E mesmo assim Ele nos perdoou e a nossa comunhão foi totalmente restabelecida. Não houve essa dEle nos perdoar e se manter afastado de nós. E é esse padrão que devemos seguir, isto é: “assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Colossenses 3.13). O divórcio existe sim, para pessoas que não sabem o valor do perdão, para pessoas que vivem na dureza do coração. Este não é o caso do povo de Deus.

3. Princípio Regulador x Princípio Normativo – Esse ponto é interessante. Diz respeito ao culto que prestamos a Deus. O princípio regulador entende que só deve estar no culto os elementos expressamente ordenados na Bíblia (pregação, ceia do Senhor, dízimos, batismo, oração, louvor). Fora disso, o culto fica comprometido. Eu sempre tomo por base dois textos importantes: (1) 1 Crônicas 15.13 mostra o povo querendo modernizar o transporte da arca do Senhor (que representava o culto). Deus pune o povo e Davi entende que a punição veio porque “não o buscamos, segundo nos fora ordenado”; (2) João 4.24 diz que Deus é espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. A palavra espírito significa que só os nascidos de novo podem adorar a Deus e a palavra verdade significa que devemos adorar conforme prescrito nas escrituras. Paradoxalmente o princípio normativo entende que tudo que não está proibido, é permitido. Isso é complicado por que: será que nós, seres humanos, manchados por uma natureza pecaminosa, seríamos capazes de determinar o culto a Deus melhor do que aquilo que Ele determinou na Escrituras?

Bem, a lista de conflitos ainda é um pouco maior que esta que listei aqui, o que de certa forma até gera uma tristeza, visto que há uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai… então alguém tem que estar errado, não é mesmo? Aqui listei três deles e em breve tentarei listar outros. Enquanto isso, vão meditando direitinho nesses conflitos, sempre buscando compreender à luz das Escrituras, como os bereanos, que consultavam todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim (Atos 17.11).

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