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Archive for dezembro \31\UTC 2010

Em meados de Agosto de 2010 eu ganhei o livro “Spurgeon – uma nova biografia” da editora PES. Sem dúvidas um dos melhores livros que li este ano, senão O melhor!

Se antes já amava o bom e velho Spurgeon pelos seus escritos, depois de conhecer mais da sua vida, passei a amá-lo mais ainda. Cheguei a brincar dizendo que se tivesse vivido naquela época, adoraria ter sido a Susannah Spurgeon (esposa do dito cujo, rsrsrs).

Nesse caso, nada melhor do que terminar 2010 e desejar um 2011 aos moldes dos Batistas Reformados. Assim sendo, faço minhas as palavras de Spurgeon:

“Ora, irmãos, com respeito ao ano que se aproxima, eu espero que ele seja um ano de felicidade para vocês, — de forma muito enfática desejo a todos vocês um Feliz Ano Novo, — mas ninguém pode ter certeza de que ele será um ano livre de dificuldades.

Pelo contrário, tenha a segura confiança de que não será assim, porque, como é certo que as faíscas sobem para o alto, o homem nasce para as dificuldades.

Cada um de nós possui, amados amigos, muitos rostos queridos com os quais nos regozijamos — que eles possam sorrir para nós ainda por muito tempo: mas lembre-se de que cada um deles pode vir a ser ocasião de tristeza durante o próximo ano, porque não existe nenhum filho imortal, nenhum marido imortal, nenhuma esposa imortal, nenhum amigo imortal, e, portanto, alguns deles podem morrer durante o ano.

Além do mais, os confortos com os quais nos cercamos podem tomar para si asas antes que o ano cumpra seus meses. As alegrias terrenas são todas como que feitas de neve, se desfazem com a mais leve brisa, e se vão antes de terminarmos de agradecer sua chegada. Pode ser que você tenha um ano de seca e escassez de pão; pode ser que anos magros e desagradáveis lhe estejam reservados.

Sim, e ainda mais, talvez durante o ano que já está quase amanhecendo você possa recolher seus pés à cama e morrer, para encontrar-se com Deus Pai.

Pois bem, com relação a este ano que está próximo e suas possibilidades desoladoras, devemos viver cabisbaixos e tristonhos? Devemos pedir a morte ou desejar nunca ter nascido? De modo algum. Devemos, por outro lado, viver de forma despreocupada e risonha em todas as circunstâncias? Não, isso soaria doentio nos filhos de Deus.

O que faremos? Iremos pronunciar esta oração: “Pai, glorifica teu nome.” Isto significa dizer: se devo perder minha propriedade, glorifica teu nome na minha pobreza; se devo ser roubado, glorifica teu nome em meu sofrimento; se devo ser morto, glorifica teu nome em minha partida.

Quando você ora nesta disposição, seu conflito finda, nenhum pavor exterior permanece se tal oração surge de seu íntimo, você tem nela rejeitado todos os presságios fatídicos e pode, de forma lúcida e tranqüila, trilhar seu caminho pelo desconhecido amanhã.”

 

Tradução: Márcio Santana Sobrinho (Monergismo)

Título da Obra: Reflexões para o ano novo

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Olá, tropa…

Hoje é 24 de dezembro, e boa parte da população mundial deseja um “feliz natal” para todos. Por isso eu resolvi dá um Pause I (o II será no ano novo) para deixar uma reflexão para você. Os post da série “Ide por todo mundo” retornam em janeiro/2011, se Deus quiser.

Eu não comemoro natal, a razão para isso é que não há prescrição bíblica para tal. Além de que, as significações do natal são totalmente pagãs, embora queiram justificar ser comemoração do nascimento de Cristo. É como um lobo fantasiado de cordeiro ou como o lobo mau vestido da vovozinha da Chapeuzinho Vermelho. Se você quer conhecer um pouco dos significados pagãos que citei, dê uma lida nesse texto aqui.

A vocês, queridos leitores, deixo uma música que meu pai escreveu na sua época de juventude, reflitam nas frases em destaque.

De novo essa velha história revive hoje, aqui.

Mas morre, tão logo passa o dia de natal.

Crianças, jovens e velhos com alegria estão.

Que, logo, desaparecem com a celebração.

 

E tu que estás na fila, devolves o teu ser

A Cristo que cada dia, pra ti irá nascer.

Pois Ele é real, eu sinto, e O vejo em meu viver.

Tal qual astro cintilante, que produz vida e luz.

 

Natal verdadeiro e puro ocorre no que crer.

Que leva sempre no corpo o morrer de Jesus.

Mas Cristo é real, eu sinto, e O vejo em meu viver.

E ensina que o Natal vai sempre acontecer.

A história do nascimento de Cristo está na Bíblia e deve ser pregada (não comemorada) a toda criatura, não só em 25 de dezembro, mas durante toda vida. Se entendemos que Cristo morreu pelos pecados do Seu povo, é impossível conceber isto sem que creiamos que Ele nasceu de Maria como cumprimento do Seu decreto.

Não se limite a pregar Jesus em meados de dezembro! Viva-O diariamente, lembrando-se sempre do Seu glorioso sacrifício, carregando sempre no corpo o morrer de Jesus.

Até breve!

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A Queda

Depois de um tempinho caladinha, vamos dar continuidade à nossa nova série de evangelização.

No post passado vimos sobre a maravilhosa criação de Deus e como é bom sabermos que como criaturas feitas por Ele, estamos incluídos naquela belíssima frase dita no 6º dia em que, ao contemplar Sua obra, viu que tudo era muito bom.

Naquela mesma semana da Criação, ao formar o homem, Deus deu esta ordem: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17). Adão e Eva foram felizes enquanto mantinham seus corações pertos do Senhor, obedecendo aos seus mandamentos que haviam sido gravados em seus corações (Rm 2.14,15).

Mas um dia, num triste dia, Adão e Eva desobedeceram à ordem de Deus, é o que nós chamamos de ‘queda’. Neste episódio há muitas coisas interessantes a serem aprendidas, não citarei todas, apenas as mais relevantes para o momento:

1 – Há um culpado? Não diria um, mas três! Adão foi culpado na queda por não ter exercido a sua autoridade sobre Eva. Permitiu que ela conversasse com a serpente (sem fazer nenhuma interferência), permitiu que ela provasse do fruto e ainda deixou-se ser comandado pela esposa, quando aceitou desobedecer ao Senhor, provando do fruto que sua mulher ofereceu.

Eva também foi culpada porque deu ouvidos a serpente, não considerou a ordem do Senhor Deus, não considerou em consultar o seu cabeça (Adão) e muito menos deu ouvidos a Lei que estava gravada no seu coração. Amou mais o mundo que a Deus, e, de quebra, levou seu marido junto no erro.

A serpente também tem a sua parcela de culpa. Claro que me refiro ao Diabo. Tendo sido um anjo de luz e por querer ser maior que Deus ter sido jogado no inferno juntamente com outros anjos caídos, ele ainda insistiu em querer controlar, em mentir, seduzir e incentivar Adão e Eva a desobedecerem a Deus. Ele ainda faz isso com os homens na atualidade e quanto mais distantes da vontade de Deus, mas fácil se tornarem Adãos e Evas.

2 – A queda foi simples ou catastrófica? Embora diversas correntes religiosas tentem amenizar a situação da queda, como se fosse apenas um escorrego numa casca da banana, a doutrina verdadeiramente bíblica mostra que a queda foi catastrófica. Foi uma queda seguida de morte, ou diria, mortes, já que o homem morreu moralmente (tornou-se totalmente depravado diante de Deus), espiritualmente (afastou-se totalmente de Deus, morto em seus delitos e pecados) e fisicamente (entrou em processo de decomposição – velhice). Vale ressaltar que estas mortes foram resultado da fidelidade de Deus com a Sua promessa: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17b).

3 – Adão e Eva: representando a humanidade diante de Deus. É por isso que lemos em Romanos 3.23 que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”, isto é, na queda, todos nós caímos juntos e nos tornamos “mortos em nossos delitos e pecados” (Efésios 2.1). Desde a concepção, já se encontra ali no ventre materno um ser morto em seus delitos e pecados e desesperadamente carente da glória de Deus, foi assim conosco (que já somos salvos) e é assim com todos os homens (salvos ou não), mortos e carentes da glória de Deus.

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O propósito de Deus em permitir a queda do homem no Éden (passando a todas as gerações) será manifestado nas demais etapas de seu plano salvador, por isso você terá um tempinho para refletir sobre tudo que falei aqui hoje. Pense novamente sobre a bondade de Deus na criação, sobre a Sua perfeição, sobre a Sua grandeza e depois faça um contraste com a ação de Adão e Eva, reflita sobre o que eles fizeram e como você reagiria no lugar de Deus. Não se esqueça de orar e pedir que o Senhor Deus conceda entendimento para compreender a soteriologia de forma correta. Até breve!


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A Criação

 

Não pensem que abandonei o blog! Uso blog desde 2001 e abandonar essa prática seria uma coisa estranha, realmente. A questão é que estou em Brasília, vim no dia 19 de novembro para participar de uma seleção de mestrado. Aliás, está sendo uma experiência muito boa mesmo, embora a saudade de casa seja enorme, hein?!

A partir desse post, vocês terão uma nova série em mãos para ler, discutir e, quem sabe, indicar. Será uma série chamada “Ide por todo mundo” em lembrança ao texto de Mateus 28.18-20, não deixando de lembrar que não basta “ir”, é preciso também fazer discípulos, batizar e ensinar a guardar. Esta série eu indico para aqueles que estão sendo ensinados sobre as famosas Doutrinas da Graça. Tentarei ser bem prática, usando termos do cotidiano, até porque não domino bem aqueles termos técnicos da soteriologia. Deixo essa tarefa para os teólogos, rsrsrs! Então vamos lá… Por onde começar? Óbvio! Pela criação.

Logo ali em Gênesis 1, está escrito sobre o mundo, seu Criador e sua criação. Diz que Deus criou o mundo em seis dias e, ao sétimo dia, Ele descansou. Há muito sobre isso, algo que mais nos encanta é o como o mundo foi criado. João (1.1) diz que o mundo foi criado pelo Verbo. O Verbo é a Palavra, o mundo foi criado pela Palavra. E mais, além de criar, Ele mantém pelo Verbo. O escritor aos Hebreus, de forma muito bela diz que Ele “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1.3).

O ápice da criação foi a formação do Homem e a tarefa primordial e perpétua que Deus lhes deu foi excelente:  “…Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gênesis 1.28).

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O que vem pela frente sairá no próximo post, só isso que mencionei já é suficiente para que você pare e reflita sobre a soberania total de Deus nessa criação, sobre o seu poder, sobre as maravilhas criadas… contemple, contemple tudo que Deus criou e entenda porque ao final daquela semana “viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1.31).

Até o próximo, rsrsrs!

 

 

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